Pesquisas recentes mostram que o tempo que os usuários gastam no Facebook é mais do que dobro do tempo gasto por eles no Google. Boa parte do consumo de informações desses usuários não provém mais de um sistema de busca, agora eles acompanham o conteúdo compartilhado por seus contatos numa rede social. Esse conteúdo pode variar de mensagens pessoais e fotos até links para artigos interessantes e opiniões próprias sobre um produto ou serviço.
O conteúdo compartilhado tem duas características importantes que o diferencia do que estávamos acostumados a consumir.
A primeira é que não temos apenas grandes empresas nos bombardeando com propagandas. Os usuários comuns dividem o meio de publicação igualmente com elas. Da mesma forma que uma multinacional pode enviar um link que fala bem do seu produto, outros milhares de usuários podem fazer o contrário. Mesmo que a grande empresa seja mais influente, várias pessoas juntas acabam tendo um poder parecido ou maior.
O poder não é maior apenas por causa do número de usuários. É mais comum alguém acreditar na opinião dos seus amigos do que na propaganda de uma grande empresa. Isso é fácil de compreender. Você confiaria mais no que diz alguém que é pago pela empresa da qual ele está falando bem ou num usuário que não tem ligação nenhuma com a empresa, que você conhece e que simplesmente quer expressar sua opinião porque gostou muito ou teve algum problema com um produto?
A segunda característica do consumo de informações numa rede social é que não precisamos mais buscar as informações, elas simplesmente aparecem.
No caso do "Twitter substituindo os feeds?", se você possui amigos com interesses parecidos com os seus e se você assina feeds relacionados a esses interesses, com certeza seus amigos no Twitter compartilharão alguns dos links que você iria ler pelos feeds. Isso acontece porque os seus amigos também assinam alguns feeds que você assina e eles já podem ter lido um artigo antes de você e compartilhado no microblog.
Nossa rede de contatos acaba se transformando num filtro natural de informações na rede. Se antes você olharia todas as novidades nos feeds e escolheria o que é relevante para ler, no Twitter alguém já teria feito isso por você. Claro que o filtro de informações de uma outra pessoa é diferente do seu, mas se alguém compartilhou um link ou se várias pessoas compartilharam aquele mesmo link, ele tem grande potencial de ser no mínimo interessante.
Esse é um de muitos casos que podem ocorrer. O compartilhamento de conteúdo não se resume ao Twitter e a feeds. Podemos ter muitos outros casos de substituição de uma busca mais geral e ativa para algo filtrado e passivo.
A mídia social é fortissíma. As pessoas antes sem acesso a grandes meios de divulgação hoje escrevem lado a lado de grandes marcas e, assim, novos formadores de opiniões acabam surgindo, pois eles têm um poder de alcance muito semelhante ao de qualquer grande empresa. Esse poder de divulgação é potencializado pelo laço de confiança maior entre amigos em relação a empresas, pois é mais fácil confiar em mensagens pessoais do que em propagandas. Informação do Imasters
O plano de Mark Zuckerberg de transformar o Facebook em uma plataforma de comunicação integrada parece surtir os primeiros efeitos.
A companhia francesa de TI Atos anunciou que vai abolir seu sistema de e-mail. Em vez disso, seus funcionários serão orientados a trocar mensagens por meio do Facebook e de outras redes sociais.
De acordo com o CEO da Atos, Thierry Breton, apenas 10% dos cerca de 200 e-mails que seus funcionários recebem diariamente são uteis, enquanto outros 18% são spam. Isso justificaria a aposentadoria do sistema. A mudança deve ser implementada nos próximos 18 meses.
De acordo com a ABC News, o plano da empresa é, inicialmente, utilizar o Facebook para comunicação interna e, somente depois, estender seu uso para entrar em contato com clientes e colaboradores.
De acordo com uma porta-voz da empresa, eles já reduziram a troca de mensagens internas em 20% nos últimos seis meses. A mudança tem sido bem recebida pelos funcionários.
A Atos possui 74 mil funcionários espalhados em 42 países. No último ano, a empresa teve receita de 11,5 bilhões de dólares.
Apresentado em novembro do ano passado, o sistema Messages do Facebook é capaz de integrar e-mails, SMS, chat e mensagens via rede social. Segundo Mark Zuckerberg, o objetivo da plataforma é simplificar a comunicação entre as pessoas.
Fonte: Exame


