O brasileiro é invejavelmente social por natureza. Com o avanço das tecnologias e o advento da internet, a comunicação foi além das rodas de bate-papo nas ruas, bares, igrejas, cafezinhos, telefones etc. Conhecer pessoas ficou mais fácil. A internet distancia de alguma forma física os seres, mas os une de muitas outras. Encontrar a turma do colégio ou grupos com a mesma afinidade que nós com a distância de apenas um clique - ou de uma busca no Google – demonstra como o mundo mudou. Nunca imaginei discutir Dostoievski da forma que faço nas redes sociais, com tanta gente e tantas opiniões diversas que acrescentam ainda mais o conhecimento.

Na enciclopédia virtual Wikipedia, que também é uma rede social, encontra-se uma descrição para explicar o significado de mídias sociais: “ferramentas online projetadas para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos.” 

Para ter uma idéia do assustador tamanho atual do mundo das redes sociais, a maior é o Facebook, com 1.191.373.339 de views por mês. 

No mundo, 1.1 bilhão de pessoas maiores de 15 anos acessou a Internet em maio/09, sendo que dois terços acessaram ao menos um site de rede social, diz a pesquisa realizada pela comScore. O Brasil só perde para a Rússia em horas navegadas em redes sociais.  “As redes sociais se tornaram um passatempo popular na internet não só em mercados maduros como a América do Norte, mas também em países onde há crescimento veloz da internet como a Rússia”, aponta Mike Read, diretor da comScore Europa. Ele ainda diz que “em um país de grandeza geográfica como a Rússia, redes sociais representam uma forma de ligar pessoas de cantos diferentes (...) e o comportamento de alguns usuários oferece oportunidades para marqueteiros e anunciantes que pretendem atingi-los”. E o mesmo pode ser aplicado ao Brasil. 

Levando as mídias sociais para os negócios, imagine que onde há interação social e compartilhamento de informações, pode haver pessoas falando (bem ou mal) da sua empresa. A notícia ruim é que isso não pode – e não deve - ser controlado, mas você pode – e deve - ter participação, colaboração e dialogar nesses ambientes. Ou seja, querendo ou não, as pessoas vão falar da sua empresa e a decisão de você participar dessas discussões é sua. 

Além de participar, faz-se necessário acompanhar tudo o que estão falando da sua empresa e para isso eu sugiro que você contrate uma companhia com experiência no assunto, afinal estamos falando da imagem, de como ela está sendo vista pelos consumidores. 

Está é, antes de mais nada, uma fonte de pesquisa tão ou mais importante do que pesquisas realizadas por institutos, pois tem uma característica própria de extrema relevância: os consumidores estão falando espontaneamente, sem interferência nem possível direcionamento em suas opiniões.
É muito importante traçar objetivos, estratégias e definir como você quer aparecer no mundo digital quando alguém te procurar. Ter presença digital é simples. Basta começar cadastrando a empresa nas redes sociais. Para isso, crie um perfil dentro das redes que achar relevante para o seu negócio: Orkut, Facebook, Linkedin, Myspace, Twitter etc. É possível até criar a sua própria rede social, como é o exemplo do Ning. Atenção: as redes vão muito além do tão famoso Orkut. O compartilhamento de informações acontece em blogs, microblogs, chats, RSS, widgets, mensagens instantâneas, podcasts, sites de compartilhamento de vídeos e fotos, wikis e outros. 

Apenas o cadastramento não é um trabalho de social media. Este é só o começo, é só a presença. O importante é cuidar da sua reputação digital, sem querer controlar, e tornar-se RELEVANTE nas redes. 

E aí vão algumas dicas:

- Ofereça conteúdo que gere interesse para o internauta e para o seu consumidor;
- não tente controlar o conteúdo gerado pelos internautas;
- segmente a linguagem de acordo com cada público-alvo;
- seja transparente e objetivo;
- dialogue com quem está disposto a falar com você (seja falando bem ou não);
- chame o seu cliente para participar de experiências de seus interesses;
- leve informação relevante;
- gere discussões entre os próprios consumidores;
- ofereça meios para os clientes encontrarem outros clientes que estão dispostos a interagir e falar da sua marca.

Não fique fora e não deixe a sua empresa fora dessa onda, pois ela não vai acabar. 
As redes sociais não dependem do que é e nem do que será a internet. Dependem do que são as pessoas, como elas se comportam no mundo. A internet é o meio que facilita a "socialização” e tende, cada vez mais, a crescer em relevância no mundo corporativo. 


No Brasil já existem empresas especializadas na gestão em redes sociais, a mais conhecidas delas é a Mantrux do Brasil, Social Network.

Consultor sugere estratégias para garantir que você adote soluções do tipo de forma consciente e forte.

O mercado corporativo começa a usar redes sociais de forma estratégica, conforme reportagem de Computerworld, mas muitos executivos ainda têm dúvidas sobre como gerenciar bem essas ferramentas de comunicação. A utilização mais forte de Twitter, Facebook e outras ferramentas de mídia social é apontada pela consultoria Gartner como uma das principais tendências para o mercado de tecnologia da informação em 2010.

Na avaliação da empresa que desenvolve soluções colaborativas online Direct Labs, este será o ano da profissionalização do uso dessas tecnologias. O consultor de mídias sociais da Direct Labs, Diego Monteiro, diz que muitas empresas agem por impulso na hora de aderir ao uso de ferramentas de web 2.0 e acabam comentendo erros que podem comprometer sua marca. Confira sete dicas preparadas pelo especialista a respeito do uso eficiente de redes sociais pelas corporações.


1- Comece monitorando sua marca:

O primeiro passo, e também o mais fácil, é a criação de um monitoramento simples para entender o que estão falando sobre você, sua marca e/ou produtos nas mídias sociais. Essa estratégia pode trazer informações imprescindíveis para você entender qual é o status da sua marca na web.


"Dependendo do porte e da estratégia da empresa, essa etapa pode envolver também ferramentas de busca automática de dados, o que que não dispensa o trabalho manual para análise", afirma Monteiro. A partir daí, você pode pensar em ações adequadas para atuar nas mídias sociais.



2- Defina sua equipe:

Como o trabalho manual não é dispensável, é necessário ter muito bem definido quem na equipe atuará com mídias sociais. É muito importante definir quem da sua equipe atuará com as mídias sociais. Em geral, esse trabalho é destinado a profissionais de marketing e comunicação que entendam muito bem do seu negócio, que tenham disposição para falar pela empresa, sejam usuários das principais redes sociais e estejam sempre conectados.


"A dedicação integral de pessoas e o número de funcionários que vai trabalhar na área depende muito do quão estratégico o trabalho for para as operações da empresa. Respostas rápidas são um grande diferencial e exigem um cuidado maior na definição da equipe", ressalta Monteiro.



3- Defina sua linha de comunicação:

É preciso tomar cuidado na estratégia que você vai usar para interagir nas mídias sociais. Por isso, a melhor dica é seguir um padrão. Definir uma linguagem (formal ou informal) para ser usada sempre, o público-alvo, a abordagem ideal (adotando uma comunicação mais pessoal ou institucional), a periodicidade de seus posts (no blog corporativo, no Twitter, no Slideshare ou qualquer outra mídia social) e um tempo máximo para responder às interações dos usuários. A linha de comunicação define as ações que serão tomadas em casos de crises e a postura adotada diante de críticas. Em ambos os casos, transparência é essencial.


A definição da linguagem também estabelece, de certa forma, o público que vai acompanhar a companhia no Twitter, por exemplo. Por isso, deve ser bem estudada pelo plano estratégico. "Às vezes é mais importante ter 2 mil seguidores relevantes no Twitter usando determinada linguagem do que possuir 20 mil seguidores sem relevância para a estratégia da corporação", observa o especialista.



4- Crie seus canais sociais (Twitter, Blog, Youtube, Flickr, etc.):

Muitas empresas tomam esse passo muito antes do que deveriam. O conceito base aqui é "estar presente onde seus clientes estão". Se os usuários gastam a maior parte do tempo visitando canais sociais, estar presente nesses locais é essencial. Um detalhe importante é que tais canais devem ser criados seguindo uma premissa: você realmente estará presente diariamente neles, atualizando e se relacionando. Canais sociais deixados de lado definitivamente não são bem vistos pelos usuários, assim como interações não-respondidas.



5- Relacione-se, interaja:

O mais importante quando você  insere sua empresa/marca nas mídias sociais é  interagir com o usuário. Isso é essencial para que ele se sinta ouvido e para que entenda o quanto a opinião dele é importante para você. Todo o tipo de interação relevante do usuário deve ser respondido o mais rápido possível. Dê atenção especial para seus usuários mais ativos: os evangelizadores e destruidores de sua marca.



6- Produza conteúdo:

Neste estágio, você já tem uma equipe, uma linha de comunicação, canais socias e já se relaciona com alguns usuários. Gerar conteúdo é um passo importante para estreitar a relação com essas pessoas, gerar valor, manter todos informados de novidades e mostrar que a empresa é viva, dinâmica e atualizada. Muitas empresas já geram muito conteúdo, mas deixam-no restrito ao site institucional, newsletters ou campanhas específicas.


Um trabalho de spreading (replicar o conteúdo em seus canais sociais) é muito importante para, mais uma vez, estar onde o usuário está. Não dá para esperar que o usuário visite o seu site. Nessa etapa é muito importante seguir as definições da linha de comunicação adotada. Em alguns casos é necessário voltar e refazer esse trabalho.

"Pela experiência, o que mais funciona é mostrar a cara das pessoas que representam a instituição, adotar um díalogo com informalidade, falar em primeira pessoa. Algumas empresas, como a Google, adotam essa estratégia com sucesso", opina Monteiro.



7-  Fique de olho no mercado e em concorrentes:

É possível também encontrar diversas oportunidades explorando seu mercado nas mídias sociais. Uma boa maneira de fazer isso é monitorar comentários sobre palavras-chaves relacionadas ao seu negócio. Trabalhar com esses dados e se relacionar com os usuários pode render pesquisas valiosas e uma nova fonte de identificação de possíveis clientes.


Segundo Monteiro, "o trabalho de acompanhamento da concorrência dá indicadores para avaliar o próprio desempenho. Ter um crescimento de 50% no índice de menções de um mês para o outro pode não significar nada se não houver base de comparação, já que as redes sociais também estão muito sujeitas a sazonalidades".


Fonte: ComputerWorld

Como sabemos, a internet veio para ficar e mudar. Cada vez mais ela faz parte da vida das pessoas e empresas, afetando a forma como consumimos e nos relacionamos. Além disso, praticamente todos os veículos de comunicação estão tratando de assuntos relacionados, o que passou a chamar a atenção dos empresários. 

Para as empresas, mesmo as mais tradicionais, tem se tornado evidente que é preciso conhecer um pouco mais sobre o tema para fazer alguma coisa. Mas fazer exatamente o quê? 

