Consultor sugere estratégias para garantir que você adote soluções do tipo de forma consciente e forte.
O mercado corporativo começa a usar redes sociais de forma estratégica,
conforme reportagem de Computerworld, mas muitos executivos ainda têm
dúvidas sobre como gerenciar bem essas ferramentas de comunicação. A
utilização mais forte de Twitter, Facebook e outras ferramentas de
mídia social é apontada pela consultoria Gartner como uma das
principais tendências para o mercado de tecnologia da informação em 2010.
Na avaliação da empresa que desenvolve soluções colaborativas online
Direct Labs, este será o ano da profissionalização do uso dessas
tecnologias. O consultor de mídias sociais da Direct Labs, Diego
Monteiro, diz que muitas empresas agem por impulso na hora de aderir ao
uso de ferramentas de web 2.0 e acabam comentendo erros que podem
comprometer sua marca. Confira sete dicas preparadas pelo especialista
a respeito do uso eficiente de redes sociais pelas corporações.
1- Comece monitorando sua marca:
O primeiro passo,
e também o mais fácil, é a criação de um monitoramento simples para
entender o que estão falando sobre você, sua marca e/ou produtos nas
mídias sociais. Essa estratégia pode trazer informações imprescindíveis
para você entender qual é o status da sua marca na web.
"Dependendo do porte e da estratégia da empresa, essa etapa pode
envolver também ferramentas de busca automática de dados, o que que não
dispensa o trabalho manual para análise", afirma Monteiro. A partir
daí, você pode pensar em ações adequadas para atuar nas mídias sociais.
2- Defina sua equipe:
Como o trabalho manual não é
dispensável, é necessário ter muito bem definido quem na equipe atuará
com mídias sociais. É muito importante definir quem da sua equipe
atuará com as mídias sociais. Em geral, esse trabalho é destinado a
profissionais de marketing e comunicação que entendam muito bem do seu
negócio, que tenham disposição para falar pela empresa, sejam usuários
das principais redes sociais e estejam sempre conectados.
"A dedicação integral de pessoas e o número de funcionários que vai
trabalhar na área depende muito do quão estratégico o trabalho for para
as operações da empresa. Respostas rápidas são um grande diferencial e
exigem um cuidado maior na definição da equipe", ressalta Monteiro.
3- Defina sua linha de comunicação:
É preciso tomar
cuidado na estratégia que você vai usar para interagir nas mídias
sociais. Por isso, a melhor dica é seguir um padrão. Definir uma
linguagem (formal ou informal) para ser usada sempre, o público-alvo, a
abordagem ideal (adotando uma comunicação mais pessoal ou
institucional), a periodicidade de seus posts (no blog corporativo, no
Twitter, no Slideshare ou qualquer outra mídia social) e um tempo
máximo para responder às interações dos usuários. A linha de
comunicação define as ações que serão tomadas em casos de crises e a
postura adotada diante de críticas. Em ambos os casos, transparência é
essencial.
A definição da linguagem também estabelece, de certa forma, o
público que vai acompanhar a companhia no Twitter, por exemplo. Por
isso, deve ser bem estudada pelo plano estratégico. "Às vezes é mais
importante ter 2 mil seguidores relevantes no Twitter usando
determinada linguagem do que possuir 20 mil seguidores sem relevância
para a estratégia da corporação", observa o especialista.
4- Crie seus canais sociais (Twitter, Blog, Youtube, Flickr, etc.):
Muitas empresas tomam esse passo muito antes do que deveriam. O
conceito base aqui é "estar presente onde seus clientes estão". Se os
usuários gastam a maior parte do tempo visitando canais sociais, estar
presente nesses locais é essencial. Um detalhe importante é que tais
canais devem ser criados seguindo uma premissa: você realmente estará
presente diariamente neles, atualizando e se relacionando. Canais
sociais deixados de lado definitivamente não são bem vistos pelos
usuários, assim como interações não-respondidas.
