Consultor sugere estratégias para garantir que você adote soluções do tipo de forma consciente e forte.

O mercado corporativo começa a usar redes sociais de forma estratégica, conforme reportagem de Computerworld, mas muitos executivos ainda têm dúvidas sobre como gerenciar bem essas ferramentas de comunicação. A utilização mais forte de Twitter, Facebook e outras ferramentas de mídia social é apontada pela consultoria Gartner como uma das principais tendências para o mercado de tecnologia da informação em 2010.

Na avaliação da empresa que desenvolve soluções colaborativas online Direct Labs, este será o ano da profissionalização do uso dessas tecnologias. O consultor de mídias sociais da Direct Labs, Diego Monteiro, diz que muitas empresas agem por impulso na hora de aderir ao uso de ferramentas de web 2.0 e acabam comentendo erros que podem comprometer sua marca. Confira sete dicas preparadas pelo especialista a respeito do uso eficiente de redes sociais pelas corporações.


1- Comece monitorando sua marca:

O primeiro passo, e também o mais fácil, é a criação de um monitoramento simples para entender o que estão falando sobre você, sua marca e/ou produtos nas mídias sociais. Essa estratégia pode trazer informações imprescindíveis para você entender qual é o status da sua marca na web.


"Dependendo do porte e da estratégia da empresa, essa etapa pode envolver também ferramentas de busca automática de dados, o que que não dispensa o trabalho manual para análise", afirma Monteiro. A partir daí, você pode pensar em ações adequadas para atuar nas mídias sociais.



2- Defina sua equipe:

Como o trabalho manual não é dispensável, é necessário ter muito bem definido quem na equipe atuará com mídias sociais. É muito importante definir quem da sua equipe atuará com as mídias sociais. Em geral, esse trabalho é destinado a profissionais de marketing e comunicação que entendam muito bem do seu negócio, que tenham disposição para falar pela empresa, sejam usuários das principais redes sociais e estejam sempre conectados.


"A dedicação integral de pessoas e o número de funcionários que vai trabalhar na área depende muito do quão estratégico o trabalho for para as operações da empresa. Respostas rápidas são um grande diferencial e exigem um cuidado maior na definição da equipe", ressalta Monteiro.



3- Defina sua linha de comunicação:

É preciso tomar cuidado na estratégia que você vai usar para interagir nas mídias sociais. Por isso, a melhor dica é seguir um padrão. Definir uma linguagem (formal ou informal) para ser usada sempre, o público-alvo, a abordagem ideal (adotando uma comunicação mais pessoal ou institucional), a periodicidade de seus posts (no blog corporativo, no Twitter, no Slideshare ou qualquer outra mídia social) e um tempo máximo para responder às interações dos usuários. A linha de comunicação define as ações que serão tomadas em casos de crises e a postura adotada diante de críticas. Em ambos os casos, transparência é essencial.


A definição da linguagem também estabelece, de certa forma, o público que vai acompanhar a companhia no Twitter, por exemplo. Por isso, deve ser bem estudada pelo plano estratégico. "Às vezes é mais importante ter 2 mil seguidores relevantes no Twitter usando determinada linguagem do que possuir 20 mil seguidores sem relevância para a estratégia da corporação", observa o especialista.



4- Crie seus canais sociais (Twitter, Blog, Youtube, Flickr, etc.):

Muitas empresas tomam esse passo muito antes do que deveriam. O conceito base aqui é "estar presente onde seus clientes estão". Se os usuários gastam a maior parte do tempo visitando canais sociais, estar presente nesses locais é essencial. Um detalhe importante é que tais canais devem ser criados seguindo uma premissa: você realmente estará presente diariamente neles, atualizando e se relacionando. Canais sociais deixados de lado definitivamente não são bem vistos pelos usuários, assim como interações não-respondidas.



5- Relacione-se, interaja:

O mais importante quando você  insere sua empresa/marca nas mídias sociais é  interagir com o usuário. Isso é essencial para que ele se sinta ouvido e para que entenda o quanto a opinião dele é importante para você. Todo o tipo de interação relevante do usuário deve ser respondido o mais rápido possível. Dê atenção especial para seus usuários mais ativos: os evangelizadores e destruidores de sua marca.



6- Produza conteúdo:

Neste estágio, você já tem uma equipe, uma linha de comunicação, canais socias e já se relaciona com alguns usuários. Gerar conteúdo é um passo importante para estreitar a relação com essas pessoas, gerar valor, manter todos informados de novidades e mostrar que a empresa é viva, dinâmica e atualizada. Muitas empresas já geram muito conteúdo, mas deixam-no restrito ao site institucional, newsletters ou campanhas específicas.