Muitos executivos e empresários vêm se sentindo incomodados com essa situação, pois percebem que é necessário se atualizar, mas decididamente, não sabem por onde começar. 

Portanto, se você é um deles, saiba que não é o único! Tenho observado esse movimento de perto, tanto sobre a questão da preocupação como do desconhecimento do que e de como fazer para atuar nesse emaranhado de inovações trazidas pela web. Meu conselho é: “Não desanime e não desista”. O assunto é complexo e poucos têm tido tempo para buscar saber mais a respeito, o que leva a essa angústia. 

Ouvimos na mídia alguns casos de sucesso sobre a utilização dessas ferramentas, mas pouco se fala sobre os fracassos. O ponto que se faz necessário compreender é sobre como é possível obter ganhos com a internet, ou seja, como fazer para que ela “jogue a favor” da sua marca. 

De fato são muitas as ações a serem tratadas, que obviamente não caberiam em um único texto com espaço limitado, mas ressaltarei nesse e nos próximos artigos, algumas que percebo como sendo as mais importantes. 

Vamos à primeira dica: procure mapear quais são as redes sociais que realmente podem ser importantes para o seu negócio. Orkut? Facebook? LinkedIn? Drimio? Enfim, tente identificar em quais delas sua marca é mencionada e de que forma é tratada. Um caminho para isso é pesquisar diretamente. Caso tenha como investir um pouco mais, contrate uma empresa especializada para esse trabalho. Feito isto, procure entender as reclamações mais frequentes e resista à tentação de reagir prontamente, pois isso seria um “crime” no mundo das redes sociais. O importante a fazer nessa etapa é analisar essas reclamações e corrigi-las na “vida real”. Por exemplo, se a reclamação é sobre o atraso frequente na entrega de mercadorias, tente melhorar isso na sua empresa, resolva a fonte dos problemas. Depois interaja diretamente com o cliente reclamante, fora da rede social. Solucione o problema e coloque-se à sua disposição. Procure “encantá-lo”, mesmo que você esteja incomodado nesse momento. 

Esse é o melhor caminho. Confie. Se você conseguir fazer com que ele sinta-se bem atendido em suas insatisfações, pode ter certeza que ele mesmo voltará àquela rede e contará sobre a solução, elogiando a atuação da sua empresa. 

Você deve estar dizendo que nada disso é novo, ou seja, isso é relacionamento com o cliente! É verdade, você tem razão. O que mudou é que antes, se esse cliente insatisfeito podia influenciar umas dez pessoas, agora, meu caro, ele influencia milhares de potenciais consumidores que estavam pensando em comprar o seu produto. 

* Sandra Turchi é Superintendente de Marketing da ACSP - Associação Comercial de São Paulo – e Coordenadora do curso de Estratégias de Marketing Digital da ESPM

O Marketing digital é uma ferramenta que se faz necessária para todas as empresas que buscam interagir com seus consumidores. A Fiat é uma das empresas que vêm investindo neste nicho nos últimos 10 anos e o resultado começa a aparecer. Com cada vez mais internautas citando as marcas em redes sociais ou blogs, surge um canal de relacionamento em que a troca de informações entre empresa e cliente parece não ter fim.

Além de estreitar o relacionamento, a Petrobras reconhece que a web é uma forma de gerar empatia quando a empresa atravessa um período de questionamentos, como a recente discussão sobre o pré-sal. Naquele momento a Petrobras lançou um blog em que os internautas puderam alimentá-lo com informações diversas, positivas ou negativas, desde que pertinentes.

O desafio encontrado pela Fiat foi aplicar o Marketing digital em uma indústria engessada como é a automotiva. Após uma década de implementação da ferramenta, a empresa colhe os frutos de blogs para os modelos Linea e Mio. Sucesso com os internautas, a ferramenta oferece a possibilidade de montar o veículo, sugerir itens, além de entrevistas com funcionários envolvidos na produção.


Blogs construtivos
Um filme produzido para a estratégia de Marketing on-line da Fiat, para o modelo Mio, fez tanto sucesso que foi levado para a TV a cabo. Isto mostra a força da internet e a aceitação e o dinamismo que a web possui para impactar os consumidores. Tanto é que não são poucos os blogs e comunidades criadas pelos internautas. “Algumas marcas se aproveitam disso, como a Starbucks, que recebe ideias pelo site”, diz  Ana Luisa Brant Mendes, Gerente de Internet da Fiat, citando o caso em que a rede de café premium recebeu a sugestão de um consumidor para criar o gelo feito de café.


O Marketing digital dá uma abertura que é própria de sua natureza. Por isso, é recomendável cuidado na hora de pisar neste mundo. Pensando assim, a Fiat esperou o momento certo para criar este canal para tentar mudar a forma de chegar aos seus clientes. “Eles não são mais target e sim o meio. Cabe a empresa participar desses diálogos”, explica Ana durante o III Fórum Internacional ABA Petrobras de Comunicação Digital.


Para tangibilizar o diálogo com os futuros proprietários do Fiat Linea, a comunicação digital foi pensada e lançada antes do carro a fim de dar liberdade para os internautas. Além disso, esta foi uma maneira que a Fiat encontrou para minimizar as diferenças de mercado de um veículo que vinha de um país diferente do Brasil. “Não podemos simplesmente trazer um produto para o Brasil. Existe a ‘tropicalização’ de todos os modelos que vêm de outros países”, conta a gerente de internet da Fiat.


Lançamento digital e monitoramento
Além de depoimentos de colaboradores, o blog do Linea apresentou um vídeo do presidente no lançamento que, segundo Ana, foi o terceiro mais visto no YouTube na ocasião. Após uma pesquisa com os primeiros compradores do veículo, a Fiat percebeu que 8% deles souberam do carro pelo blog. “Este resultado nos inspirou a ir mais longe e ousar mais. Por isso, para o novo Linea, estamos pedindo para que os internautas nos enviem imagens sobre o carro do futuro”, ressalta a executiva.


A estratégia para este modelo é fazer com que as pessoas brinquem de criar um carro do futuro, passando por cinco etapas: nosso futuro, pergunta-chave, ideias para o carro, briefing, projetando o carro do futuro, organização de ideias. O projeto da Fiat para este ano é oferecer ao internauta a opção de escolher o nome do carro e até como será a campanha digital. “O blog do Mio já tem mais de 1 milhão de visitas desde agosto de 2009 e reunimos mais de 8 mil ideias para o carro”, afirma Ana.


A experiência adquirida pela Petrobras ao abrir um canal para conversar com os brasileiros surpreendeu a empresa positivamente. Tanto é que a companhia já realizou a ação on-line “Se a Petrobras fosse um filme, como seria o trailler?” e hoje a empresa monitora vídeos postados na internet. Além disso, com uma reformulação no site, a petrolífera nacional passa a contar uma história de forma mais próxima.


Negativo ou positivo?
O investimento na internet é baseado também em parcerias e projetos patrocinados pela estatal. “Contamos a história da empresa de forma gostosa, lúdica, com infográficos, através de personagens importantes para a Petrobras, como o Projeto Tamar e o Nós No Morro”, aponta Leonardo Sá, coordenador de comunicação digital de multimeios da Petrobras.


Lançado em meio à polêmica do pré-sal, o blog foi importante para mostrar que a companhia não fugiria da questão mesmo em um momento de crise. "Tivemos uma repercussão fantástica com opiniões contra e a favor. Foram mais de 1 milhão de acessos sem apoio de mídia. Foi uma iniciativa de extrema coragem. temos muitas histórias para contar, mas devemos criar algo mais lúdico nelas”, opina  Leonardo Sá, da Petrobras.


Segundo Leonardo Sá, ao lançar o blog na internet, a Petrobras sabia que poderia ter criado um canal digital contra a imagem da empresa. A comunicação digital está se aperfeiçoando e mudando rapidamente. “Nossa preocupação é olhar para onde ela pode nos levar e trabalhar da melhor forma possível. No blog, as questões mais polêmicas levantadas pelos usuários têm uma atenção maior”, completa.


Conheça a rede social dos proprietários de veículos FIAT

As redes sociais oferecem hoje muito mais do que oportunidades de relacionamento entre amigos, encontros casuais e namoros. As redes proliferaram e se especializaram em diversos campos de atuação.
Tomemos como exemplo o Linkedin. Hoje é uma excelente ferramenta para busca de profissionais no mercado. Bastante útil para departamento de RH e empresas de hunting. Mesmo no Orkut, Facebook pode-se facilmente identificar as comunidades de interesse profissional e, a partir dela, identificar profissionais, consultores especialistas em determinados assuntos, etc.

Entre algumas aplicações das redes sociais de hoje que são de interesse das companhias estão as pesquisas, troca de mensagens curtas e rápidas, como no Twitter, análises ou reclamações sobre produtos e campanhas promocionais. Li recentemente um artigo sobre uma empresa de doces que circula em um pequeno caminhão pela cidade enviando mensagens pelo Twitter informando o bairro onde se encontrava, estimulando clientes a fazerem pedidos em casa ou no trabalho.

Olhando agora sob a perspectiva de segurança da informação, é fato que muitas empresas bloqueiam o acesso às redes sociais a partir de seus ambientes corporativos. Os riscos que justificam tal decisão estão associados à confidencialidade das informações corporativas e de produtividade dos funcionários.

Existe a percepção de que se deixarmos os funcionários acessarem livremente os sites, poderíamos comprometer seu desempenho ao longo do dia. Lembro-me desta discussão quando era debatido se deveríamos ou não conceder acesso à Internet aos funcionários. O meu ponto é que com o desenvolvimento e disseminação dos celulares com acesso à Internet e aplicações específicas para acesso às redes sociais, o bloqueio a estes sites a partir de computadores da empresa não impedirá os funcionários que quiserem usar as redes. Certamente, não será bloqueando acesso a sites que asseguraremos a produtividade dos funcionários.

Como acontece com qualquer nova tecnologia, a primeira reação é de bloquearmos o acesso a ela até que entendamos os riscos relacionados e os benefícios inerentes. Acredito que estamos vivenciando esta fase com relação às redes sociais. Gradativamente, as empresas vão perceber os benefícios de utilizar as ferramentas disponíveis e criarão mecanismos de mitigação dos riscos, de forma que, em pouco tempo, o acesso será tão natural como é hoje fazer uma pesquisa no Google.


Fonte: IT Web

Brincadeiras online custam caro para as empresas. Cerca de 12,5% da produtividade despenca por causa dos joguinhos casuais do Facebook, Orkut e MySpace, entre outros. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela Câmara de Comércio da Índia, que não é muito diferente do que apurou a Nucleus Research nos Estados Unidos, que revela que metade dos funcionários das empresas norte-americanas visitam redes sociais com objetivos particulares e derrubam a produtividade em pelo menos 1,5%.