5- Relacione-se, interaja:
O mais importante quando
você insere sua empresa/marca nas mídias sociais é interagir com o
usuário. Isso é essencial para que ele se sinta ouvido e para que
entenda o quanto a opinião dele é importante para você. Todo o tipo de
interação relevante do usuário deve ser respondido o mais rápido
possível. Dê atenção especial para seus usuários mais ativos: os
evangelizadores e destruidores de sua marca.
6- Produza conteúdo:
Neste estágio, você já tem uma
equipe, uma linha de comunicação, canais socias e já se relaciona com
alguns usuários. Gerar conteúdo é um passo importante para estreitar a
relação com essas pessoas, gerar valor, manter todos informados de
novidades e mostrar que a empresa é viva, dinâmica e atualizada. Muitas
empresas já geram muito conteúdo, mas deixam-no restrito ao site
institucional, newsletters ou campanhas específicas.
Um trabalho de spreading (replicar o conteúdo em seus canais
sociais) é muito importante para, mais uma vez, estar onde o usuário
está. Não dá para esperar que o usuário visite o seu site. Nessa etapa
é muito importante seguir as definições da linha de comunicação
adotada. Em alguns casos é necessário voltar e refazer esse trabalho.
"Pela experiência, o que mais funciona é mostrar a cara das pessoas
que representam a instituição, adotar um díalogo com informalidade,
falar em primeira pessoa. Algumas empresas, como a Google, adotam essa
estratégia com sucesso", opina Monteiro.
7- Fique de olho no mercado e em concorrentes:
É
possível também encontrar diversas oportunidades explorando seu mercado
nas mídias sociais. Uma boa maneira de fazer isso é monitorar
comentários sobre palavras-chaves relacionadas ao seu negócio.
Trabalhar com esses dados e se relacionar com os usuários pode render
pesquisas valiosas e uma nova fonte de identificação de possíveis
clientes.
Segundo Monteiro, "o trabalho de acompanhamento da concorrência dá
indicadores para avaliar o próprio desempenho. Ter um crescimento de
50% no índice de menções de um mês para o outro pode não significar
nada se não houver base de comparação, já que as redes sociais também
estão muito sujeitas a sazonalidades".
Fonte: ComputerWorld
Consultor sugere estratégias para garantir que você adote soluções do tipo de forma consciente e forte.
O mercado corporativo começa a usar redes sociais de forma estratégica,
conforme reportagem de Computerworld, mas muitos executivos ainda têm
dúvidas sobre como gerenciar bem essas ferramentas de comunicação. A
utilização mais forte de Twitter, Facebook e outras ferramentas de
mídia social é apontada pela consultoria Gartner como uma das
principais tendências para o mercado de tecnologia da informação em 2010.
Na avaliação da empresa que desenvolve soluções colaborativas online
Direct Labs, este será o ano da profissionalização do uso dessas
tecnologias. O consultor de mídias sociais da Direct Labs, Diego
Monteiro, diz que muitas empresas agem por impulso na hora de aderir ao
uso de ferramentas de web 2.0 e acabam comentendo erros que podem
comprometer sua marca. Confira sete dicas preparadas pelo especialista
a respeito do uso eficiente de redes sociais pelas corporações.
1- Comece monitorando sua marca:
O primeiro passo,
e também o mais fácil, é a criação de um monitoramento simples para
entender o que estão falando sobre você, sua marca e/ou produtos nas
mídias sociais. Essa estratégia pode trazer informações imprescindíveis
para você entender qual é o status da sua marca na web.
"Dependendo do porte e da estratégia da empresa, essa etapa pode
envolver também ferramentas de busca automática de dados, o que que não
dispensa o trabalho manual para análise", afirma Monteiro. A partir
daí, você pode pensar em ações adequadas para atuar nas mídias sociais.
2- Defina sua equipe:
Como o trabalho manual não é
dispensável, é necessário ter muito bem definido quem na equipe atuará
com mídias sociais. É muito importante definir quem da sua equipe
atuará com as mídias sociais. Em geral, esse trabalho é destinado a
profissionais de marketing e comunicação que entendam muito bem do seu
negócio, que tenham disposição para falar pela empresa, sejam usuários
das principais redes sociais e estejam sempre conectados.