Um trabalho de spreading (replicar o conteúdo em seus canais sociais) é muito importante para, mais uma vez, estar onde o usuário está. Não dá para esperar que o usuário visite o seu site. Nessa etapa é muito importante seguir as definições da linha de comunicação adotada. Em alguns casos é necessário voltar e refazer esse trabalho.

"Pela experiência, o que mais funciona é mostrar a cara das pessoas que representam a instituição, adotar um díalogo com informalidade, falar em primeira pessoa. Algumas empresas, como a Google, adotam essa estratégia com sucesso", opina Monteiro.



7-  Fique de olho no mercado e em concorrentes:

É possível também encontrar diversas oportunidades explorando seu mercado nas mídias sociais. Uma boa maneira de fazer isso é monitorar comentários sobre palavras-chaves relacionadas ao seu negócio. Trabalhar com esses dados e se relacionar com os usuários pode render pesquisas valiosas e uma nova fonte de identificação de possíveis clientes.


Segundo Monteiro, "o trabalho de acompanhamento da concorrência dá indicadores para avaliar o próprio desempenho. Ter um crescimento de 50% no índice de menções de um mês para o outro pode não significar nada se não houver base de comparação, já que as redes sociais também estão muito sujeitas a sazonalidades".


Fonte: ComputerWorld

(texto escrito em português de Portugal)

Se fosse hoje conhecíamos alguém que conhecia Jesus”. A frase foi proferida por Alexandre Silveira, director de marketing da Hewlett Packard Portugal, durante a mesa redonda promovida pela I-Com e pela Comissão de Análise de Estudos de Mercado sobre medições de audiências online, em Lisboa, e sintetiza o actual momento de expansão das redes sociais que cativam, cada vez mais, um número crescente de utilizadores. Um interesse a que os cibernautas portugueses não estão alheios, como frisa José Frade, country manager da Havas Digital, que, remetendo para um estudo recente da agência de meios digitais, refere que “cerca de 53 por cento dos internautas portugueses visita regularmente este tipo de sites, aumentando significativamente o tempo dedicado à socialização online”. Com tanto do tempo dos cibernautas dedicado a postar ou a ver os updates da sua rede de followers ou amigos digitais, seria de esperar que as marcas também procurassem acompanhar os seus potenciais consumidores no reino das redes sociais, mas será que é de facto assim? Alguns estudos internacionais dão conta de uma realidade distinta. Segundo um estudo recentemente divulgado pelo CMO Club (um grupo de reúne directores de marketing) e pela Hill&Knowlton, 84 por cento dos directores de marketing investem menos de 10 por cento dos seus orçamentos em redes sociais e meios de comunicação não tradicionais e mais de metade aloca apenas 5 por cento. Números quase irrisórios se pensarmos nos milhões de utilizadores que marcam presença frequente em redes como o MySpace, Facebook ou Hi5. “Sabemos em relação às redes sociais que o número de utilizadores não é sinónimo de retorno do investimento”, comenta Bernardo Rodo, managing director da OMG Digital. “A participação das marcas nestas redes deve ser acompanhada de uma reflexão estratégica, saber se a marca está preparada para ter uma relação honesta, relevante e interessada com o consumidor. As redes alimentam-se a si mesmas, a marca deve incentivar a rede mas tem de se manter motivada por iniciativa dos utilizadores. Quando assim não acontece significa que a rede é pouco dinâmica ou que não se interessou pela marca, por mais utilizadores que tenha”, clarifica. O responsável da OMG Digital admite que “o investimento em redes sociais ainda é reduzido”, não só “porque as próprias marcas estão a tentar perceber a melhor forma de investir (ex. publicidade tradicional de activação da marca na rede, criação de perfil, activação entre utilizadores), mas também porque a presença em redes sociais requer que as marcas estejam preparadas para explorar a proximidade com o utilizador, ouvir opiniões, destacar os mais entusiastas e promover condições para que interajam entre si”. Actualmente, diz, esse investimento é ainda inferior a 10 por cento do total do online.

José Frade não avança valores de investimento, mas refere que a realidade portuguesa é “bem diferente”, da internacional, não só no que diz respeito às redes sociais, mas em relação ao investimento em campanhas online como um todo. “Em Portugal, a maior parte dos directores de marketing ainda não conseguiu assumir o real valor e as capacidades da internet para comunicar nem tirar todo o proveito do meio. No caso das redes sociais a maior parte deles ainda nem quer falar em tal assunto”, diz o director-geral da Creative Partner.


