Sabendo que é impossível e perigoso ignorar o peso crescente que a Internet tem na vida das pessoas e no modo como elas comunicam, cada vez mais os políticos apostam em sites, blogues e, sobretudo, nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook para se aproximarem das legislativas.
Seguindo o exemplo do presidente norte-americano, Barack Obama, o PS parece apostado em expandir-se na rede, sobretudo com o aproximar das eleições legislativas, agendadas para 27 de Setembro.
Os socialistas promovem, esta terça-feira, a conferência “Democracia interactiva: promover a participação dos cidadãos”, que vai contar com dois especialistas que criaram a interactividade Obama online e o jornalista Paulo Querido, um dos mais influentes e bem informados habitantes da rede.
À TSF, Paulo Querido explicou que para que a Internet seja uma arma poderosa na política necessita de três ingredientes: espírito de aventura para «trilhar um caminho novo», transparência, já que na web todo o discurso que é artificial é desmontado em tempo real, e «paciência» porque nas redes é preciso «construir uma reputação».
Para o jornalista, «o momento ideal» para os políticos se lançarem na aposta na Internet teria sido há «uns meses antes», mas «mais vale irem já» para não perderem «esta oportunidade».
Apesar de a Internet não chegar à quantidade de pessoas a que chega a televisão, Paulo Querido destacou que «há um enriquecimento da coisa política, quando um político e um cidadão trocam comentários ou opiniões sobre assuntos». Uma vez que «aproxima eleitos de eleitores», os políticos podem ter muito a ganhar.
Depois de Obama ter tirado muito partido da web, Paulo Querido aguarda a forma como, em Portugal, os políticos vão tentar imitar o Presidente dos Estados Unidos na utilização dos blogs, do Twitter e do Facebook.
As redes sociais na internet congregam 29 milhões de brasileiros. Nada menos que oito em cada dez pessoas conectadas no Brasil têm o seu perfil estampado em algum site de relacionamento. Elas usam essas redes para manter contato com os amigos, conhecer novas pessoas - e paquerar, é claro, ou bem mais do que isso. No mês passado, uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que 7,3% dos adultos com acesso à internet fizeram sexo com alguém que conheceram on-line.
Os brasileiros já dominam o Orkut, site pertencente ao Google e, agora, avançam sobre o Twitter e o Facebook. A audiência do primeiro quintuplicou nos primeiros cinco meses deste ano e a do segundo dobrou. Juntos, esses dois sites foram visitados por 5 milhões de usuários em maio, um quarto da audiência do Orkut. Para cada quatro minutos na rede, os brasileiros dedicam um para atualizar seu perfil e bisbilhotar o dos amigos, segundo dados do Ibope Nielsen Online. Em nenhum outro país do mundo existe um entusiasmo tão grande pelas amizades virtuais. Os números despertam algumas questões a respeito do tipo de amizade que se está construindo na internet. Qual o impacto de tais sites na maneira de as pessoas se relacionarem? Eles, de fato, diminuem a solidão?
Recentemente, sociólogos, psicólogos e antropólogos passaram a buscar uma resposta para essas perguntas. Eles concluíram que essa comunicação não consegue suprir as necessidades afetivas mais profundas dos indivíduos. A internet tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais. É o oposto do que, segundo escreveu o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), de fato aproxima os amigos: "Eles precisam de tempo e de intimidade; como diz o ditado, não podem se conhecer sem que tenham comido juntos a quantidade necessária de sal."
Os sites de relacionamento, como qualquer tecnologia, são neutros. Eles são bons ou ruins dependendo do que se faz com eles. E nem todo mundo aprendeu a usá-los a seu próprio favor. As redes sociais on-line deveriam fazer parte da lista de produtos que vêm acompanhados daquela frase: "Use com moderação." Os sites podem ser úteis para manter amizades separadas pela distância ou pelo tempo e para unir pessoas com interesses comuns. Nas últimas semanas, por exemplo, o Twitter foi acionado pelos iranianos para denunciar, em mensagens curtas e tempo real, a violência contra os manifestantes que reclamavam de fraudes nas eleições presidenciais. Em excesso, porém, o uso dos sites de relacionamento pode ter um efeito negativo: as pessoas se isolam e tornam-se dependentes de um mundo de faz-de-conta, em que só se sentem à vontade para interagir com os outros protegidos pelo véu da impessoalidade.