Em uma pesquisa mais ampla, a consultoria Proudfoot Consulting pesquisou executivos de 15 países e defende que as distrações online custam cerca de US$ 658 bilhões por ano ao redor do mundo. A pesquisa calcula que em países como Austrália, França, Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Reino Unido a produtividade despenca 18% com as distrações online. No Brasil, em pesquisa realizada pela empresa há dois anos, o problema tem um agravante: as tarefas circunstanciais. Reuniões sem foco e constantes interrupções no ambiente de trabalho, com brincadeiras e conversas paralelas, juntam-se às brincadeiras online para promover uma queda ainda mais acentuada da produtividade. Proibir o uso de redes sociais não é efetivo, visto que hoje em dia parte do trabalho passa pelo relacionamento online.


Uma maior educação e conscientização do funcionário é muito mais eficiente, pois o planejamento aprimora a produtividade e evita perda de tempo exagerada com jogos online. Por outro lado, conscientização dos chefes para afzer reuniões mais focadas e trabalhos menos dispersos também melhoram muito os números da empresa.


MSN Tecnologia

As redes sociais mostraram às empresas a forma como as pessoas querem interagir umas com as outras. "A intranet corporativa se tornou um local onde os documentos corporativos são enviados para serem esquecidos", disse Srinivas Balasubramanian, CEO da Photon Infotech, uma empresa de consultoria de TI.


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Mantrux, a primeira empresa brasileira especializada em redes sociais. 

  • Criação;
  • Gestão;
  • Moderação;
  • Pesquisas
Acesse nosso site:
www.mantrux.com
No ano passado, a Photon Infotech ajudou a Johnson & Johnson vistoriar sua intranet utilizando ferramentas de mídias sociais. O fato é que uma área de grande crescimento para a empresa de consultoria é justamente um produto que, de acordo com Balasubramanian, "te dá tudo que o Facebook, o Twitter e o Youtube te dão em questão de SharePoint."


Pelo menos um desenvolvedor veterano de Web 2.0 acredita que as empresas devem permitir que seus funcionários utilizem os serviços do Facebook, Linkedln ou Twitter, qualquer serviço que eles escolham, em vez de forçá-los a usar "redes sociais fechadas ou plataformas corporativas monolíticas."


Chris Richter é o fundador e CEO da novata Socialware, que vende softwares que controlam as interações dos funcionários com as redes sociais públicas. O módulo de gerenciamento de risco da empresa, por exemplo, monitora e armazena conteúdo enviado pelos funcionários à redes sociais externas e pode bloquear qualquer conteúdo proprietário ou desagradável.


No entanto, se as empresas ainda acham que rede social se trata de tecnologia, elas estão bem enganadas, disse John Faber, chefe de operações da af83 Inc., uma empresa de serviços de mídia social. Transparência e conhecimento de fluxo são os pontos-chave, e ainda assim, as empresas insistem em usar técnicas de redes sociais para recriar estruturas hierárquicas segmentadas fechadas e esperam os benefícios típicos das mídias sociais. "Isso não funciona", declara Faber.


(texto escrito em português de Portugal)

Se fosse hoje conhecíamos alguém que conhecia Jesus”. A frase foi proferida por Alexandre Silveira, director de marketing da Hewlett Packard Portugal, durante a mesa redonda promovida pela I-Com e pela Comissão de Análise de Estudos de Mercado sobre medições de audiências online, em Lisboa, e sintetiza o actual momento de expansão das redes sociais que cativam, cada vez mais, um número crescente de utilizadores. Um interesse a que os cibernautas portugueses não estão alheios, como frisa José Frade, country manager da Havas Digital, que, remetendo para um estudo recente da agência de meios digitais, refere que “cerca de 53 por cento dos internautas portugueses visita regularmente este tipo de sites, aumentando significativamente o tempo dedicado à socialização online”. Com tanto do tempo dos cibernautas dedicado a postar ou a ver os updates da sua rede de followers ou amigos digitais, seria de esperar que as marcas também procurassem acompanhar os seus potenciais consumidores no reino das redes sociais, mas será que é de facto assim? Alguns estudos internacionais dão conta de uma realidade distinta. Segundo um estudo recentemente divulgado pelo CMO Club (um grupo de reúne directores de marketing) e pela Hill&Knowlton, 84 por cento dos directores de marketing investem menos de 10 por cento dos seus orçamentos em redes sociais e meios de comunicação não tradicionais e mais de metade aloca apenas 5 por cento. Números quase irrisórios se pensarmos nos milhões de utilizadores que marcam presença frequente em redes como o MySpace, Facebook ou Hi5. “Sabemos em relação às redes sociais que o número de utilizadores não é sinónimo de retorno do investimento”, comenta Bernardo Rodo, managing director da OMG Digital. “A participação das marcas nestas redes deve ser acompanhada de uma reflexão estratégica, saber se a marca está preparada para ter uma relação honesta, relevante e interessada com o consumidor. As redes alimentam-se a si mesmas, a marca deve incentivar a rede mas tem de se manter motivada por iniciativa dos utilizadores. Quando assim não acontece significa que a rede é pouco dinâmica ou que não se interessou pela marca, por mais utilizadores que tenha”, clarifica. O responsável da OMG Digital admite que “o investimento em redes sociais ainda é reduzido”, não só “porque as próprias marcas estão a tentar perceber a melhor forma de investir (ex. publicidade tradicional de activação da marca na rede, criação de perfil, activação entre utilizadores), mas também porque a presença em redes sociais requer que as marcas estejam preparadas para explorar a proximidade com o utilizador, ouvir opiniões, destacar os mais entusiastas e promover condições para que interajam entre si”. Actualmente, diz, esse investimento é ainda inferior a 10 por cento do total do online.

José Frade não avança valores de investimento, mas refere que a realidade portuguesa é “bem diferente”, da internacional, não só no que diz respeito às redes sociais, mas em relação ao investimento em campanhas online como um todo. “Em Portugal, a maior parte dos directores de marketing ainda não conseguiu assumir o real valor e as capacidades da internet para comunicar nem tirar todo o proveito do meio. No caso das redes sociais a maior parte deles ainda nem quer falar em tal assunto”, diz o director-geral da Creative Partner.


João Paulo Luz, director comercial do Sapo, portal da Portugal Telecom responsável pela gestão comercial do Hi5 em Portugal, fala de um mercado online português que deverá “rondar os 50 milhões de euros este ano”, ou seja, “cerca de 8 por cento da totalidade do mercado.” “Apesar de o mercado digital não ter um grande crescimento este ano, sobretudo quando comparado com os níveis de crescimento anteriores, ele acontece num ano de enorme contracção do mercado global. Temos por isso a plena consciência que há nos directores de marketing o reconhecimento da eficácia do meio digital, num movimento eventualmente acelerado por esta crise”, defende. “Em Portugal as audiências foram migrando para os suportes digitais e os investimentos foram mais lentos a segui-los. É essa correcção que ainda está a decorrer”, acredita.


Perceber melhor as redes sociais antes de investir


“Assim como ainda temos muitos directores de marketing com ‘medo’ de usar a internet para comunicar, nas redes sociais acaba por acontecer o mesmo”, diz, por seu turno, Jorge Laranjinha, justificando o diferencial existente entre interesse dos utilizadores e marcas. Receios que podem radicar na incapacidade das marcas perceberem qual a forma mais eficaz de contactar com os cibernautas nestas plataformas. “Como qualquer forma de comunicar, as redes sociais têm as suas características próprias e que devem ser tidas em conta antes de investir. Pior do que não estar nas redes sociais, é estar de uma forma incorrecta e infelizmente algumas marcas em Portugal entregam a sua presença nas redes sociais a empresas sem a mínima formação para o fazer e sem preparar nem alertar os clientes para os prós e contras dessa situação”, alerta o director-geral da Creative Partner. “Estar numa rede social não é colocar lá uma página da marca mas envolve um compromisso muito maior por parte da marca e sem esse envolvimento é muito difícil uma correcta presença nas redes sociais”, conclui.


João Martins, do MySpace Portugal, também elege o receio das marcas em dialogar com os cibernautas neste novo contexto como um factor de afastamento das redes sociais.


“Existe ainda algum receio, por várias razões: por exporem a marca ao feedback dos utilizadores, por não conhecerem o espaço e consequentemente não saberem ‘como’ investir, por sentirem falta de ofertas válidas a fazer aos utilizadores”, afirma. E dá alguns exemplos de situações em que as marcas souberam tirar proveito das peculiaridades de uma rede social como a do MySpace. “Quem quer ser amigo dum processador Intel? 60 mil jovens de toda a Europa que aprenderam a fazer música digital através do MySpace, e ainda puderam eleger a banda dos seus sonhos. Quem quer ser amigo duma operadora móvel, neste caso da Optimus? Os milhares de jovens portugueses, que por serem amigos da Optimus, têm acesso a concertos grátis com bandas como Mando Chiao e Nelly Furtado”, descreve.


Para José Frade, da Havas Digital, as redes sociais são um “ambiente muito atractivo” para as marcas “e onde se podem atingir quase todos os objectivos de marketing, com as mais variadas técnicas”, o que passa pelo branding, acções de fidelização, vendas, marketing directo ou e-commerce, enumera o responsável da agência de meios do grupo Havas. No entanto, ressalva igualmente, “para se ter sucesso não basta criar um perfil no Facebook, é preciso entender como as nossas audiências usam as redes sociais e de que forma a marca pode estabelecer uma ligação com os consumidores, obter a sua confiança e até esperar que estes partilhem conteúdos e mensagens positivas com outros utilizadores”. Um objectivo que João Paulo Luz considera que não é tão fácil de atingir como se poderia pensar. “A tentação de utilizar as redes sociais, não através de formatos publicitários mas antes tentando criar motivos de envolvimento com os consumidores pode revelar-se pouco eficaz”, considera.


“No fundo se a marca já tiver a força e os atributos que lhe permitirão criar uma legião de fãs essa oportunidade existe. Mas essa força foi ganha ou através da publicidade ou da experiência fabulosa que proporcionou.

Tentar retirar esse benefício sem ter essa força será sempre votado ao fracasso”, precisa. “A experiência tem revelado que combinar a publicidade com essas iniciativas nas redes sociais é o formato mais seguro”, defende o director comercial do Sapo.


A oferta comercial das redes sociais


Para José Frade há cinco boas razões para investir nas comunidades sociais (ver caixa), mas exactamente em que é que as marcas poderão investir? Que oferta comercial os anunciantes têm actualmente disponível nestas plataformas? Quando questionado sobre este tema, João Martins, do MySpace, começa por referir que em Portugal a rede temática musical é comercializado pela Media Capital Multimédia que classifica de “líder da música online em Portugal”, não só através do MySpace, como também “dos seus sites editoriais, dos sites das rádios e outros,”, pelo que as acções desenvolvidas pela rede social “têm forte presença em vários suportes através das nossas parcerias, e das fortes relações que temos no mercado”.