João Paulo Luz, director comercial do Sapo, portal da Portugal Telecom responsável pela gestão comercial do Hi5 em Portugal, fala de um mercado online português que deverá “rondar os 50 milhões de euros este ano”, ou seja, “cerca de 8 por cento da totalidade do mercado.” “Apesar de o mercado digital não ter um grande crescimento este ano, sobretudo quando comparado com os níveis de crescimento anteriores, ele acontece num ano de enorme contracção do mercado global. Temos por isso a plena consciência que há nos directores de marketing o reconhecimento da eficácia do meio digital, num movimento eventualmente acelerado por esta crise”, defende. “Em Portugal as audiências foram migrando para os suportes digitais e os investimentos foram mais lentos a segui-los. É essa correcção que ainda está a decorrer”, acredita.


Perceber melhor as redes sociais antes de investir


“Assim como ainda temos muitos directores de marketing com ‘medo’ de usar a internet para comunicar, nas redes sociais acaba por acontecer o mesmo”, diz, por seu turno, Jorge Laranjinha, justificando o diferencial existente entre interesse dos utilizadores e marcas. Receios que podem radicar na incapacidade das marcas perceberem qual a forma mais eficaz de contactar com os cibernautas nestas plataformas. “Como qualquer forma de comunicar, as redes sociais têm as suas características próprias e que devem ser tidas em conta antes de investir. Pior do que não estar nas redes sociais, é estar de uma forma incorrecta e infelizmente algumas marcas em Portugal entregam a sua presença nas redes sociais a empresas sem a mínima formação para o fazer e sem preparar nem alertar os clientes para os prós e contras dessa situação”, alerta o director-geral da Creative Partner. “Estar numa rede social não é colocar lá uma página da marca mas envolve um compromisso muito maior por parte da marca e sem esse envolvimento é muito difícil uma correcta presença nas redes sociais”, conclui.


João Martins, do MySpace Portugal, também elege o receio das marcas em dialogar com os cibernautas neste novo contexto como um factor de afastamento das redes sociais.


“Existe ainda algum receio, por várias razões: por exporem a marca ao feedback dos utilizadores, por não conhecerem o espaço e consequentemente não saberem ‘como’ investir, por sentirem falta de ofertas válidas a fazer aos utilizadores”, afirma. E dá alguns exemplos de situações em que as marcas souberam tirar proveito das peculiaridades de uma rede social como a do MySpace. “Quem quer ser amigo dum processador Intel? 60 mil jovens de toda a Europa que aprenderam a fazer música digital através do MySpace, e ainda puderam eleger a banda dos seus sonhos. Quem quer ser amigo duma operadora móvel, neste caso da Optimus? Os milhares de jovens portugueses, que por serem amigos da Optimus, têm acesso a concertos grátis com bandas como Mando Chiao e Nelly Furtado”, descreve.


Para José Frade, da Havas Digital, as redes sociais são um “ambiente muito atractivo” para as marcas “e onde se podem atingir quase todos os objectivos de marketing, com as mais variadas técnicas”, o que passa pelo branding, acções de fidelização, vendas, marketing directo ou e-commerce, enumera o responsável da agência de meios do grupo Havas. No entanto, ressalva igualmente, “para se ter sucesso não basta criar um perfil no Facebook, é preciso entender como as nossas audiências usam as redes sociais e de que forma a marca pode estabelecer uma ligação com os consumidores, obter a sua confiança e até esperar que estes partilhem conteúdos e mensagens positivas com outros utilizadores”. Um objectivo que João Paulo Luz considera que não é tão fácil de atingir como se poderia pensar. “A tentação de utilizar as redes sociais, não através de formatos publicitários mas antes tentando criar motivos de envolvimento com os consumidores pode revelar-se pouco eficaz”, considera.


“No fundo se a marca já tiver a força e os atributos que lhe permitirão criar uma legião de fãs essa oportunidade existe. Mas essa força foi ganha ou através da publicidade ou da experiência fabulosa que proporcionou.

Tentar retirar esse benefício sem ter essa força será sempre votado ao fracasso”, precisa. “A experiência tem revelado que combinar a publicidade com essas iniciativas nas redes sociais é o formato mais seguro”, defende o director comercial do Sapo.