Ao contrário do e-mail, sites como Orkut, Ning, Facebook e Twitter, por seu grau de instantaneidade, criaram esse novo tipo de ansiedade: a de ficar sempre plugado para evitar a impressão de que se está perdendo algo. Lev Grossman, colunista de tecnologia da revista americana Time, revelou há pouco ter decidido cancelar sua conta no Twitter porque percebeu que estava ficando mais interessado na vida alheia do que na sua própria.
A produtora cultural Liliane Ferrari, de São Paulo, é extrovertida e comunicativa. No entanto, como trabalha em casa e tem uma filha pequena, considera ter pouco tempo para se encontrar pessoalmente com os amigos. Em compensação, passa duas horas por dia atualizando e conferindo os dezenove sites de relacionamento e blogs dos quais faz parte. Mas já está ficando apreensiva. "Quando fico conectada com um monte de gente por muito tempo, tenho a impressão de que, no fundo, não conheço ninguém. É uma coisa meio esquizofrênica, parece que estou ficando louca", diz Liliane. Ela não tem dúvida de que, em relação aos amigos mais íntimos, nada substitui o contato pessoal. "Quando se desabafa com um amigo pela internet, alguns sinais de afetividade são deixados de lado, como o olhar, a expressão corporal e o tom de voz", diz a psicóloga Rita Khater, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Cada perfil nos sites de relacionamento pode ser comparado a um pequeno palco. Esse exercício até certo ponto teatral é, no entanto, apresentado a uma audiência invisível. "Como não estamos vendo nossos espectadores, somos incapazes de observar sua reação ao que estamos fazendo e, com isso, ficamos à vontade para nos expor mais do que seria prudente", disse a VEJA Barry Wellman, professor de sociologia da Universidade de Toronto, no Canadá. As táticas para driblar a superexposição nas redes sociais on-line são variadas. Há quem mantenha dois perfis no mesmo site: um para laços fracos, com informações pessoais mais contidas, e outro para laços fortes, em que se pode permitir um grau de exposição maior.
A atriz Mel Lisboa teve, durante algum tempo, um perfil com pseudônimo no Orkut, por meio do qual mantinha contato apenas com os amigos mais próximos. Quando os fãs descobriram, ela passou a receber pedidos incessantes de entrada em sua lista de amigos. "Era uma situação complicada, porque eu não estava ali para divulgar o meu trabalho", diz Mel. "Eu ficava sem graça de recusar um pedido de autorização e acabei desistindo do Orkut." Atualmente, há uma página com o nome e a foto dela no site, mas é falsa. Alguém se passa por ela. Outra forma de manter a privacidade on-line é usar os filtros, disponíveis em muitos sites, que permitem selecionar quais amigos podem ver determinadas partes do perfil pessoal.
Ao fim e ao cabo, usar as redes sociais para fazer uma infinidade de amigos quase sempre não muito amigos - é uma especialidade brasileira, húngara e filipina. Esses são os países com mais usuários com mais de 150 contatos virtuais. Uma pesquisa nos Estados Unidos, por exemplo, mostrou que 91% dos adolescentes usam os sites apenas para se comunicar com amigos que eles já conhecem. Parecem saber que, como dizia Aristóteles, amigos verdadeiros precisam ter comido sal juntos. O que você está esperando? Saia da sua página virtual, pare de bisbilhotar as dos outros, dê um tempo nas conversinhas que só pontuam o vazio da existência e vá viver.
Leia a reportagem completa em VEJA desta semana (na íntegra somente para assinantes)
O Marketing digital é uma ferramenta que se faz necessária para todas as empresas que buscam interagir com seus consumidores. A Fiat é uma das empresas que vêm investindo neste nicho nos últimos 10 anos e o resultado começa a aparecer. Com cada vez mais internautas citando as marcas em redes sociais ou blogs, surge um canal de relacionamento em que a troca de informações entre empresa e cliente parece não ter fim.
Além de estreitar o relacionamento, a Petrobras reconhece que a web é uma forma de gerar empatia quando a empresa atravessa um período de questionamentos, como a recente discussão sobre o pré-sal. Naquele momento a Petrobras lançou um blog em que os internautas puderam alimentá-lo com informações diversas, positivas ou negativas, desde que pertinentes.
O desafio encontrado pela Fiat foi aplicar o Marketing digital em uma indústria engessada como é a automotiva. Após uma década de implementação da ferramenta, a empresa colhe os frutos de blogs para os modelos Linea e Mio. Sucesso com os internautas, a ferramenta oferece a possibilidade de montar o veículo, sugerir itens, além de entrevistas com funcionários envolvidos na produção.