Em termos de oferta, explica João Martins, a rede disponibiliza para utilizadores e marcas diferentes formatos que vão desde “concertos, festas e inúmeros eventos feitos à medida do MySpace e de cada parceiro – que trazem as marcas para o mundo real e de volta para o online – às comunidades de marca que envolvem utilizadores e são realmente mais-valias na vida dos mesmos, aos banners, takeovers, skins e afins que permitem a associação de marcas ao universo de música, dos jovens, entretenimento e social”. O sponsorship da Optimus aos Secret Shows, a mesa de mistura interactiva da Ballantines e o apoio da Vodafone às bandas portuguesas, entre outros, são disso exemplo, enumera João Martins.


“O Hi5 é dominado por um comportamento de ‘entretenimento’ face a um comportamento de ‘comunicação’ mais próximo de um Facebook”, refere, por seu turno, João Paulo Luz. O público desta rede, continua o director comercial do Sapo é também mais concentrado abaixo dos 30 anos de idade, factores que “devem ser claramente tidos em conta pelas marcas”. A rede permite publicitar segmentando por sexo e por idade, podendo os consumidores “ser impactados por diversas formatos, alguns deles bastante envolventes”, como banners ou os takeovers (“quando uma marca se apodera por um ou dois dias do look & feel da página de entrada da rede comunicando com impacto num dia com centenas de milhares de pessoas”).


Mas não só. “Nas formas em que são possibilitadas maiores níveis de envolvência com as marcas, oferecemos a criação de um profile para a marca, e associamos uma campanha de advertising na rede Hi5 sobre o segmento desejado”, descreve João Paulo Luz. O responsável dá como exemplo dessa “combinação bem sucedida” a acção desenvolvida no Verão para o Cornetto que, em menos de duas semanas, juntou mais de 20 mil amigos. “Quando se consegue isto em Portugal e comparamos com alguns cases de mercados de grande dimensão absoluta que reclamam sucessos de 5 ou 6 mil amigos, percebemos bem a dimensão da eficácia de combinar o profile com a comunicação ou acreditar numa propagação viral de forma espontânea”, comenta.


Jorge Laranjinha mostra-se satisfeito q.b. com a actual oferta comercial. “Para nós as redes sociais são ferramentas de comunicação, o seu uso é relativamente flexível para criar um conjunto de soluções para os clientes”, diz. “No nosso caso, temos sempre encontrado soluções para responder às necessidades dos nossos clientes neste meio. Não nos podemos esquecer que a grande vantagem das redes sociais é a envolvência que se consegue ter com os utilizadores, qualquer nova solução comercial que se coloque nas redes sociais tem que ter em conta a continuação das características que deram origem às redes sociais”, acrescenta.


Para Bernardo Rodo o desafio também está do lado das agências de meios que, diz, têm de encontrar novas formas de utilizar estas redes. No entanto, ressalva o managing director da OMG Digital, “esta criatividade deve ser orientada para a eficácia pois as mesmas agências de meios são avaliadas por métricas de performance tradicionais adaptadas às redes sociais como, por exemplo, o número de registos, visualizações e subscrições em perfis, taxa de colocação de posts e comentários, adesão e partilha de conteúdos entre membros ou redes e ainda referências qualitativas à marca”.


“Algumas redes são utilizadas para atingir o maior número de utilizadores, mas existem redes especializadas em territórios importantes para a marca, exemplo da música.


Nas redes sociais o paradigma da comunicação assenta na capacidade de detectar no consumidor aquilo que lhe interessa”, defende.


- Cinco boas razões para anunciar nas comunidades sociais


1. As marcas podem relacionar-se com audiências mais atentas. Os utilizadores procuram e consomem activamente mais informação e ao mesmo tempo criam os seus próprios conteúdos. Os anunciantes têm à sua frente uma audiência com quem podem e devem interagir.

2. As marcas podem segmentar pelo conteúdo. Os conteúdos podem ser costumizados e apresentados aos utilizadores em que uma determinada mensagem seja mais relevante tendo em atenção o seu consumo de informação e pesquisa na rede.

3. As marcas podem segmentar com dados sócio-demográficos. Os membros das comunidades criam os seus perfis com atributos e preferências diversas que os identificam demograficamente permitindo aos anunciantes ajustar melhor a sua comunicação a cada target group.

4. As marcas podem entrar na era do pull marketing. Os utilizadores decidem o que vêem, quando vêem, como vêem e até como respondem. Este é assim o ambiente que vai permitir às marcas entrar nas experiências dos utilizadores.

5. Criação de novas experiências publicitárias sociais. Uma campanha com sucesso na rede social pode trazer bastante eficácia ao branding da marca, à geração de vendas ou novos contactos, ou criar “buzz” favorável na comunidade.


Fonte: Havas Digital

Até um ano atrás, as redes sociais - como Orkut, Twitter, Facebook - estavam na lista de passatempos do publicitário Rodrigo Prior, de 25 anos. Mas o sucesso dos sites de relacionamento no Brasil fez com que ele encontrasse na web uma forma de empreender. Prior começou a prestar consultoria para empresários interessados em se aproximar de clientes e até criar campanhas por meio desses sites - serviço que aos poucos vem sendo oferecido por grandes agências de publicidade.

 

Ao migrar dos meios formais para um ambiente totalmente digital, ele conseguiu ampliar o faturamento em 80%. Descobriu os dois sócios no Twitter, fundou a Social Branding e criou uma rede social "particular" para gerenciar os negócios, encontrar clientes e agilizar a produção. O foco de Rodrigo são as pequenas e médias empresas.

 

Uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) concluída em março mostra que ele tem um mercado em potencial a explorar. Apenas 17% das empresas paulistas de menor porte mantêm cadastros em redes sociais. "Tentamos mostrar a elas que os sites de relacionamento podem ser uma forma de driblar a restrição orçamentária", afirma. "Não adianta ter grandes ideias sem dinheiro para executá-las."

 

A frente da concorrência. De olho nesse mercado crescente, a Mantrux do Brasil criou em 2009 um departamento só para oferecer aos clientes estratégias de relacionamento em redes sociais. "O momento era oportuno e prevendo o crescimento das ações de empresas em redes sociais, decidimos criar a primeira empresa brasileira especializada em redes sociais. Com o nosso know-how as empresas poderão melhorar suas ações de branding perante seus clientes", diz Frederico Oliveira, presidente da empresa. O sucesso foi imediato, tanto que no primeiro ano já criaram o diretório nacional de redes sociais na plataforma Ning.

 

"Nossa próxima ação será desenvolver estratégias de branding utilizando as redes sociais, para os nossos clientes em Campos do Jordão. Estamos desenvolvendo ações com o Hotel Surya Pan e alguns parceiros estratégicos", complementa Frederico.

 

Informalmente, quem trabalha com publicidade em sites de relacionamento estima que, para cada R$ 1 investido em uma campanha nas redes sociais, seriam necessários R$ 13 para produzir um comercial na mídia convencional. "Mas o risco é dez vezes maior", diz Igor Puga, diretor da agência ID/TBWA, que há dois anos incluiu em seus serviços a gestão de redes sociais.

 

O desafio é mostrar às empresas que o uso dessas redes exige planejamento, conhecimento e profissionais qualificados. "Como estão disponíveis de graça, as pessoas acham que é só se cadastrar e começar a produzir conteúdo. Pensar assim pode ser fatal", diz Prior.

 

Um exemplo recente: na semana passada, Visa e Walmart usaram o Twitter para fazer uma campanha relâmpago que escapou por pouco de se voltar contra elas. Quando a mensagem "Juntos, pelo desconto Visa" fosse enviada 5 mil vezes, o supermercado venderia um acessório para jogar o game Guitar Hero pela metade do preço. O estoque acabou em 35 minutos, o que fez os internautas imediatamente iniciarem uma onda contrária, divulgando mensagens desaforadas. No dia seguinte, as empresas fizeram uma "reconciliação" pondo à venda mais 100 unidades. O saldo foram 17 mil "tweets" a favor e 4,6 mil contra.

 

A agência ID/TBWA, que desenvolveu a campanha, diz que o regulamento indicava claramente que a promoção era válida até o fim do estoque. "A reação não era esperada, mas é um dos riscos a que estamos sujeitos nas redes sociais", disse o diretor executivo Igor Puga. "Só conseguimos reverter a situação porque não esbarramos em burocracia nas empresas para anunciar em pouco tempo uma nova promoção."

 

Riscos desse tipo fazem a ACSP orientar seus associados a aderir gradativamente às redes. Para a superintendente de Marketing da ACSP, Sandra Turchi, pequenas e médias empresas devem usar esses meios primeiro para conhecer e se aproximar dos clientes.

O uso das mídias sociais tem se tornado cada vez mais popular no Brasil. Desde o surgimento do Orkut até a atual febre do Twitter e do Facebook, pessoas de todas as idades utilizam essas ferramentas para os mais variados fins - de contatos profissionais a paquera, de divulgação de portfólio a bate-papos com os amigos. No trabalho, com o acesso à internet, o uso das mídias sociais para fins pessoais continua, e pode se tornar um fator de queda de produtividade. Mas, será que o caminho certo para os empregadores é simplesmente proibir a utilização desses meios durante o expediente?

Segundo pesquisa da Manpower, empresa de recursos humanos, as companhias brasileiras são as que mais têm políticas sobre o uso de mídias sociais no trabalho. De acordo com o estudo, 55% das empresas no Brasil têm alguma política nesse sentido, contra apenas 20% na média global. No País, a pesquisa mostra que o setor de finanças é o que mais controla os empregados (81%), seguido de transportes (65%) e administração pública e educação (58%).

Ao examinarmos os motivos que levam as instituições brasileiras a adotar a regulamentação, podemos notar que o foco está no gerenciamento de riscos, não na maneira como elas podem aproveitar as ferramentas em benefício dos empregados e do negócio. Tal abordagem das mídias sociais pode se mostrar equivocada. Uma política proibitiva ignora todo o potencial das ferramentas. É certo que o crescente uso dessas redes traz desafios para o gerenciamento de imagem das organizações, que provavelmente precisarão exercer algum controle, mas elas também apresentam uma nova gama de possibilidades para construir uma empresa vencedora. Proibir não é o melhor caminho, pois as redes sociais podem ser úteis em manter os colaboradores engajados, gerar acessos ou atender melhor aos clientes.

No mundo todo, o número de empresas que controlam as redes sociais é consideravelmente menor do que no Brasil. As Américas apresentam uma média de 29% de instituições que dizem controlar as redes sociais: no México, 29%, Canadá, Costa Rica e Guatemala, 27%, Argentina e Peru, 26%, Colômbia, 25%, e Estados Unidos, 24%.