A oferta comercial das redes sociais


Para José Frade há cinco boas razões para investir nas comunidades sociais (ver caixa), mas exactamente em que é que as marcas poderão investir? Que oferta comercial os anunciantes têm actualmente disponível nestas plataformas? Quando questionado sobre este tema, João Martins, do MySpace, começa por referir que em Portugal a rede temática musical é comercializado pela Media Capital Multimédia que classifica de “líder da música online em Portugal”, não só através do MySpace, como também “dos seus sites editoriais, dos sites das rádios e outros,”, pelo que as acções desenvolvidas pela rede social “têm forte presença em vários suportes através das nossas parcerias, e das fortes relações que temos no mercado”.


Em termos de oferta, explica João Martins, a rede disponibiliza para utilizadores e marcas diferentes formatos que vão desde “concertos, festas e inúmeros eventos feitos à medida do MySpace e de cada parceiro – que trazem as marcas para o mundo real e de volta para o online – às comunidades de marca que envolvem utilizadores e são realmente mais-valias na vida dos mesmos, aos banners, takeovers, skins e afins que permitem a associação de marcas ao universo de música, dos jovens, entretenimento e social”. O sponsorship da Optimus aos Secret Shows, a mesa de mistura interactiva da Ballantines e o apoio da Vodafone às bandas portuguesas, entre outros, são disso exemplo, enumera João Martins.


“O Hi5 é dominado por um comportamento de ‘entretenimento’ face a um comportamento de ‘comunicação’ mais próximo de um Facebook”, refere, por seu turno, João Paulo Luz. O público desta rede, continua o director comercial do Sapo é também mais concentrado abaixo dos 30 anos de idade, factores que “devem ser claramente tidos em conta pelas marcas”. A rede permite publicitar segmentando por sexo e por idade, podendo os consumidores “ser impactados por diversas formatos, alguns deles bastante envolventes”, como banners ou os takeovers (“quando uma marca se apodera por um ou dois dias do look & feel da página de entrada da rede comunicando com impacto num dia com centenas de milhares de pessoas”).


Mas não só. “Nas formas em que são possibilitadas maiores níveis de envolvência com as marcas, oferecemos a criação de um profile para a marca, e associamos uma campanha de advertising na rede Hi5 sobre o segmento desejado”, descreve João Paulo Luz. O responsável dá como exemplo dessa “combinação bem sucedida” a acção desenvolvida no Verão para o Cornetto que, em menos de duas semanas, juntou mais de 20 mil amigos. “Quando se consegue isto em Portugal e comparamos com alguns cases de mercados de grande dimensão absoluta que reclamam sucessos de 5 ou 6 mil amigos, percebemos bem a dimensão da eficácia de combinar o profile com a comunicação ou acreditar numa propagação viral de forma espontânea”, comenta.


Jorge Laranjinha mostra-se satisfeito q.b. com a actual oferta comercial. “Para nós as redes sociais são ferramentas de comunicação, o seu uso é relativamente flexível para criar um conjunto de soluções para os clientes”, diz. “No nosso caso, temos sempre encontrado soluções para responder às necessidades dos nossos clientes neste meio. Não nos podemos esquecer que a grande vantagem das redes sociais é a envolvência que se consegue ter com os utilizadores, qualquer nova solução comercial que se coloque nas redes sociais tem que ter em conta a continuação das características que deram origem às redes sociais”, acrescenta.


Para Bernardo Rodo o desafio também está do lado das agências de meios que, diz, têm de encontrar novas formas de utilizar estas redes. No entanto, ressalva o managing director da OMG Digital, “esta criatividade deve ser orientada para a eficácia pois as mesmas agências de meios são avaliadas por métricas de performance tradicionais adaptadas às redes sociais como, por exemplo, o número de registos, visualizações e subscrições em perfis, taxa de colocação de posts e comentários, adesão e partilha de conteúdos entre membros ou redes e ainda referências qualitativas à marca”.


“Algumas redes são utilizadas para atingir o maior número de utilizadores, mas existem redes especializadas em territórios importantes para a marca, exemplo da música.


Nas redes sociais o paradigma da comunicação assenta na capacidade de detectar no consumidor aquilo que lhe interessa”, defende.


- Cinco boas razões para anunciar nas comunidades sociais


1. As marcas podem relacionar-se com audiências mais atentas. Os utilizadores procuram e consomem activamente mais informação e ao mesmo tempo criam os seus próprios conteúdos. Os anunciantes têm à sua frente uma audiência com quem podem e devem interagir.