Blogs construtivos
Um filme produzido para a estratégia de Marketing on-line da Fiat, para
o modelo Mio, fez tanto sucesso que foi levado para a TV a cabo. Isto
mostra a força da internet e a aceitação e o dinamismo que a web possui
para impactar os consumidores. Tanto é que não são poucos os blogs e
comunidades criadas pelos internautas. “Algumas marcas se aproveitam
disso, como a Starbucks, que recebe ideias pelo site”, diz Ana Luisa
Brant Mendes, Gerente de Internet da Fiat, citando o caso em que a rede
de café premium recebeu a sugestão de um consumidor para criar o gelo
feito de café.
O Marketing digital dá uma abertura que é própria de sua natureza. Por isso, é recomendável cuidado na hora de pisar neste mundo. Pensando assim, a Fiat esperou o momento certo para criar este canal para tentar mudar a forma de chegar aos seus clientes. “Eles não são mais target e sim o meio. Cabe a empresa participar desses diálogos”, explica Ana durante o III Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital.
Para tangibilizar o diálogo com os futuros proprietários do Fiat Linea, a comunicação digital foi pensada e lançada antes do carro a fim de dar liberdade para os internautas. Além disso, esta foi uma maneira que a Fiat encontrou para minimizar as diferenças de mercado de um veículo que vinha de um país diferente do Brasil. “Não podemos simplesmente trazer um produto para o Brasil. Existe a ‘tropicalização’ de todos os modelos que vêm de outros países”, conta a gerente de internet da Fiat.
Lançamento digital e monitoramento
Além de depoimentos de colaboradores, o blog do Linea apresentou um
vídeo do presidente no lançamento que, segundo Ana, foi o terceiro mais
visto no YouTube na ocasião. Após uma pesquisa com os primeiros
compradores do veículo, a Fiat percebeu que 8% deles souberam do carro
pelo blog. “Este resultado nos inspirou a ir mais longe e ousar mais.
Por isso, para o novo Linea, estamos pedindo para que os internautas
nos enviem imagens sobre o carro do futuro”, ressalta a executiva.
A estratégia para este modelo é fazer com que as pessoas brinquem de criar um carro do futuro, passando por cinco etapas: nosso futuro, pergunta-chave, ideias para o carro, briefing, projetando o carro do futuro, organização de ideias. O projeto da Fiat para este ano é oferecer ao internauta a opção de escolher o nome do carro e até como será a campanha digital. “O blog do Mio já tem mais de 1 milhão de visitas desde agosto de 2009 e reunimos mais de 8 mil ideias para o carro”, afirma Ana.
A experiência adquirida pela Petrobras ao abrir um canal para conversar com os brasileiros surpreendeu a empresa positivamente. Tanto é que a companhia já realizou a ação on-line “Se a Petrobras fosse um filme, como seria o trailler?” e hoje a empresa monitora vídeos postados na internet. Além disso, com uma reformulação no site, a petrolífera nacional passa a contar uma história de forma mais próxima.
Negativo ou positivo?
O investimento na internet é baseado também em parcerias e projetos
patrocinados pela estatal. “Contamos a história da empresa de forma
gostosa, lúdica, com infográficos, através de personagens importantes
para a Petrobras, como o Projeto Tamar e o Nós No Morro”, aponta
Leonardo Sá, coordenador de comunicação digital de multimeios da
Petrobras.
Lançado em meio à polêmica do pré-sal, o blog foi importante para
mostrar que a companhia não fugiria da questão mesmo em um momento de
crise. "Tivemos uma repercussão fantástica com opiniões contra e a
favor. Foram mais de 1 milhão de acessos sem apoio de mídia. Foi uma
iniciativa de extrema coragem. temos muitas histórias para contar, mas
devemos criar algo mais lúdico nelas”, opina Leonardo Sá, da
Petrobras.
Segundo Leonardo Sá, ao lançar o blog na internet, a Petrobras sabia que poderia ter criado um canal digital contra a imagem da empresa. A comunicação digital está se aperfeiçoando e mudando rapidamente. “Nossa preocupação é olhar para onde ela pode nos levar e trabalhar da melhor forma possível. No blog, as questões mais polêmicas levantadas pelos usuários têm uma atenção maior”, completa.
