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Como sabemos, a internet veio para ficar e mudar. Cada vez mais ela faz parte da vida das pessoas e empresas, afetando a forma como consumimos e nos relacionamos. Além disso, praticamente todos os veículos de comunicação estão tratando de assuntos relacionados, o que passou a chamar a atenção dos empresários. 

Para as empresas, mesmo as mais tradicionais, tem se tornado evidente que é preciso conhecer um pouco mais sobre o tema para fazer alguma coisa. Mas fazer exatamente o quê? 

Muitos executivos e empresários vêm se sentindo incomodados com essa situação, pois percebem que é necessário se atualizar, mas decididamente, não sabem por onde começar. 

Portanto, se você é um deles, saiba que não é o único! Tenho observado esse movimento de perto, tanto sobre a questão da preocupação como do desconhecimento do que e de como fazer para atuar nesse emaranhado de inovações trazidas pela web. Meu conselho é: “Não desanime e não desista”. O assunto é complexo e poucos têm tido tempo para buscar saber mais a respeito, o que leva a essa angústia. 

Ouvimos na mídia alguns casos de sucesso sobre a utilização dessas ferramentas, mas pouco se fala sobre os fracassos. O ponto que se faz necessário compreender é sobre como é possível obter ganhos com a internet, ou seja, como fazer para que ela “jogue a favor” da sua marca. 

De fato são muitas as ações a serem tratadas, que obviamente não caberiam em um único texto com espaço limitado, mas ressaltarei nesse e nos próximos artigos, algumas que percebo como sendo as mais importantes. 

Vamos à primeira dica: procure mapear quais são as redes sociais que realmente podem ser importantes para o seu negócio. Orkut? Facebook? LinkedIn? Drimio? Enfim, tente identificar em quais delas sua marca é mencionada e de que forma é tratada. Um caminho para isso é pesquisar diretamente. Caso tenha como investir um pouco mais, contrate uma empresa especializada para esse trabalho. Feito isto, procure entender as reclamações mais frequentes e resista à tentação de reagir prontamente, pois isso seria um “crime” no mundo das redes sociais. O importante a fazer nessa etapa é analisar essas reclamações e corrigi-las na “vida real”. Por exemplo, se a reclamação é sobre o atraso frequente na entrega de mercadorias, tente melhorar isso na sua empresa, resolva a fonte dos problemas. Depois interaja diretamente com o cliente reclamante, fora da rede social. Solucione o problema e coloque-se à sua disposição. Procure “encantá-lo”, mesmo que você esteja incomodado nesse momento. 

Esse é o melhor caminho. Confie. Se você conseguir fazer com que ele sinta-se bem atendido em suas insatisfações, pode ter certeza que ele mesmo voltará àquela rede e contará sobre a solução, elogiando a atuação da sua empresa. 

Você deve estar dizendo que nada disso é novo, ou seja, isso é relacionamento com o cliente! É verdade, você tem razão. O que mudou é que antes, se esse cliente insatisfeito podia influenciar umas dez pessoas, agora, meu caro, ele influencia milhares de potenciais consumidores que estavam pensando em comprar o seu produto. 

* Sandra Turchi é Superintendente de Marketing da ACSP - Associação Comercial de São Paulo – e Coordenadora do curso de Estratégias de Marketing Digital da ESPM

A cada dia que passa, mais brasileiros aderem às redes sociais. De acordo com pesquisa sobre internet realizada pela joint venture Ibope Nielsen Online, a subcategoria "Comunidades" - que engloba sites de redes sociais, blogs, microblogs, fóruns e outros sites de relacionamento - contabilizou 39,8 milhões de usuários únicos em todo o Brasil em dezembro de 2011. Com esse desenho, surgem novas oportunidades de negócios para empreendedores que vislumbram a internet como cenário de atuação.

Para o nicho de aplicativos móveis, os dados estimulam o crescimento de um mercado novo com muitas vertentes por explorar. São jogos destinados aos usuários, plataformas que permitem a interação com os demais usuários da rede, e aplicativos que organizam datas e tarefas sincronizadas aos sites, entre outras possibilidades.

De acordo com um ranking sobre redes sociais brasilerias, feito em 2011 pela comScore - companhia americana especializada em medições do mundo digital -, o Facebook cresceu 192% só no Brasil.

Para Rafael Lamardo, professor de tecnologia da informação do MBA e pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), apesar de o setor oferecer boas expectativas, o empreendedor deve ter conhecimento prévio antes de investir suas fichas nesse nicho. "Engana-se quem imagina que o investimento é baixo. A aplicação em pesquisa, que é essencial, é alta e a mão de obra, cara. Para reter os bons desenvolvedores, o empresário terá que gastar com uma boa gestão, por exemplo."

Além dos custos de implantação, o empreendedor que deseja entrar no nicho precisa ser paciente. De acordo com o professor, o prazo para retorno do investimento chega a três anos. "É muito difícil encontrar uma empresa que surja com o que chamamos de 'aplicativo matador', aquele que acerta de primeira. Basta analisar as grandes empresas de aplicativos estrangeiras. A maioria tem uma longa história para contar. Foi necessário tempo para que pudessem se consolidar."

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LikeStore

Para pegar um lugar na onda das redes sociais, o empresário Ricardo Grandinetti e seus quatro sócios desenvolveram a LikeStore, plataforma que permite a criação de uma loja virtual dentro de uma página do Facebook - maior rede social do País, que em dezembro de 2011 atingiu a marca de 36,1 milhões de usuários, segundo a comScore.

O projeto data de 2010, mas a implantação foi iniciada há cerca de um ano. A atual versão está no ar desde agosto do ano passado. Os empreendedores investiram R$ 2 milhões. O dinheiro será destinado a todos os gastos da empresa até julho de 2012. "Temos tudo planejado. O dinheiro vai ser usado para pagar os gastos com funcionários, infraestrutura e assessoria de imprensa", explica o empresário. "Esperamos recuperar o investimento em três anos."

Segundo Grandinetti, que também atua como gerente de produtos da LikeStore, hoje já são 4 mil lojas vendendo através da plataforma. A manutenção do serviço é gratuita. A única taxa cobrada é sobre a comercialização dos produtos: 2% do valor bruto de cada venda.

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