2. As marcas podem segmentar pelo conteúdo. Os conteúdos podem ser costumizados e apresentados aos utilizadores em que uma determinada mensagem seja mais relevante tendo em atenção o seu consumo de informação e pesquisa na rede.

3. As marcas podem segmentar com dados sócio-demográficos. Os membros das comunidades criam os seus perfis com atributos e preferências diversas que os identificam demograficamente permitindo aos anunciantes ajustar melhor a sua comunicação a cada target group.

4. As marcas podem entrar na era do pull marketing. Os utilizadores decidem o que vêem, quando vêem, como vêem e até como respondem. Este é assim o ambiente que vai permitir às marcas entrar nas experiências dos utilizadores.

5. Criação de novas experiências publicitárias sociais. Uma campanha com sucesso na rede social pode trazer bastante eficácia ao branding da marca, à geração de vendas ou novos contactos, ou criar “buzz” favorável na comunidade.


Fonte: Havas Digital

Até um ano atrás, as redes sociais - como Orkut, Twitter, Facebook - estavam na lista de passatempos do publicitário Rodrigo Prior, de 25 anos. Mas o sucesso dos sites de relacionamento no Brasil fez com que ele encontrasse na web uma forma de empreender. Prior começou a prestar consultoria para empresários interessados em se aproximar de clientes e até criar campanhas por meio desses sites - serviço que aos poucos vem sendo oferecido por grandes agências de publicidade.

 

Ao migrar dos meios formais para um ambiente totalmente digital, ele conseguiu ampliar o faturamento em 80%. Descobriu os dois sócios no Twitter, fundou a Social Branding e criou uma rede social "particular" para gerenciar os negócios, encontrar clientes e agilizar a produção. O foco de Rodrigo são as pequenas e médias empresas.

 

Uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) concluída em março mostra que ele tem um mercado em potencial a explorar. Apenas 17% das empresas paulistas de menor porte mantêm cadastros em redes sociais. "Tentamos mostrar a elas que os sites de relacionamento podem ser uma forma de driblar a restrição orçamentária", afirma. "Não adianta ter grandes ideias sem dinheiro para executá-las."

 

A frente da concorrência. De olho nesse mercado crescente, a Mantrux do Brasil criou em 2009 um departamento só para oferecer aos clientes estratégias de relacionamento em redes sociais. "O momento era oportuno e prevendo o crescimento das ações de empresas em redes sociais, decidimos criar a primeira empresa brasileira especializada em redes sociais. Com o nosso know-how as empresas poderão melhorar suas ações de branding perante seus clientes", diz Frederico Oliveira, presidente da empresa. O sucesso foi imediato, tanto que no primeiro ano já criaram o diretório nacional de redes sociais na plataforma Ning.

 

"Nossa próxima ação será desenvolver estratégias de branding utilizando as redes sociais, para os nossos clientes em Campos do Jordão. Estamos desenvolvendo ações com o Hotel Surya Pan e alguns parceiros estratégicos", complementa Frederico.

 

Informalmente, quem trabalha com publicidade em sites de relacionamento estima que, para cada R$ 1 investido em uma campanha nas redes sociais, seriam necessários R$ 13 para produzir um comercial na mídia convencional. "Mas o risco é dez vezes maior", diz Igor Puga, diretor da agência ID/TBWA, que há dois anos incluiu em seus serviços a gestão de redes sociais.

 

O desafio é mostrar às empresas que o uso dessas redes exige planejamento, conhecimento e profissionais qualificados. "Como estão disponíveis de graça, as pessoas acham que é só se cadastrar e começar a produzir conteúdo. Pensar assim pode ser fatal", diz Prior.

 

Um exemplo recente: na semana passada, Visa e Walmart usaram o Twitter para fazer uma campanha relâmpago que escapou por pouco de se voltar contra elas. Quando a mensagem "Juntos, pelo desconto Visa" fosse enviada 5 mil vezes, o supermercado venderia um acessório para jogar o game Guitar Hero pela metade do preço. O estoque acabou em 35 minutos, o que fez os internautas imediatamente iniciarem uma onda contrária, divulgando mensagens desaforadas. No dia seguinte, as empresas fizeram uma "reconciliação" pondo à venda mais 100 unidades. O saldo foram 17 mil "tweets" a favor e 4,6 mil contra.

 

A agência ID/TBWA, que desenvolveu a campanha, diz que o regulamento indicava claramente que a promoção era válida até o fim do estoque. "A reação não era esperada, mas é um dos riscos a que estamos sujeitos nas redes sociais", disse o diretor executivo Igor Puga. "Só conseguimos reverter a situação porque não esbarramos em burocracia nas empresas para anunciar em pouco tempo uma nova promoção."