Qualquer empresa ou prestador de serviço pode cadastrar seu negócio gratuitamente o que faz da rede um guia completo e atualizado da cidade. Além disso, os participantes podem comentar sobre a empresa, compartilhando suas experiências e percepções sobre os serviços ou produtos.
Segundo Frederico Oliveira, Diretor da Mantrux do Brasil, a idéia é desenvolver um portal onde os balneocamboriuenses podem interagir e se informar e os turistas possam conhecer a cidade através de depoimentos e artigos postados pelos próprios moradores. “O portal de Balneário Camboriú utiliza a ferramenta mais moderna de comunicação (NING), as redes sociais ou mídias sociais. Com ela os moradores poderão manter-se informados através de conteúdos dos jornais e revistas locais, além de organizarem eventos, reuniões e encontros ou ainda trocar experiências sobre determinadas empresas, produtos ou serviços que consomem e com isso a cidade ganhará o melhor guia turístico para auxiliar seus visitantes.”
O projeto vem sendo executado pela empresa em outras cidades do Brasil através de parcerias com as prefeituras municipais, entidades e empresas parceiras.
Em Balneário Camboriú a Mantrux do Brasil aposta que o sucesso fará com que a rede seja a maior já desenvolvida pela empresa. "Temos um carinho muito grande com a cidade e por isso deixamos para desenvolvê-la (a rede) em um momento de maturidade da Mantrux. Testamos todos os aplicativos em outras redes e sabemos exatamente o que vai agradar aos moradores e turistas de Balneário Camboriú. No Twitter, onde administramos o perfil da cidade (http://twitter.com/balcamboriusc), o carinho de moradores e visitantes com a cidade é uma energia motivadora", explica Frederico Oliveira.
A rede é totalmente aberta e gratuita, mas para participar ativamente é necessário o preenchimento de um pequeno cadastro.
A receita para a sua manutenção virá da venda de espaços para empresas que queiram se destacar perante um público consumidor altamente focado.
"Conhecemos muito bem o perfil de desconfiança do empresário brasileiro com a internet e por isso não temos pressa em monetiza-la. Daqui a alguns meses, quando a rede estiver finalizada e com alguns milhares de membros, todas as empresas estarão aqui sejam como anunciantes ou simplesmente para monitorarem o que andam falando delas.
Muito diferente de sites ou portais abertos, as redes sociais agregam alguns benefícios ao planejamento de marketing; são mais flexíveis e abrangentes além de terem um público consumidor fragmentado por um assunto específico, o que torna o investimento muito mais eficiente. A empresa não só anuncia como cria um canal de interatividade com seus clientes e essa acaba sendo a melhor ferramenta de fidelização.”
A rede de Balneário Camboriú já está no ar em caráter experimental e deverá estar pronta em aproximadamente trinta dias. Como o projeto é colaborativo, a empresa pede aos usuários que dêem suas opiniões e idéias para serem aproveitadas na rede.
Empresas que desejem se cadastrar já podem fazer através dos grupos criados. Os meios de comunicação que desejarem compartilhar seu conteúdo devem enviar o RSS para: falecom@balneariocamboriusc.com
Para muita gente, as redes sociais são um recurso para conversas ociosas sobre o que estão preparando para o jantar ou para exibir fotos bonitinhas de seus animais de estimação. Mas para as pessoas que vivem com doenças ou deficiências físicas crônicas, elas desempenham papel mais vital.
"Isso literalmente salvou minha vida, de fato, essa capacidade de me conectar com outras pessoas", disse Sean Fogerty, 50, paciente de esclerose múltipla que está se recuperando de um câncer de cérebro e passa 90 minutos a cada noite conversando online com outros pacientes.
As pessoas que combatem doenças crônicas têm menor probabilidade de contar com acesso à internet mas, caso disponham de acesso, a probabilidade de que escrevam em seus blogs ou participem de discussões online sobre questões de saúde supera a média, de acordo com um relatório divulgado na última quarta-feira pelo Pew Internet and American Life Project e pela Fundação de Saúde da Califórnia.
"Se eles conseguem escapar das âncoras que os prendem, os pacientes de doenças crônicas podem recorrer à Internet para encontrar recursos mais úteis do que costuma ser o caso para a população em geral", disse Susannah Fox, diretora associada de estratégia digital no Pew e autora do relatório.
Eles se reúnem em grandes sites de redes de pacientes como o PatientsLikeMe, HealthCentral, Inspire, CureTogether e Alliance Health Networks, e em pequenos sites criados por pacientes ou por redes como a Ning e Wetpaint.
