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O Multiply é a mais nova rede social de alcance mundial a disponibilizar uma versão em português de seu site. A ferramenta, voltada à criação de álbuns de compartilhamento de vídeos e fotos, anunciou a mudança, focada no público brasileiro.

O LinkedIn, rede destinada a contatos profissionais, também lançou a tradução de suas páginas para o idioma usado no Brasil. Tanto no caso do Multiply quanto do LinkedIn, a decisão de aproximar as ferramentas dos internautas brasileiros foi tomada com base no grande público que os sites têm por aqui.

No LinkedIn, antes mesmo da tradução do conteúdo para o português, mais de um milhão de brasileiros já tinham o currículo profissional cadastrado. Já no Multiply, mensalmente, mais de dois milhões de brasileiros visitavam o site, ainda na versão em inglês.


"O Multiply já é o destino preferido dos brasileiros para armazenarem, compartilharem e fazerem muito mais com as suas fotos e vídeos valiosos do que em sites sociais tal como Facebook ou Orkut, e temos orgulho de disponibilizarmos o site em sua língua nativa", disse o fundador e CEO do Multiply, Peter Pezaris, em nota enviada à imprensa.


Estudo da consultoria Nielsen divulgado em março estima que o brasileiro gasta, em média, 4 horas e 27 minutos por dia navegando em redes sociais. No Orkut, embora a parcela de usuários do Brasil tenha caído nos últimos anos, mais da metade (50,6%) de todos os perfis cadastrados são de internautas daqui. No Facebook, rede social mais popular do mundo, o Brasil aparece na 20ª posição em número de usuários, com mais de 4 milhões de pessoas cadastradas.

Pesquisas recentes mostram que o tempo que os usuários gastam no Facebook é mais do que dobro do tempo gasto por eles no Google. Boa parte do consumo de informações desses usuários não provém mais de um sistema de busca, agora eles acompanham o conteúdo compartilhado por seus contatos numa rede social. Esse conteúdo pode variar de mensagens pessoais e fotos até links para artigos interessantes e opiniões próprias sobre um produto ou serviço.

O conteúdo compartilhado tem duas características importantes que o diferencia do que estávamos acostumados a consumir.

A primeira é que não temos apenas grandes empresas nos bombardeando com propagandas. Os usuários comuns dividem o meio de publicação igualmente com elas. Da mesma forma que uma multinacional pode enviar um link que fala bem do seu produto, outros milhares de usuários podem fazer o contrário. Mesmo que a grande empresa seja mais influente, várias pessoas juntas acabam tendo um poder parecido ou maior.

O poder não é maior apenas por causa do número de usuários. É mais comum alguém acreditar na opinião dos seus amigos do que na propaganda de uma grande empresa. Isso é fácil de compreender. Você confiaria mais no que diz alguém que é pago pela empresa da qual ele está falando bem ou num usuário que não tem ligação nenhuma com a empresa, que você conhece e que simplesmente quer expressar sua opinião porque gostou muito ou teve algum problema com um produto?

A segunda característica do consumo de informações numa rede social é que não precisamos mais buscar as informações, elas simplesmente aparecem.

No caso do "Twitter substituindo os feeds?", se você possui amigos com interesses parecidos com os seus e se você assina feeds relacionados a esses interesses, com certeza seus amigos no Twitter compartilharão alguns dos links que você iria ler pelos feeds. Isso acontece porque os seus amigos também assinam alguns feeds que você assina e eles já podem ter lido um artigo antes de você e compartilhado no microblog.

Nossa rede de contatos acaba se transformando num filtro natural de informações na rede. Se antes você olharia todas as novidades nos feeds e escolheria o que é relevante para ler, no Twitter alguém já teria feito isso por você. Claro que o filtro de informações de uma outra pessoa é diferente do seu, mas se alguém compartilhou um link ou se várias pessoas compartilharam aquele mesmo link, ele tem grande potencial de ser no mínimo interessante.

Esse é um de muitos casos que podem ocorrer. O compartilhamento de conteúdo não se resume ao Twitter e a feeds. Podemos ter muitos outros casos de substituição de uma busca mais geral e ativa para algo filtrado e passivo.

A mídia social é fortissíma. As pessoas antes sem acesso a grandes meios de divulgação hoje escrevem lado a lado de grandes marcas e, assim, novos formadores de opiniões acabam surgindo, pois eles têm um poder de alcance muito semelhante ao de qualquer grande empresa. Esse poder de divulgação é potencializado pelo laço de confiança maior entre amigos em relação a empresas, pois é mais fácil confiar em mensagens pessoais do que em propagandas. Informação do Imasters

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