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Apenas um mês depois da saída da ex-CEO e co-fundadora Gina Bianchini, o Ning anunciou que vai demitir 40% dos seus funcionários e cancelar todos os seus serviços gratuitos. O Ning é uma espécie de coletivo de redes sociais, oferecendo ferramentas para que grupos criem redes com temas específicos. O site foi lançado em 2005 por Bianchini e Marc Andreessen. Há um mês, Jason Rosenthal assumiu como CEO da empresa.

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"Nós vamos nos guiar pela capacidade de criar redes premium do Ning em grande escala. E toda nossa capacidade de desenvolvimento será devotada para fazer os nossos clientes que criam comunidades pagas extremamente felizes", disse ele num email enviado para todos os funcionários.

O anúncio mexeu com a concorrência, que está de braços abertos para receber os refugiados do Ning. O Grouply pretende facilitar o trabalho de quem quiser migrar suas comunidades para o serviço.

E o Grou.ps, que se autoentitular maior competidor do Ning, criou o grupo http://grou.ps/ningexodus , para ajudar aqueles que não pretendem pagar pelos serviços do rival.

Atualmente, as comunidades gratuitas exibem publicidade controlada pelo Ning. Todas essas comunidades terão de ser convertidas para o serviço pago ou procurar outra praia. Os administradores de comunidades receberão mais informações sobre as mudanças nas próximas duas semanas.

Segundo o TechCrunch , hoje o Ning oferece diversos serviços premium, como suporte (US$ 10/mês), domínios personalizados (US$ 5/mês), espaço e banda extra (US$ 10/mês), retirada de publicidade (US$ 25/mês) e a possibilidade de não revelar que você está usando o serviço do Ning (US$ 25/mês). Informações do Diretório Ning do Brasil.

Um mês após assumir o cargo de CEO do Ning, um site que permite a qualquer um criar redes sociais, Jason Rosenthal rodou a baiana e promoveu mudanças drásticas por lá. De cara, demitiu 70 funcionários, correspondente a 40% da equipe, e acabou com a modalidade gratuita do Ning.


Num e-mail enviado à equipe (e reproduzido pelo TechCrunch), Rosenthal justifica essa guinada no fato de que 75% do tráfego do Ning provém de clientes premium, ou seja, daqueles que pagam. Assim, o novo foco da empresa é desenvolver melhor os recursos extras, pois os usuários que já usufruem deles estão dispostos a pagar.


O novo foco é sensato, mas deixou quem dependia da versão free do Ning numa situação delicada. Apesar do e-mail do novo CEO referir-se a dois modelos, grátis e pago, na realidade o Ning oferece “módulos” pagos mensalmente. Tem desde suporte (US$ 10), passando por domínio próprio (US$ 5), remoção de anúncios (US$ 25), mais espaço e banda (US$ 10) e a eliminação de links e imagens relacionadas ao Ning (US$ 25). A menos que uma mudança nesse sistema seja implementada, bastará aos usuários da modalidade gratuita assinar um dos serviços premium, provavelmente o mais barato. Ou…


Tentei pensar noutra analogia, mas não me veio nada diferente de urubus aproveitando o momento. Várias redes concorrentes, algumas até com propostas diferentes, ofereceram-se a receber os órfãos do Ning gratuito. GROU.PS, posterous (!?), GrouplyAutomattic (via BuddyPress) já se manifestaram. Em último caso, todos ganham: esses serviços ao receberem mais usuários, e esses, um leque de alternativas gratuitas ao Ning premium.


Mais uma vez, a confiança em serviços na nuvem é posta em xeque. Afinal, hoje foi só a eliminação do plano gratuito, o que já é grave, mas longe de ser algo terrível, como o fim do serviço. Isso sim seria desastroso, e no cenário atual, o que garante aos usuários a segurança de suas contas? Puxando da memória um caso recente, o tr.im fechou as portas de vez sem nenhum suporte aos usuários…

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