Sherri Connell, 46, era modelo e dançarina em espetáculos musicais até que recebeu um diagnóstico de Doença de Lyme e esclerose múltipla, aos 27 anos de idade. Começou a postar online os escritos de seu diário, para que amigos e família pudessem lê-los. Não demorou para que pessoas de todo o mundo começassem a ler o seu site e a contar que tinham problemas de saúde semelhantes.
Em 2008, ela o marido criaram uma rede social chamada My Invisible Disabilities Community, no portal Ning. A rede agora conta com 2,3 mil membros que escrevem sobre como é viver com lúpus, sobre as cirurgias que sofrerão e sobre o peso das despesas médicas, por exemplo.
"As pessoas têm bons dias e maus dias, e não sabem se estarão em um bom dia às 17h da quarta-feira, quando seu grupo de apoio real se reúne", diz Connell. "A internet é um grande veículo para que as pessoas sejam honestas".
Não surpreende que, de acordo com o Pew, os usuários de internet que sofrem doenças crônicas costumam usar a rede para procurar informações sobre doenças específicas, remédios, planos de saúde, tratamentos experimentais, depressão, ansiedade e estresse com muito maior frequência do que os usuários comuns.
Mas para eles, os aspectos sociais da internet assumem uma importância maior. Especialmente se vivem confinados às suas casas, a web também lhes oferece uma oportunidade de vida social, de conversar sobre assuntos não relacionados à doença. Alguns marcam horários para jantar ou assistir a um filme enquanto conversam online.
John Linna, pastor em Neenah, Wisconsin, nem sabia o que era um blog quando seu filho sugeriu que ele deveria escrever um deles, depois de descobrir que precisaria ficar confinado em casa e usar um pulmão artificial. "Naquele dia o mundinho em que eu vivia começou a se expandir", ele escreveu em um post sobre os blogs. "Logo eu tinha formado um pequeno bairro de amigos. Era como parar para um café na casa de cada um deles todos os dias, e saber como as coisas estavam".
Quando Linna morreu, algumas semanas atrás, pessoas de toda parte que ele havia conhecido na web mas nunca o viram em pessoa choraram a sua perda. Outros preferem usar a web em busca de dicas práticas de como conviver com suas doenças ou deficiências ¿ informações que seus médicos e familiares, por nunca terem enfrentado o lado prático da questão, não podem informar.
Na Diabetic Connect, uma rede social para diabéticos com 140 mil membros, as pessoas trocam receitas como a de um pudim de banana sem muito açúcar, discutem produtos como uma bomba de insulina instalada no cinto e participam de diálogos como o iniciado por um paciente que só teve seu diabetes diagnosticado recentemente.
"Não gosto de conversar sobre isso com minha família e amigos", diz. "Para ser honesto, me sinto impotente, e na verdade preciso de conselhos e de pessoas que tenham experimentado as mesmas coisas e com quem eu possa conversar a respeito".
Informações do The New York Times
| Participe do diretório Ning no Brasil |
O anúncio mexeu com a concorrência, que está de braços abertos para receber os refugiados do Ning. O Grouply pretende facilitar o trabalho de quem quiser migrar suas comunidades para o serviço.
E o Grou.ps, que se autoentitular maior competidor do Ning, criou o grupo http://grou.ps/ningexodus , para ajudar aqueles que não pretendem pagar pelos serviços do rival.
Atualmente, as comunidades gratuitas exibem publicidade controlada pelo Ning. Todas essas comunidades terão de ser convertidas para o serviço pago ou procurar outra praia. Os administradores de comunidades receberão mais informações sobre as mudanças nas próximas duas semanas.
Segundo o TechCrunch , hoje o Ning oferece diversos serviços premium, como suporte (US$ 10/mês), domínios personalizados (US$ 5/mês), espaço e banda extra (US$ 10/mês), retirada de publicidade (US$ 25/mês) e a possibilidade de não revelar que você está usando o serviço do Ning (US$ 25/mês). Informações do Diretório Ning do Brasil.

Um mês após assumir o cargo de CEO do Ning, um site que
permite a qualquer um criar redes sociais, Jason Rosenthal
rodou a baiana e promoveu mudanças drásticas por lá. De cara, demitiu
70 funcionários, correspondente a 40% da equipe, e acabou com a
modalidade gratuita do Ning.