Na Ásia e no Pacífico, a média de empresas com políticas de comando fica em 25%: China, 33%, Nova Zelândia, 32%, Austrália, 31%, Hong Kong, 27%, Japão, 25%, Taiwan, 23%, Cingapura, 14%, e Índia, 11%.

Europa e África apresentaram a menor média de controle, apenas 11%. Na Polônia, apenas 1% das empresas tem políticas nesse sentido, na França, 2%, Áustria e República Tcheca, 4%, Alemanha e Suíça, 6%, Bélgica, Romênia e Suécia, 7%, Grécia, Itália e Espanha, 10%, Hungria e Noruega, 11%, Holanda, 13%, Irlanda, 15%, Reino Unido, 22%, e África do Sul, 40%.

Mas a ausência de políticas para o uso das mídias sociais, como vemos em muitos países, se mostra bastante prejudicial às empresas. Esses meios de comunicação estão presentes na vida do trabalhador, e podemos dizer que é inútil simplesmente ignorá-los. Assim, é necessário criar maneiras de utilizar as ferramentas de modo inteligente e vantajoso, e não proibir ou ignorar o seu uso.

Uma dica importante para o uso produtivo das mídias sociais em empresas é que os colaboradores sejam desafiados a inovar. Eles devem ser incentivados a criar novas maneiras de usar as ferramentas para melhorar seu trabalho. É importante estar atento aos especialistas da equipe, deixando-os assumir a tarefa de lidar com as mídias.

Dessa maneira, as mídias sociais podem ser úteis na divulgação de novos produtos, em pesquisas de satisfação com clientes e para passar dicas de utilização de serviços, entre outras inúmeras funções.

A base de qualquer rede social saudável é o comprometimento dos usuários. Assim, os empregados devem ajudar o desenvolvimento e implantação da rede, promovendo a confiança nos objetivos instituídos. Dessa maneira, se as empresas estiverem preparadas para adotar as mídias sociais - e não simplesmente proibi-las - pode haver benefícios consideráveis. Informações do DCI.

O foco principal ainda é o relacionamento com seus clientes. Mas as empresas brasileiras já descobriram outros usos para as redes sociais -- como a possibilidade de monitorar a concorrência.

O LinkedIn é uma das redes com o maior potencial nesse sentido, segundo Alessandro Barbosa Lima, presidente da consultoria E.Life, de mídias sociais. Isso porque a ferramenta registra as contratações e a movimentação das empresas.

"Se o concorrente contratou um grande número de pessoas na América Latina, por exemplo, provavelmente ele está com uma estratégia para aquele mercado", diz.

Maurício Bichara, gerente de divisão de internet do Banco do Brasil, afirma que o "benchmarking" (identificação de referenciais de excelência) feito antes nos canais presenciais alcançará também as redes sociais.

"Temos ferramentas [de monitoração] e pesquisamos as "hash tags" [símbolo do jogo da velha que indica um assunto no Twitter] que têm a ver, como nomes dos bancos, até para ver o que é que está acontecendo", explica.



Outro uso das redes sociais valioso para as empresas é a prospecção de clientes. Em junho, o Banco do Brasil realizou a primeira venda no Brasil via web 2.0.

A equipe do banco que monitora a rede captou um usuário no microblog, não correntista, com interesse em contratar um seguro de viagem. Após entrar em contato, o banco fechou a venda.

"O @BBSeguros deu um show. Contratei um seguro para minha viagem através do Twitter sem sair de casa, com um atendimento espetacular. Parabéns", tuitou o cliente à época.

Já o Santander tem um canal de educação financeira no YouTube e uma página no Formspring (de perguntas e respostas), que usa para verificar as demandas dos consumidores e adequar os seus produtos a elas.

"Esses canais servem para tirarmos as dúvidas e compartilharmos o que achamos que é melhor para esse cliente naquele momento", afirma Fernando Martins, vice-presidente-executivo de marca, marketing e comunicação corporativa do banco.

INTELIGÊNCIA

Para Lima, a inteligência das multidões é outro ponto a ser considerado, mas que as empresas ainda não aprenderam a utilizar.

"É preciso capturar um pouquinho da inteligência que os clientes trazem quando interagem para melhorar os produtos", afirma Fábio Cipriani, consultor em mídias sociais da Deloitte.

A Camiseteria, que confecciona camisetas, é um exemplo de uso da interação. O site da empresa tem um concurso permanente em que os próprios usuários enviam sugestões de estampas e votam nas melhores. As mais votadas são premiadas e depois vendidas.

"Há cerca de três lançamentos semanais e não temos uma equipe de criação, temos usuários muito criativos, isso sim", diz Fábio Seixas, um dos sócios.


Pesquisas recentes mostram que o tempo que os usuários gastam no Facebook é mais do que dobro do tempo gasto por eles no Google. Boa parte do consumo de informações desses usuários não provém mais de um sistema de busca, agora eles acompanham o conteúdo compartilhado por seus contatos numa rede social. Esse conteúdo pode variar de mensagens pessoais e fotos até links para artigos interessantes e opiniões próprias sobre um produto ou serviço.

O conteúdo compartilhado tem duas características importantes que o diferencia do que estávamos acostumados a consumir.

A primeira é que não temos apenas grandes empresas nos bombardeando com propagandas. Os usuários comuns dividem o meio de publicação igualmente com elas. Da mesma forma que uma multinacional pode enviar um link que fala bem do seu produto, outros milhares de usuários podem fazer o contrário. Mesmo que a grande empresa seja mais influente, várias pessoas juntas acabam tendo um poder parecido ou maior.

O poder não é maior apenas por causa do número de usuários. É mais comum alguém acreditar na opinião dos seus amigos do que na propaganda de uma grande empresa. Isso é fácil de compreender. Você confiaria mais no que diz alguém que é pago pela empresa da qual ele está falando bem ou num usuário que não tem ligação nenhuma com a empresa, que você conhece e que simplesmente quer expressar sua opinião porque gostou muito ou teve algum problema com um produto?

A segunda característica do consumo de informações numa rede social é que não precisamos mais buscar as informações, elas simplesmente aparecem.

No caso do "Twitter substituindo os feeds?", se você possui amigos com interesses parecidos com os seus e se você assina feeds relacionados a esses interesses, com certeza seus amigos no Twitter compartilharão alguns dos links que você iria ler pelos feeds. Isso acontece porque os seus amigos também assinam alguns feeds que você assina e eles já podem ter lido um artigo antes de você e compartilhado no microblog.

Nossa rede de contatos acaba se transformando num filtro natural de informações na rede. Se antes você olharia todas as novidades nos feeds e escolheria o que é relevante para ler, no Twitter alguém já teria feito isso por você. Claro que o filtro de informações de uma outra pessoa é diferente do seu, mas se alguém compartilhou um link ou se várias pessoas compartilharam aquele mesmo link, ele tem grande potencial de ser no mínimo interessante.

Esse é um de muitos casos que podem ocorrer. O compartilhamento de conteúdo não se resume ao Twitter e a feeds. Podemos ter muitos outros casos de substituição de uma busca mais geral e ativa para algo filtrado e passivo.

A mídia social é fortissíma. As pessoas antes sem acesso a grandes meios de divulgação hoje escrevem lado a lado de grandes marcas e, assim, novos formadores de opiniões acabam surgindo, pois eles têm um poder de alcance muito semelhante ao de qualquer grande empresa. Esse poder de divulgação é potencializado pelo laço de confiança maior entre amigos em relação a empresas, pois é mais fácil confiar em mensagens pessoais do que em propagandas. Informação do Imasters

O avanço das redes sociais em atividades como colaboração, troca de informações e fonte de pesquisas esgueirou-se com facilidade no seio das empresas e sua aceitação rápida e estrondosa pegou todos de surpresa. No início, eram consideradas fontes de dispersão, principalmente para funcionários mais jovens. Mas elas ganharam características profissionais e impactaram o mundo corporativo. Os casos de sucesso provam que não é mais possível ignorar as redes sociais.


Algumas companhias ingressaram nesse mundo com ações direcionadas ao atendimento a clientes via Facebook e Twitter. Não demorou para perceberem que as discussões geradas nessas redes sobre a empresa poderiam ser usadas de forma estratégica, inclusive para a criação de novos serviços e mapeamento mais eficiente do mercado.


O consultor sênior da TGT Consult, Waldir Arevolo, afirma que esse uso convergente da mídia está se mostrando a melhor prática do mercado.  Segundo ele, usar as inovações das redes e se aproveitar da coletividade para gerar boas experiências “é uma forma de manter a marca sempre em evidência, aprimorar os serviços e impactar os negócios”.


Outro elemento importante que as redes sociais trouxeram foi uma forma mais eficiente e rápida de avaliar a imagem perante clientes, assim como resultados de campanhas de marketing. De acordo com o analista da consultoria IDC, e professor de pós-graduação da PUC-SP, Alexandre Campos, antes as empresas só conseguiam identificar certas tendências relacionadas à sua marca ou a serviços por meio de extensas pesquisas de mercado.

“Hoje, o retorno é imediato e o aumento do acesso às redes só vai reforçar isso, principalmente no Brasil”, diz, acrescentando que vale destacar a chegada do Facebook no Brasil como indicativo da importância de tendências como marketing digital e negócios na web 2.0.


As redes também contradizem a ideia de que um alcance abrangente só era viável para grandes empresas, com altas quantias para investir. A opinião de especialistas é que elas trouxeram outro nível de competitividade, reforçando a crença de que entrar nelas, com planejamento, é uma atividade fundamental atualmente.


Seguindo as tendências das redes sociais, a Bolsa de Mercadorias e Futuros Bovespa (BM&F Bovespa) começou a estudar, em 2009, qual seria a estratégia ideal para tirar proveito delas com a meta de popularizar o mercado de ações, que até alguns anos tinha um público muito restrito. A primeira etapa foi escolher as que tinham mais a ver com a proposta, o que resultou na escolha do Twitter, Facebook, Yahoo Respostas e Orkut.


O Twitter, pela característica de fonte de informações rápidas, passou a ser utilizado para divulgar cursos gratuitos, inscrições, números da bolsa, entre outros. O Yahoo Respostas para responder questões de usuários da rede sobre os temas que dizem respeito à Bovespa. E Orkut e Facebook como comunidades: participantes entram, tiram dúvidas, criticam e dão orientações para nortear a estratégia da Bovespa.


A empresa ainda não tem métricas bem definidas dos resultados, mas já notou grande retorno em seguidores, que formam um público diferente dos que apenas visitavam o site. “Trata-se de um grupo que interage mais e que gera informações importantes. Essa experiência já apoia voos maiores da Bovespa nas redes sociais”, avalia a gerente de Internet da BM&F Bovespa, Renata Martins.