"A dedicação integral de pessoas e o número de funcionários que vai
trabalhar na área depende muito do quão estratégico o trabalho for para
as operações da empresa. Respostas rápidas são um grande diferencial e
exigem um cuidado maior na definição da equipe", ressalta Monteiro.
3- Defina sua linha de comunicação:
É preciso tomar
cuidado na estratégia que você vai usar para interagir nas mídias
sociais. Por isso, a melhor dica é seguir um padrão. Definir uma
linguagem (formal ou informal) para ser usada sempre, o público-alvo, a
abordagem ideal (adotando uma comunicação mais pessoal ou
institucional), a periodicidade de seus posts (no blog corporativo, no
Twitter, no Slideshare ou qualquer outra mídia social) e um tempo
máximo para responder às interações dos usuários. A linha de
comunicação define as ações que serão tomadas em casos de crises e a
postura adotada diante de críticas. Em ambos os casos, transparência é
essencial.
A definição da linguagem também estabelece, de certa forma, o
público que vai acompanhar a companhia no Twitter, por exemplo. Por
isso, deve ser bem estudada pelo plano estratégico. "Às vezes é mais
importante ter 2 mil seguidores relevantes no Twitter usando
determinada linguagem do que possuir 20 mil seguidores sem relevância
para a estratégia da corporação", observa o especialista.
4- Crie seus canais sociais (Twitter, Blog, Youtube, Flickr, etc.):
Muitas empresas tomam esse passo muito antes do que deveriam. O
conceito base aqui é "estar presente onde seus clientes estão". Se os
usuários gastam a maior parte do tempo visitando canais sociais, estar
presente nesses locais é essencial. Um detalhe importante é que tais
canais devem ser criados seguindo uma premissa: você realmente estará
presente diariamente neles, atualizando e se relacionando. Canais
sociais deixados de lado definitivamente não são bem vistos pelos
usuários, assim como interações não-respondidas.
5- Relacione-se, interaja:
O mais importante quando
você insere sua empresa/marca nas mídias sociais é interagir com o
usuário. Isso é essencial para que ele se sinta ouvido e para que
entenda o quanto a opinião dele é importante para você. Todo o tipo de
interação relevante do usuário deve ser respondido o mais rápido
possível. Dê atenção especial para seus usuários mais ativos: os
evangelizadores e destruidores de sua marca.
6- Produza conteúdo:
Neste estágio, você já tem uma
equipe, uma linha de comunicação, canais socias e já se relaciona com
alguns usuários. Gerar conteúdo é um passo importante para estreitar a
relação com essas pessoas, gerar valor, manter todos informados de
novidades e mostrar que a empresa é viva, dinâmica e atualizada. Muitas
empresas já geram muito conteúdo, mas deixam-no restrito ao site
institucional, newsletters ou campanhas específicas.
Um trabalho de spreading (replicar o conteúdo em seus canais
sociais) é muito importante para, mais uma vez, estar onde o usuário
está. Não dá para esperar que o usuário visite o seu site. Nessa etapa
é muito importante seguir as definições da linha de comunicação
adotada. Em alguns casos é necessário voltar e refazer esse trabalho.
"Pela experiência, o que mais funciona é mostrar a cara das pessoas
que representam a instituição, adotar um díalogo com informalidade,
falar em primeira pessoa. Algumas empresas, como a Google, adotam essa
estratégia com sucesso", opina Monteiro.
7- Fique de olho no mercado e em concorrentes:
É
possível também encontrar diversas oportunidades explorando seu mercado
nas mídias sociais. Uma boa maneira de fazer isso é monitorar
comentários sobre palavras-chaves relacionadas ao seu negócio.
Trabalhar com esses dados e se relacionar com os usuários pode render
pesquisas valiosas e uma nova fonte de identificação de possíveis
clientes.
Segundo Monteiro, "o trabalho de acompanhamento da concorrência dá
indicadores para avaliar o próprio desempenho. Ter um crescimento de
50% no índice de menções de um mês para o outro pode não significar
nada se não houver base de comparação, já que as redes sociais também
estão muito sujeitas a sazonalidades".
Fonte: ComputerWorld