Num e-mail enviado à equipe (e reproduzido pelo TechCrunch), Rosenthal justifica essa guinada no fato de que 75% do tráfego do Ning provém de clientes premium, ou seja, daqueles que pagam. Assim, o novo foco da empresa é desenvolver melhor os recursos extras, pois os usuários que já usufruem deles estão dispostos a pagar.
O novo foco é sensato, mas deixou quem dependia da versão free do Ning numa situação delicada. Apesar do e-mail do novo CEO referir-se a dois modelos, grátis e pago, na realidade o Ning oferece “módulos” pagos mensalmente. Tem desde suporte (US$ 10), passando por domínio próprio (US$ 5), remoção de anúncios (US$ 25), mais espaço e banda (US$ 10) e a eliminação de links e imagens relacionadas ao Ning (US$ 25). A menos que uma mudança nesse sistema seja implementada, bastará aos usuários da modalidade gratuita assinar um dos serviços premium, provavelmente o mais barato. Ou…
Tentei pensar noutra analogia, mas não me veio nada diferente de urubus aproveitando o momento. Várias redes concorrentes, algumas até com propostas diferentes, ofereceram-se a receber os órfãos do Ning gratuito. GROU.PS, posterous (!?), Grouply e Automattic (via BuddyPress) já se manifestaram. Em último caso, todos ganham: esses serviços ao receberem mais usuários, e esses, um leque de alternativas gratuitas ao Ning premium.
Mais uma vez, a confiança em serviços na nuvem é posta em xeque. Afinal, hoje foi só a eliminação do plano gratuito, o que já é grave, mas longe de ser algo terrível, como o fim do serviço. Isso sim seria desastroso, e no cenário atual, o que garante aos usuários a segurança de suas contas? Puxando da memória um caso recente, o tr.im fechou as portas de vez sem nenhum suporte aos usuários…
As vantagens que a internet oferece são inúmeras e a Tecnologia da Informação propaga este conhecimento rapidamente, criando novos cenários virtuais. As pequenas empresas podem se utilizar destes cenários e tirar proveito para os seus negócios. As redes sociais são uma destas vantagens da rede, que podem trazer retorno em divulgação e clientes para sua empresa.
Redes sociais são formas de interação entre pessoas que compartilham ideias, opiniões, sentimentos e amizades através de ferramentas computacionais utilizadas na web. Os vínculos entre os integrantes das redes são formados através de laços sociais, tais como interesses e afinidades, permitindo ao indivíduo aceitar ou não as solicitações de interação.
Diversas são as ferramentas e sites que promovem as redes:
- Sites de relacionamentos como o Orkut e o Twitter – Permitem a conexão entre os participantes, bem como os relacionamentos entre eles e as comunidades por interesses mútuos. Os participantes utilizam ferramentas de interação como fóruns, chats e blogs.
- Comunidades virtuais - Trata-se de um grupo de pessoas que estabelecem entre si relações sociais. Os participantes do grupo permanecem um tempo suficiente para que possam constituir um corpo organizado, através da comunicação mediada por computador (Wikipédia).
- Blogs - Estabelecem-se como redes sociais na medida em que também possuem listas de amigos, que são os autores de outros blogs, e proporcionam muitas conexões sociais entre as pessoas que ali interagem (Wikipédia). O “dono” do blog pode emitir opiniões sobre diversos assuntos e receber comentários de diversos leitores.
As pequenas empresas podem planejar estratégias de marketing para divulgar serviços, produtos e até relacionar-se com o cliente nas redes sociais. As vantagens são o baixo custo de infraestrutura, demanda focalizada (pois se pode anunciar nas comunidades de interesse específico), atendimento personalizado a cada cliente e, principalmente, a interatividade com o público-alvo.
Outro ponto favorável é o estabelecimento de um canal de comunicação direto com o cliente através do uso das ferramentas de redes sociais, que permitem “escutar” as reclamações e opiniões, verificando suas necessidades e, principalmente, tratando-o como único e não como mais um consumidor.
A internet vem evoluindo rapidamente, em especial no que diz respeito à interatividade, à facilidade em seu manuseio e à implementação de novas ferramentas nas redes sociais. Isso tudo garante que sua utilização estará cada vez mais presente em todos os processos empresariais.
(*) Marcelo Tsuguio Okano é Mestre em Administração, professor de pós-graduação em redes da FIAP e consultor de TI para a área de servidores. Trabalha desde 2000 com projetos de virtualização para servidores Unix e Linux, participou de vários projetos de consolidação de servidores na IBM




