Internet sem rastros
Tue 28 Jul 2009 14:17:35 | 0 comments
A internet permitiu que todo o cidadão que tenha uma conexão disponível e um computador possa se comunicar com o mundo.
Antes da internet, a divulgação da informação ficava nas mãos dos veículos de comunicação oficiais. Hoje, a divulgação da informação está em nossas mãos.
Ao passar o poder da comunicação para o cidadão comum a Internet virou uma poderosa arma de mobilização.
No Irã, logo após o resultado da eleição para presidência ter sido anunciado e a vitória do presidente eleito ser colocada em xeque por entidades internacionais, o governo restringiu o acesso de jornalistas estrangeiros em suas fronteiras e cortou a comunicação da população com o resto do mundo.
Os cidadãos iranianos foram às ruas para protestar contra o presidente eleito Mahmoud Ahmadinejad. Com câmeras fotográficas e filmadoras em mãos eles usaram as principais comunidades 2.0 da internet como canal de divulgação. Facebook, YouTube, Blogs e Twitter foram utilizados para mostrar ao mundo, em tempo real, as cenas de protestos e a repressão em que vive o povo iraniano.
As imagens que não puderam ser captadas pelos jornalistas, impedidos de cobrir o conflito no local, foram parar em jornais, revistas e TVs.
Os iranianos conseguiram burlar a censura e descobriram que podem atualizar blogs e acessar sites no anonimato. Com o avanço da tecnologia, o governo do Irã perdeu o controle total sobre o que sua população faz na internet.
Um dos softwares utilizados é o Projeto Tor que permite o acesso a sites e serviços de mensagens instantâneas bloqueados por provedores locais e, além disso, garante o anonimato de usuários que vivem em países fechados como o Irã ou a China.
O Tor nasceu em plena guerra fria. Na época o governo americano uniu o mais alto escalão da marinha e a DARPA, futura internet, para criar uma rede segura e anônima capaz de resistir a qualquer tipo de ataque. No fim da guerra fria, o projeto foi abandonado, mas não caiu no esquecimento. A “Eletronic FrontierFoundation” (EFF), fundada em São Francisco em 1990 e defensora dos direitos e da liberdade no mundo digital, encabeçou o projeto politicamente e financeiramente para garantir o anonimato na internet, já que nem os serviços de inteligência conseguem localizar de onde e de quem partiu a informação.
Texto retirado do site: http://blog.primeiramao.com.br/index.php/2009/07/07/internet-sem-rastros/
Antes da internet, a divulgação da informação ficava nas mãos dos veículos de comunicação oficiais. Hoje, a divulgação da informação está em nossas mãos.
Ao passar o poder da comunicação para o cidadão comum a Internet virou uma poderosa arma de mobilização.
No Irã, logo após o resultado da eleição para presidência ter sido anunciado e a vitória do presidente eleito ser colocada em xeque por entidades internacionais, o governo restringiu o acesso de jornalistas estrangeiros em suas fronteiras e cortou a comunicação da população com o resto do mundo.
Os cidadãos iranianos foram às ruas para protestar contra o presidente eleito Mahmoud Ahmadinejad. Com câmeras fotográficas e filmadoras em mãos eles usaram as principais comunidades 2.0 da internet como canal de divulgação. Facebook, YouTube, Blogs e Twitter foram utilizados para mostrar ao mundo, em tempo real, as cenas de protestos e a repressão em que vive o povo iraniano.
As imagens que não puderam ser captadas pelos jornalistas, impedidos de cobrir o conflito no local, foram parar em jornais, revistas e TVs.
Os iranianos conseguiram burlar a censura e descobriram que podem atualizar blogs e acessar sites no anonimato. Com o avanço da tecnologia, o governo do Irã perdeu o controle total sobre o que sua população faz na internet.
Um dos softwares utilizados é o Projeto Tor que permite o acesso a sites e serviços de mensagens instantâneas bloqueados por provedores locais e, além disso, garante o anonimato de usuários que vivem em países fechados como o Irã ou a China.
O Tor nasceu em plena guerra fria. Na época o governo americano uniu o mais alto escalão da marinha e a DARPA, futura internet, para criar uma rede segura e anônima capaz de resistir a qualquer tipo de ataque. No fim da guerra fria, o projeto foi abandonado, mas não caiu no esquecimento. A “Eletronic FrontierFoundation” (EFF), fundada em São Francisco em 1990 e defensora dos direitos e da liberdade no mundo digital, encabeçou o projeto politicamente e financeiramente para garantir o anonimato na internet, já que nem os serviços de inteligência conseguem localizar de onde e de quem partiu a informação.
Texto retirado do site: http://blog.primeiramao.com.br/index.php/2009/07/07/internet-sem-rastros/
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