A experiência foi turbinada com o lançamento de um aplicativo que simula a participação no mercado de ações e é uma competição, em que os participantes compartilham resultados e conseguem comparar o desempenho com outros amigos. “O planejamento para 2011 é manter esse trabalho e aumentar a abrangência de atuação nas redes, aproveitando as tendências e oportunidades”, diz Renata.


A operadora Porto Seguro também possui atuação intensa nas redes sociais, mas iniciou estratégia um pouco antes, em 2007, quando a área virou uma gerência específica diretamente ligada à vice-presidência executiva da organização. O primeiro trabalho foi de monitoramento das redes sociais, para o qual contratou uma empresa especializada.


“Terceirizar foi importante para começar, não tínhamos tanto conhecimento e precisávamos diagnosticar as redes sociais. Nos surpreendemos com alguns dados que indicavam como as pessoas se relacionavam com a marca, entre outras informações. A partir daí, traçamos estratégias”, relata o gerente de Canais Eletrônicos da Porto Seguro, Rafael Caetano.

O foco inicial era ser forte em atendimento, integrando o processo com o serviço de atendimento ao cliente (SAC) da empresa, cujas solicitações acontecem mais via Twitter. Depois, realizamos ações no Facebook, Orkut, LinkedIn, Twitter e Youtube, inclusive via compartilhamento de vídeos e fotos relativos a atividades da companhia.


Em relação à tecnologia, a empresa usa algumas das principais ferramentas do mercado para monitorar, o que apoia a equipe interna. Hoje, a Porto não contrata mais profissionais para esse fim, a menos que precise de um esforço pontual maior, em campanhas específicas.

Para Caetano, a integração das redes sociais com outras mídias também traz muitos frutos. Foi o que aconteceu na campanha do Trânsito Mais Gentil, que pregava tolerância no trânsito e tinha como um dos objetivos reduzir o número de sinistros, que impactam diretamente no negócio da organização.


“A campanha foi disseminada por meio dessa integração e tornou-se um dos nossos casos de sucesso.” Para o futuro, o gerente de Canais Eletrônicos da Porto Seguro relata a busca por compreender como as pessoas interagem e se comportam nas redes para ajudar os corretores de seguros a estreitarem relacionamento com os clientes por meio desses canais.

“É importante que o grupo de corretores consiga entender e diagnosticar necessidades dos clientes pelas redes que não seriam identificadas de outras formas. A Web 2.0 tem esse poder”, afirma.


Tecnologias


O empenho de algumas companhias em atrelar as redes sociais às suas tecnologias núcleo comprova a demanda do mercado. É o caso da Oracle, que trabalha com o conceito de mídia social no seu middleware. Segundo o consultor sênior de Vendas da Oracle do Brasil, Dênis Abrantes, a ideia é levar todo o conceito das redes sociais para dentro das aplicações, tanto para uso interno quanto para aplicações externas.


O principal discurso da empresa é o da produtividade: com informações disponíveis em tempo real, graças às características colaborativas, o tempo dos processos e das atividades é reduzido sensivelmente. “A intenção é colocar à disposição das companhias todos os recursos das redes em camadas especializadas de software, para que elas sejam aplicadas da melhor maneira para cada organização”, diz Abrantes.


A SAP, também seguindo a mesma trilha, quer aprimorar soluções de busca inteligentes e análise de conteúdo gerado pelas redes. São ferramentas de monitoramento independentes do ERP, que permitem aos usuários observar seu próprio contexto e o dos concorrentes na mídia social para embasar as tomadas de decisão.


A organização também se dedica a soluções para integrar as redes sociais como mais um canal de atendimento na estrutura de SAC das companhias, integrada também às ferramentas analíticas. “A estratégia é oferecer soluções que possibilitem aos usuários uma postura proativa em toda a rede social, além de avaliar tendências”, diz o arquiteto de soluções SAP, Diego Anunciato.


Fonte: ComputerWorld

Empresas e Outros Tipos de Organizações Que nao SABEM Como Criar, gerenciar e lidar com UMA page Empresarial no Facebook, uma ágora Terao Acesso hum Guia on-line de Como administrar Seu Perfil.

O Facebook para empresas de ajudar a orientar oferece hum tutorial com o Passo a Passo de Como Abrir, organizar e utilizar uma Rede Social parágrafo promover SUA Empresa.    

De acordo com o site da CNet , o Guia explicativo Primeiro Como CRIAR UMA Melhor Página parágrafo CADA Tipo de Negócio. DEPOIS, a Mostra Como OS Empresários podem Publicar anuncios e Histórias de Patrocinadores parágrafo melhorar SUA imagem. E Por Ultimo, o Facebook sugere alguns Aplicativos Que possam Transformar uma page in UMA Plataforma rica Pará a Empresa.   

A Rede de Mark Zuckerberg está offline encorajando e aprimorando uma Criação de PERFIS Corporativos. Em Março Desse Ano, o Facebook JÁ havia Lançado UMA Ferramenta Que possibilita uma Migração de Perfil hum hum especial par Perfil Empresarial.

Enquanto a Google pediu para as empresas esperarem um pouco para usar sua nova rede social Google+, o rival Facebook está ajudando as companhias a entrarem em seu site.

 

A maior rede social do mundo lançou uma página chamada Facebook para Negócios. A página guia as empresas sobre como fazer melhor uso do site e suas páginas, anúncios, ofertas, plugins sociais e reportagens patrocinadas. A página foi adicionada ao Facebook após a Google não apenas pedir para as empresas esperarem por uma versão mais robusta do Google+, mas também “despachou” algumas companhias que haviam criado perfis por conta própria. “Não que exista alguma urgência aí (para o Facebook) pular nisso antes que a Google se apronte”, disse o analista do Yankee Group, Zeus Kerravala. “Se o Facebook conseguir dar um salto agora (no mercado corporativo), isso os coloca em uma posição de liderança.”

Um porta-voz do Facebook disse que a nova página tem foco em ajudar pequenas empresas a conseguirem entrar no novo mundo social. “O Facebook (para Negócios) permite que pequenas empresas criem experiências sociais ricas, construam relações duradouras e ampliem o tipo mais poderoso de marketing – o boca-a-boca”, disse o porta-voz do Facebook, Carley Lake. As empresas têm mostrado interesse em criar uma presença no Google+, lançado há quase um mês.


Apesar de possuir menos membros que o rival, a rede da Google tem despertado interesse significativo entre consumidores e empresas. Companhias como a Ford Motor e Sesame Street entraram cedo no Google+. Mas a gigante de buscas rapidamente pediu para que deixassem de usar o site, reconhecendo que a primeira versão é direcionada para indivíduos. A Google ainda adicionou que um site focado em empresas está sendo desenvolvido. E o interesse nessa versão corporativa do site tem sido tão grande que a Google acelerou o ritmo de seu desenvolvimento. Primeiro, a empresa disse que pretendia lançar uma versão corporativa do Google+ até o final do ano. Alguns dias depois, afirmou planejar em breve escolher algumas companhias para participar de testes.


E na última semana, mudou sua posição novamente, ao anunciar planos de lançar uma versão corporativa do site para todos já nos próximos meses. Kerravala disse que há um momento muito bom para as empresas se envolverem com redes sociais, apesar de nenhum dos sites acima terem facilitado isso. “Não acho que exista um papel nas redes sociais para as empresas, diz. “Penso que ninguém realmente ajudou as companhias a descobrirem isso.” “Parece que essa nova página explicativa do Facebook é quase como um modelo de siga os pontinhos para os negócios.


É uma ideia legal. Acredito que a maioria das companhias não tem a menor ideia do que fazer lá”, disse.



Muitas empresas que fazem negócios com outras empresas – o chamado business-to-business (B2B) — ainda hesitam em adotar as mídias sociais como parte de sua estratégia de comunicação por não conhecer ou não acreditar no potencial dessas ferramentas.


A maioria pensa que mídias sociais só são úteis quando o negócio é B2C (business-to-consumer), ou seja, diretamente com o consumidor final. Se você é um dos “desconfiados”, saiba que o B2B pode se beneficiar e muito das mídias sociais.


Para isso, é preciso ter em mente quatro aspectos:


#1 O relacionamento continua sendo entre pessoas.

Seja espontâneo e humano. Embora você represente uma empresa, está também falando com uma pessoa do outro lado. É a relação pessoal de confiança que vai gerar credibilidade e regularidade nesse contato. Aproveite para fazer networking online e offline, conjugando interação nas redes sociais e em eventos presenciais. Alimente o CRM da sua empresa com esses contatos.


#2 Segmente o conteúdo para o seu público-alvo.

Como o público B2B é mais restrito, permite que você tenha mais foco na sua comunicação. Produza informação relevante, interessante e útil para esse público.


#3 Identifique os canais que seu público utiliza.

O que faz sentido na sua área de atuação? LinkedIn, blogs, fóruns, Twitter? Para cada um deles, utilize linguagem específica. Em todos esses canais, procure ouvir, participar, interagir, contribuir. E, por favor, não fique bombardeando as pessoas com propaganda do seu negócio.


#4 Dissemine seu conhecimento e competência.

No segmento business-to-business, o que conta muito é a sua expertise. Outras empresas comprarão seus produtos ou serviços porque acreditam na sua competência, o que gera credibilidade e confiança. Procure fazer isso em seus processos produtivos, mas lembre-se que a comunicação deve refletir isso em igual medida. Mantenha regularidade e coerência na sua comunicação online e offline.


Por fim, lembre-se: mídias socias não são canais de propaganda ou vendas. São plataformas de comunicação e relacionamento.


Fonte: Exame

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O brasileiro adora uma rede social. Primeiro, a espantosa adesão ao Orkut, muito superior a quaisquer outros países. Agora, o estrondoso sucesso de Facebook, Twitter e YouTube abriu uma ampla janela de oportunidades para a defesa do consumidor. Aqueles que se sentem lesados por empresas das quais compraram produtos e serviços podem dar muito mais visibilidade a suas reclamações e arranhar a imagem da companhia, conforme o tamanho de sua rede de amigos.


Mesmo assim, nada garante a reparação do dano. Para se ter uma ideia, um levantamento divulgado em outubro pela empresa de pesquisa Maritz Research, dos Estados Unidos, apenas 30% das pessoas que reclamam no Twitter recebem algum tipo de resposta das empresas.


Como no mundo das redes o coletivo é voz que pesa, números como os encontrados pela pesquisa levaram dez microempreendedores de São Paulo a se unir para lançar uma nova plataforma, atrelada ao Facebook, cujo objetivo é reunir consumidores com os mesmos tipos de problemas e, em conjunto, encaminhá-los às empresas, ao Ministério Público, aos Procons e às agências reguladoras. A plataforma entra no ar na próxima segunda-feira, 21.