 

Riscos desse tipo fazem a ACSP orientar seus associados a aderir gradativamente às redes. Para a superintendente de Marketing da ACSP, Sandra Turchi, pequenas e médias empresas devem usar esses meios primeiro para conhecer e se aproximar dos clientes.

O conceito de Redes Sociais de Nicho, ou Segmentadas, é familiar para todo mundo aqui? Bom, não custa nada gastar uma linha com uma definição rápida:

Redes Sociais de Nicho são formas de representação dos relacionamentos entre seres e/ou grupos que tenham interesses bem específicos.

Pois bem. As Redes Sociais de Nicho podem parecer muito bizarras. Imagine uma rede de donos de cães chihuahua do Estado de São Paulo; ela realmente não fará sentido para você que não tem e/ou não gosta de cachorrinhos desta raça. Mas, acredite, ela é um prato cheio para companhias paulistas especializadas em ração para cães de porte pequeno.


Outro obstáculo é o medo. Muitas empresas hoje olham para Facebook, MySpace, Linkedin, e pensam: "Só se eu fosse maluco me atreveria a criar uma rede social específica para meu público. Seríamos esmagados".

Não é bem por aí e eu tentarei explicar os porquês.

Benefícios, vantagens e importância das Redes Sociais de Nicho:

  • Conectam pessoas que geralmente não se conhecem. Nas Redes de Massa (a.k.a Orkut e Facebook), o comum é adicionar o amigo da escola, da faculdade, do trabalho, da academia, da vizinhança... Nas redes de nicho, pessoas se conectam porque têm interesses comuns, permitindo que se desenvolva um relacionamento offline. Já ouviram a máxima "Internet: aproxima quem está longe e afasta quem está perto"? Acho que nesse contexto poderíamos falar "Redes de Nicho: aproximam quem está longe. Redes de Massa: afastam quem está perto".
  • Alcançam audiências interessadas, desenvolvendo sinapses online inteligentes.
  • Agregam conversações relevantes que não dão espaço para o famigerado "Oi te achei muito lindo(a), me add".
  • Nicho não significa 3 pessoas. Um nicho pode ser bem populoso, ele somente não se enquadra nos merchans do Faustão e do Milton Neves.

Visto isso, alguns passos básicos devem ser seguidos no momento de concepção de uma Rede Social de Nicho:

  1. Engajar: Construir um relacionamento não se faz do dia para a noite. Disponha de tempo e repertório para lidar com sua comunidade.
  2. Ouvir e ser ouvido: Fale, mas também escute. Afinal, você criou uma rede para conhecer mais sobre os hábitos e necessidades dos participantes.
  3. Focar na comunidade e não na ferramenta: descubra o que é mais útil e acessível para seu nicho. Está perdido e quer uma dica: as comunidades Ning são suficientes na maioria dos casos.
  4. E agora, sim, a perfurmaria: depois de cumprir todos os passos acima, lembre-se de que o objetivo é conectar pessoas. Crie plataformas wiki, chats, fóruns, comunidades, álbum de fotos, canais de vídeos...
Ok. Até agora fizemos comparações e suposições. Escolhi um exemplo do mundo real que me agradou bastante e me convenceu como um bom modelo a ser seguido. A IBM possui uma rede social voltada exclusivamente para Desenvolvedores, de todo o mundo, inclusive aqui do Brasil. Estamos falando da DeveloperWorks.

Página da Coca Cola no TwitterO Twitter está prestes a lançar páginas especiais para marcas, que, seguindo o modelo já implementado pelo Facebook, permitirão ambientes mais amigáveis à publicidade. De acordo com o Business Insider, o novo projeto deve ir ao ar nesta quarta-feira (1).

A ideia da plataforma é dar às marcas maior flexibilidade quanto aos formatos publicitários, permitindo, por exemplo, que usuários joguem online e façam compras. O lançamento pode ser o primeiro passo para uma modificação completa na forma como se usa a rede social hoje, abrindo caminho para o T-commerce, modelo semelhante ao F-commerce, no Facebook.

Os anunciantes ainda poderão customizar suas páginas, aumentando o tamanho do topo ou o logo, de forma que esses elementos ganhem mais visibilidade.

Em dezembro do ano passado, o site escolheu alguns seletos anunciantes , tais como Coca, Cola, AmericanExpress, Chevrolet e Dell, para testar as novas funcionalidades.

Fonte: Exame


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