A ideia, segundo a sócia-fundadora do Zaanga.com.br, Raquel Costa, é melhorar concretamente a relação entre as empresas e os consumidores lesados. "As empresas conseguem monitorar quantas vezes são citadas nas redes. Mas o consumidor não tem como saber quantas pessoas vivem o mesmo problema que ele. O Zaanga permite que eles se encontrem e ajam conjuntamente", esclarece Raquel.


O consumidor acessa o Zaanga a partir de seu cadastro no Facebook, preenche um questionário em que, a partir de palavras-chave, vai permitir que tome conhecimento de outro tanto de pessoas com o mesmo problema. A partir daí, ele tem a opção 'mobilize-se', caso queira ter sua reclamação encaminhada para a empresa e órgão competentes - uma advogada se encarrega de fazer os encaminhamentos. As respostas chegam também pela mesma plataforma. Usuário não será tarifado. Caso não queira mobilizar-se, pode ficar apenas como observador.


Na linha das empresas startup, os investimentos na nova plataforma foram basicamente em capital intelectual. Segundo Raquel, não existe iniciativa como essa no Brasil. Ela também não tem conhecimento de nada parecido no mundo. O Zaanga é administrado por quatro equipes: concepção de produto, tecnologia, comunicação e jurídico. A ideia nasceu da experiência dos fundadores nos dois lados da mesa: como consumidores que já foram lesados mais de uma vez e como consultores de empresas.



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O poder das mídias sociais se consolida cada vez mais no mercado de trabalho. A tecnologia permite aos headhunters refinarem a busca por um perfil desejado e possibilita que o candidato exponha suas expertises de maneira abrangente. Um estudo recente feito pela consultoria americana Reppler, especializada em gerenciamento de imagens nas mídias sociais, mostra que 68% dos 300 recrutadores investigados na pesquisa já contrataram um profissional através das redes sociais.


Facebook, LinkedIn e Twitter são os principais sites monitorados por consultorias e empresas em busca de funcionários. E a maneira como um candidato se comporta no mundo virtual pode ajudar a definir sua carreira. O estudo da Reppler aponta que 69% dos consultores em RH rejeitaram aspirantes a uma vaga graças a fotos ou posts inapropriados. "Zelo com a imagem é fundamental neste ambiente", afirma Rogério Sepa, consultor da DBM, especializado em gestão de carreiras nas redes sociais.


Segundo Rogério, uma tendência deste canal é eliminar fronteiras profissionais. "Contratações internacionais começam a despontar. Algumas empresas americanas, por exemplo, têm encontrado brasileiros via web", diz. O consultor explica que os recrutadores começam sempre pelo LinkedIn, a principal rede social corporativa. "Em seguida, os perfis disponibilizados no Facebook e Twitter entram como pontos de referência adicionais". Saiba como construir perfis aliados da sua carreira:


Invista nos relacionamentos profissionais pela web


LinkedIn

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Principal canal de recrutamento no mundo corporativo. Para participar ativamente o candidato deve manter um perfil atualizado e completo Adicionar foto ao perfil é importante porque transmite credibilidade. Recomenda-se uma pose formal - terno e gravata é a pedida para os homens, bem como maquiagem leve para as mulheres.


Quem faz cursos de extensão ou pós-graduação no exterior deve valorizar essa informação adicionando-a tanto no resumo inicial, quanto nos campos novos, exclusivos para estudos.

Criar perfis em inglês é fundamental, especialmente entre aqueles que desejam fazer carreira internacional. Conteúdo só em português deixa o candidato invisível no exterior. Essa regra é válida para todas as mídias sociais.


Para se destacar nas buscas, o profissional deve participar de discussões e fóruns ligados à sua área de atuação.


Facebook

Bastante utilizado por recrutadores nos Estados Unidos e Europa. Para reforçar as informações profissionais, aposte nos aplicativos Branch Out e Talent.me. Essas ferramentas criam interfaces destinadas ao contato corporativo dentro do próprio site Separe seus contatos entre amigos, profissionais e colegas. Assim, os comentários pessoais irão apenas para sua rede direta de amizades.

Preserve sua imagem. Não poste ou compartilhe informações, fotos e links ofensivos, preconceituosos ou íntimos demais. Evite críticas ácidas aos atuais (ou ex) empregadores e colegas de trabalho É um ótimo canal para manter contato com seu networking internacional na volta do intercâmbio, principalmente em cursos de pós-graduação, que costumam reunir profissionais altamente qualificados


Twitter

Esta ferramenta é usada como ponto de controle entre as outras redes sociais. Muitos candidatos que mantêm a elegância no Facebook e LinkedIn podem escorregar no Twitter, gerando conteúdo questionável pelos recrutadores.


Faça uma revisão periódica e remova informações que possam prejudicá-lo. As empresas têm softwares de rastreamento capazes de encontrar qualquer dado comprometedor.


Siga pessoas e empresas interessantes, mesmo que não sejam relacionadas à sua área de atuação. Faça comentários pertinentes e posicione-se em relação a suas ações.


Neste canal os recrutadores irão compreender melhor a opinião do candidato sobre determinados assuntos e perceber se suas ideias são compatíveis com o perfil da companhia.

“Mudou o jogo na comunicação entre empresas, clientes e governo”, afirmou o diretor-geral da comScore Brasil, Alex Banks, durante o Digital AGE 2.0 2011. As empresas já descobriram que as mídias sociais permitem maior interatividade e comunicação direta com o consumidor. Ao mesmo tempo é um instrumento importante no relacionamento com fornecedores e públlico.


Segundo estudo recentemente divulgado pela empresa de pesquisa GfK, 43% dos brasileiros costumam usar mídias sociais como Orkut, Facebook, Twitter e YouTube. Revelou ainda que 27% dos usuários de redes sociais costumam usá-las para pesquisar uma marca e 17% para recomendá-la. O resultado mostra que, independentemente das políticas das empresas em relação ao meio digital, suas marcas já estão na rede, sendo avaliadas, criticadas ou elogiadas pelo consumidor que tem conta no Facebook ou no Twitter.


A maioria das corporações brasileiras que adota estratégias para o fenômeno das mídias sociais, segue um movimento já em curso no mundo, em que, “cada vez mais as empresas, com a assessoria das agências de marketing, estão trabalhando nas redes sociais para se relacionar com o consumidor”, segundo Alexandre Campos, consultor da consultoria IDC.


Para grande parte das companhias, o que prevalece é a gestão das redes sociais ficar a cargo das áreas de Marketing e Comunicação. E o papel do CIO? Para o diretor de Sistemas de Informação para América Latina da Rhodia, Fernando Birman, a TI oferece condições para que as áreas interessadas desenvolvam projetos relacionados às mídias sociais.


“Isso vale para rede social e qualquer outra iniciativa das unidades de negócios. Na Rhodia, é o negócio que ‘puxa’ os projetos. Eu entro como facilitador e incentivador da inovação”, diz Birman. Outro papel importante do CIO, segundo o executivo, é o de prospectar tendências.


Além disso, segundo a opinião de Birman, o setor de TI tem também a vantagem de orientar as outras que estão na linha de frente de relacionamento com as mídias sociais. “Uma empresa como a Rhodia, por exemplo, tem um conjunto de regras. Há políticas de comunicação, comportamento e informática. E mídia social uniu várias disciplinas. Na nossa área, a orientação em relação às boas práticas de informática ajuda”, diz.


O executivo esteve envolvido no projeto da empresa para redes sociais, cujo objetivo foi melhorar a aproximação com o consumidor final e dar mais visibilidade à Global Business Units Fibras (GBU), unidade produtora de fibras à base de poliamida usadas na confecção de roupas.


Embora a GBU não se relacione diretamente com o consumidor final, a unidade colocou a marca Rhodia nas mídias sociais para falar com comunidades que, de alguma forma, estão ligadas ao mundo da moda.


“A relação B2B pressupõe um número muito menor de interlocutores em comparação com uma companhia de B2C, que pode ter milhares, centenas de milhares de clientes. Isso leva às empresas que estão em determinada posição na cadeia produtiva a serem mais conservadoras em relação à comunicação e acabam não percebendo valor nas mídias sociais”, explica a gerente de Marketing da Rhodia Fibras, Elizabeth Haidar. Segundo ela, na Rhodia em determinados setores a aposta em redes sociais pode não ter sentido, não agregando valor.


Porém, o setor de fibras é diferente, em que a questão da mídia social passou a ser uma aposta do marketing, e foi uma extensão de uma política de comunicação que já se preocupava em fortalecer a marca antes do advento da era digital. “Temos uma tradição histórica de querer trabalhar a marca junto ao consumidor final. Com o aparecimento das mídias sociais, as observamos como algo importante estrategicamente”, afirma.


Segundo a gerente de Marketing, a mídia social colabora para que o cliente direto da Rhodia, em grande parte fabricante de vestuários, reforce junto ao consumidor final a qualidade da matéria-prima que seu produto emprega. A ideia foi trabalhar com toda a cadeia produtiva do setor têxtil.


A divisão de fibras da Rhodia começou a ser implementada utilizando o Twitter no final de 2009 – atualmente a empresa tem cerca de 12 mil seguidores. “No Twitter, chamávamos a atenção dos consumidores para buscar nos nossos portais para entender a tecnologia dos nossos produtos. O resultado foi muito bom em um intervalo de seis meses, o que nos levou a criar um blog, em 2010. Afinal, precisávamos de dar informações mais aprofundadas, já que o Twitter tem limitações de espaço.” A empresa acabou entrando também no Facebook, em abril de 2011.


De acordo com Elizabeth, o trabalho é feito por jornalistas que postam conteúdo que vão além de informações sobre a marca. “Um exemplo é o segmento esportivo. Postamos assuntos relacionados ao campo esportivo, para que o meu consumidor receba material útil para o dia a dia dele. Falamos de eventos, dicas para práticas esportivas e sobre hábitos alimentares. Ele nos segue não por causa da marca, mas porque recebe informações úteis.”


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“Acho que a Rhodia, assim como outras empresas, ainda está aprendendo sobre o papel das redes sociais. Isso tornou-se uma prática”, afirma Birman. O executivo deve apostar agora na disseminação do sucesso da unidade de fibras para outras áreas da Rhodia. “O desafio será convencer outras pessoas do grupo a se aproximar das redes sociais.” 


Segundo ele, outro projeto da empresa é permitir o uso interno desses canais.


“O caminho já foi delineado. Se você quiser, pode aumentar a colaboração na própria organização, trazendo a mídia social para melhorar a comunicação com funcionários.


Queremos fazer algo inovador com eles. Afinal, temos 1,5 mil usuários em potencial”, afirma, sem revelar detalhes de como será.


Maior empresa de cosméticos do Brasil, a Natura apostou numa estratégia diferente da grande maioria. Criou a diretoria de Internet e Mídia Digital que, atualmente, é liderada por Fábio Boucinhas. Segundo o executivo, com a iniciativa, a corporação prepara-se para o futuro, quando as mídias sociais terão papel fundamental nos negócios. “A criação dessa diretoria mostra a importância que a empresa dá aos meios digitais e às redes sociais. A Natura criou essa área com objetivo não só de pensar de forma mais holística sobre tudo o que é feito nos meios digitais, como também preparar a empresa para seu futuro e o de suas consultoras.”

Atuando no mercado de cosméticos por meio da venda direta, a Natura tem, segundo Boucinhas, presença multicanal para extrair o máximo dos meios digitais. Possui portais próprios voltados para diversas categorias de produtos, além de perfis no Facebook e Twitter e mantém canais no YouTube. Na relação com as consultoras, que vendem seus produtos, possui canais exclusivos de relacionamento.


“Penso que esses diferentes pontos de presença no meio digital tenham papel definido. Alguns precisam ser monitorados com o objetivo de medir o tempo em que as pessoas permanecem neles. No Facebook, por exemplo, a cada dia as empresas gastam mais tempo nele”, diz Boucinhas.


Ele acredita que, por essa razão, trata-se de uma das ferramentas mais importantes do ponto de vista de relacionamentos e utiliza outros canais, como o YouTube, como uma ferramenta dentro do Facebook. Já os portais próprios, segundo o executivo, têm importância para o relacionamento do consumidor com os produtos e acabam utilizando tanto o Facebook quanto o Twitter para gerar tráfego.


Para Boucinhas, o uso das mídias sociais como ferramentas cria uma “relação simbiótica” entre empresa e consumidor. Trabalhar com as mídias sociais, prossegue, é uma ciência nova, sob o ponto de vista de acompanhar o que ocorre na internet. “Você cria um relacionamento. Há um conjunto de métricas diferente do que estava acosutumado. É preciso ter uma equipe para acompanhar o que tem mais retorno, o que gera mais cliques, os assuntos mais comentados e potenciais crises.”


Boucinhas informa que a empresa tem uma célula de atendimento dedicada aos assuntos de redes sociais e que o retorno desse monitoramento acaba refletindo em várias áreas da Natura.


“Sou par de várias outras diretorias, inclusive TI. Minha área tem função horizontal na empresa, tratando de assuntos que podem remeter à área de atendimento ou à produção.” Em relação à área de TI, a parceria é importante na opinião do diretor. “Qualquer iniciativa nossa acaba na maioria das vezes envolvendo alguns sistemas legados. Há uma relação de interdependência com a TI.”


Um dos maiores fabricantes de pneus do mundo, a Pirelli estreou nas redes sociais em 2006, quando produziu um curta-metragem para ser veiculado no YouTube, a maior novidade da rede naquele ano. “A Pirelli está, há algum tempo, buscando com as mídias digitais um relacionamento com o consumidor, para conhecê-lo melhor. E para o desenvolvimento da marca”, afirma o gerente de Marketing para América Latina da Pirelli, Jan Telecki. A partir do primeiro sucesso no YouTube, a empresa tem inovado e diversificado a atuação nas mídias sociais.


Para fazer a varredura do que estão falando sobre automóveis, corridas e, obviamente, pneus, a Pirelli contratou a Media Contacts. Telecki destaca a forte interação entre as equipes das duas companhias. “Temos profissionais da Pirelli dentro da Media Contacts. São pessoas experientes no âmbito digital, dedicadas à comunicação e que vivem voltadas exclusivamente à rede social.


Outra empresa que tem nas mídias sociais um recurso importante para suas estratégias é a fabricante de caminhões Iveco, braço da italiana Fiat. O meio digital passou a ser protagonista justamente quando a empresa decidiu ser mais agressiva no mercado brasileiro.


No Brasil desde 1997, a organização concorre com marcas tradicionais que está há décadas no Brasil, como Ford, Mercedes Benz e Volkswagen. A partir de 2007, a Iveco investiu em uma total renovação da estratégia de marketing, na qual a inovação digital tem papel fundamental.

O objetivo era simplesmente melhorar a exposição da marca, tornando-a mais conhecida e aumentar o seu valor. Uma pesquisa, encomendada pela própria empresa, apontou que sua marca ainda estava em desenvolvimento no País.


Na estratégia de comunicação, a Iveco inovou em 2009, ao fazer o primeiro lançamento de caminhão via blog no Brasil, tendo como públicos jornalistas, clientes, potenciais compradores, concessionários e colaboradores da empresa. A iniciativa foi tão bem avaliada na companhia, que a página passou a ser o blog oficial da Iveco. A montadora também saiu à frente ao lançar o caminhão Tector Stradale exclusivamente pela internet, em agosto de 2009.

O uso das mídias sociais levou a Iveco a acompanhar as mudanças de tendências no mercado. Os consumidores de caminhões estão mais bem informados do que antes e houve ainda profissionalização do setor de transporte. “Atualmente, as empresas estão mais preparadas, por exemplo, para discutir custos operacionais, características técnicas de produtos, e melhor aplicação para os tipos de carreta”, informa o diretor de Comunicação da Iveco Latin America, Marco Piquini. Para ele, esse movimento tornou mais sofisticado o relacionamento com o consumidor, daí estar antenado com a mídia digital.


“Pretendemos cada vez mais fortalecer esse relacionamento por meio de pesquisa e atuação segmentada. Sabemos que o Orkut possui mais de mil comunidades referentes a caminhões. Qual tipo de discussão é abordado em torno da marca Iveco e de seus concorrentes?”, diz Hellen Santos, analista de Comunicação responsável pela Plataforma de Comunicação Digital Iveco.


Ela afirma que essas informações podem favorecer a empresa em mais uma fonte de melhoria constante de produtos, serviços e processos. “E, ainda, seguramente, trazer cada vez mais inovação e diferenciação para os produtos Iveco.” Em outubro, será lançada uma nova FanPage da Iveco no Facebook, para que o conteúdo da montadora seja melhor agregado à rede social.


Na Iveco, as análises das informações colhidas junto às mídias sociais são realizadas pelo departamento de Comunicação, no entanto, Piquini destaca a importância da Tecnologia da Informação para as áreas de negócios. “A área de TI é fundamental porque a tecnologia nesse campo muda a cada dia, evolui com rapidez impressionante e devem ter o suporte técnico para viabilizar as ideias e as necessidades”, relata Piquini, reforçando que a TI é vital também para contribuir com propostas e soluçõs técnicas que criem situações favoráveis para novos projetos.


Informação | ComputerWorld

O plano de Mark Zuckerberg de transformar o Facebook em uma plataforma de comunicação integrada parece surtir os primeiros efeitos.

A companhia francesa de TI Atos anunciou que vai abolir seu sistema de e-mail. Em vez disso, seus funcionários serão orientados a trocar mensagens por meio do Facebook e de outras redes sociais.

De acordo com o CEO da Atos, Thierry Breton, apenas 10% dos cerca de 200 e-mails que seus funcionários recebem diariamente são uteis, enquanto outros 18% são spam. Isso justificaria a aposentadoria do sistema. A mudança deve ser implementada nos próximos 18 meses.

De acordo com a ABC News, o plano da empresa é, inicialmente, utilizar o Facebook para comunicação interna e, somente depois, estender seu uso para entrar em contato com clientes e colaboradores.

De acordo com uma porta-voz da empresa, eles já reduziram a troca de mensagens internas em 20% nos últimos seis meses. A mudança tem sido bem recebida pelos funcionários.

A Atos possui 74 mil funcionários espalhados em 42 países. No último ano, a empresa teve receita de 11,5 bilhões de dólares.

Apresentado em novembro do ano passado, o sistema Messages do Facebook é capaz de integrar e-mails, SMS, chat e mensagens via rede social. Segundo Mark Zuckerberg, o objetivo da plataforma é simplificar a comunicação entre as pessoas.

Fonte: Exame

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Quando o assunto são as redes sociais, quem faz bonito entre os 30 maiores anunciantes do país? A MITI Inteligência mapeou em 22 de dezembro o desempenho das líderes em gastos em propaganda, segundo ranking do Ibope, no Twitter, Facebook, Orkut, Google +, LinkedIn, Flickr, Vimeo e Foursquare. Quem sai à frente?

Twitter

Infografico 1 redes sociais no Brasil

Infografico 1 redes sociais no Brasil

Com base na quantidade de tweets escritos, é a Vivo que mais aproveita o microblog para fazer contato com o consumidor. Foram mais de 11 mil mensagens desde a inauguração do perfil. Em número de seguidores, no entanto, a companhia fica em segundo lugar, com cerca de 286 mil, bem atrás da sua concorrente Claro, na liderança com 2,6 milhões. Em terceiro lugar, aparece mais uma empresa de telefonia celular, a TIM, com 175 mil. Qual seria o segredo da Claro, então? Provavelmente sua parceria com o craque Ronaldo, responsável pelo perfil da operadora no Twitter.

Facebook

Infografico sobre as redes sociais no Brasil

Na maior rede social do mundo, só dá Coca-Cola. São mais de 36 milhões de curtidas. Muito, mais muito, atrás vem o segundo colocado, o Itaú, com 532 mil. Claro que se deve levar em consideração que a Coca é uma marca muito mais internacional do que o Itaú, mas a Coca também deixa para trás as multinacionais Nestlé, em 3°, com 280 mil, e Unilever, em 4°, com 220 mil. O Guaraná Antarctica, considerado um case de sucesso no Facebook, embora não esteja no levantamento, conta também com respeitáveis 2,9 milhões de fãs.

Orkut

Infografico sobre as redes sociais no Brasil

No Orkut, a liderança também é da Coca-Cola. A comunidade oficial da marca tem 1,1 milhão de membros. A rede social, no entanto, está em baixa com as empresas. Entre os 30 maiores anunciantes, apenas cinco investem em presença oficial no Orkut: Coca, Casas Bahia, Sky, NET e Claro.

LinkedIn

Infografico sobre as redes sociais no Brasil

Ainda que com outro foco, as companhias têm usado a rede social profissional. Quem se destaca no LinkedIn é de longe a HP, com 435 mil seguidores, seguida pela P&G (144 mil) e Unilever (135,5 mil).

Google+

Apesar de já ter liberado a atuação das empresas por meio da criação de páginas, o Google+ ainda é pouco usado pelas companhias no Brasil. Dos 30 maiores anunciantes, apenas o Bradesco mantém uma Google Page.

Flickr, Vimeo e Foursquare

As empresas também ainda não sabem tirar proveito das demais redes da mesma forma em que atuam no Twitter e no Facebook. O Flickr, por exemplo, é usado apenas pela AmBev, dentre os maiores anunciantes. Já o Vimeo e o Foursquare não são utilizados por nenhum deles. Blogs também ainda não conquistaram as companhias. A postagem de informações ocorre apenas para as marcas Vivo, Claro e L’Oreal.

A sua empresa sabe usar bem as redes sociais? Opine!

Fonte: Época Negócios


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