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Um dos sites mais populares do mundo sempre busca segurar seus usuários com novidades. O Twitter anunciou sua nova ferramenta, Twitter Web Analystic, que monitora a atuação de sites na própria rede social, fornecendo estatísticas determinadas.

A rede social pretende fornecer aos seus usuários maiores informações sobre a influência e impacto que suas contas no Twitter têm com endereços que possuem na Web. A ferramenta foi desenvolvida em julho, pela empresa de análise social Backtype, do próprio site.


O responsável pela ferramenta, Christopher Golda, ressalta alguns pontos principais, e novos: quando o conteúdo disponível pelo usuário está sendo compartilhado na rede social, como os botões do site estão sendo utilizados e quanto tráfego o site de relacionamento manda para o endereço on-line em questão.


O Twitter Web Analystic será aberto, nos próximos dias, a um restrito número de parceiros da rede social. Porém, todos os demais usuários poderão ter acesso em algumas semanas. A ferramenta, por enquanto, é gratuita, no formato beta.

No dia 13 de julho de 2009, quando, pela primeira vez, demos o Facebook na capa do Link, ele nem era a maior rede social do mundo, mas já cravávamos que o site havia uma meta bem específica – e o descrevemos como sendo o principal rival do Google.


Aos poucos a comparação entre os dois se tornava mais evidente e uma teoria se formava. O Google surgiu em uma época em que as pessoas ainda estavam se entendendo com a internet e buscavam o que fazer uma vez conectadas. Comparada à saraivada de links do diretório de seu antigo site rival, o Yahoo, a homepage do Google era clean e minimalista, com um único campo de busca no meio de uma página branca, que parecia apenas perguntar que busca o usuário gostaria de fazer.


Veio a web 2.0, em que todo mundo poderia postar o que quisesse online sem a necessidade de entender de programação. Logo vieram as redes sociais e as pessoas começaram a se conectar entre si – e, num segundo momento, a compartilhar conteúdo. E aos poucos mandar uma notícia para outra pessoa, sugerir um site ou mostrar um vídeo engraçado não significava enviar um e-mail para vários destinatários ou esperar que alguém estivesse online no MSN.


Bastava publicar em seu perfil que seus contatos em determinada rede veriam quando o consultassem.


Foi aí que o Facebook floresceu. E o perfil de seus usuários logo deixava de ser uma página com informações pessoais para exibir links, fotos e vídeos, transformando o feed de notícias (área equivalente aos scraps no Orkut ou do blog no MySpace) na primeira coisa que qualquer um vê quando entra no Facebook. Com todo mundo postando sem parar, bastava entrar na rede social para saber o que fazer na internet. Isso tornou a homepage do Google obsoleta.


Esse movimento aconteceu entre 2008 e 2010, quando o Facebook deixou de ser uma aposta para se tornar uma certeza. E logo vieram as especulações a respeito de quando o Google lançaria sua própria rede social.


Mas a empresa não tinha um bom histórico nessa área. Seu caso mais bem sucedido era, até o ano passado, o Orkut, mas o site só deu certo no Brasil e na Índia. Outras tentativas deram com burros n’água. O Google Wave era complexo demais e queria “apenas” reinventar o e-mail (algo como lançar um novo modelo de automóvel com a intenção de, literalmente, reinventar a roda). O Google Buzz foi criado para aproveitar o vácuo do Twitter e até ensaiou dar certo, mas esbarrou em questões legais a respeito de invasão de privacidade. Os dois projetos deram tão errado que foram desligados.


Por isso quando começaram a especular sobre a rede social do Google para enfrentar o Facebook, seus executivos logo diziam que não estavam criando uma rede social, mas uma “camada social” que atravessaria todos os serviços que hoje oferece.


Aí veio o Google + que, por ser de quem é, foi a rede social que mais cresceu na curta história deste tipo de site. Foram 25 milhões de usuários apenas nos dois primeiros meses de atividade do site. E ao mesmo tempo em que cresceu tão rápido, nos provocava com a primeira pergunta que aflige qualquer novo usuário de qualquer nova rede social (“O que eu faço aqui?”) ao mesmo tempo em que causava celeuma entre os entusiastas do Facebook, que o considerava uma versão piorada do site de Mark Zuckerberg.


Mas, como começou a mostrar na prática na semana passada, o Google + não é a rede social do Google. A rede social do Google é o próprio Google.


Explico: quando um de seus fundadores (Larry Page) assumiu o cargo de CEO (antes ocupado por Eric Schmidt) no início de 2011, ele começou a organizar a casa para fazer os inúmeros produtos do site (o navegador Chrome, o sistema operacional Android e as dezenas de sites e serviços oferecidos gratuitamente) conversarem entre si.


Uma operação interna, mas que poderia ser percebida por usuários mais atentos. Aos poucos, aparecia uma lista de links acima de sua homepage, apontando para outros serviços, como o Google Maps, a busca por imagens ou por vídeos, o Google News, entre outros. A lista virou uma barrinha, a princípio branca, que logo ganhou a cor cinza e depois escureceu ainda mais, trazendo ainda outros links para mais serviços da empresa.


E assim que o Google + foi lançado, dois itens novos surgiram nessa barra. O primeiro apareceu bem à direita e trazia a foto que o usuário escolheu para sua conta no Google seguida de seu nome, um número que mostrava se havia novidades no Google + e um campo escrito apenas “compartilhar”. Na ponta esquerda, o primeiro item deixava de ser a busca pura e simples do Google para se tornar o nome do próprio usuário, acrescido de um símbolo de adição (o + da “camada social”) à esquerda.


Essa barrinha está presente em qualquer serviço do Google. Resta agora saber se o Google irá conseguir fazer que as pessoas compartilhem conteúdo no campo específico que determinaram para isso. Enquanto isso, eles seguem tentando – e o anúncio da semana passada foi o primeiro passo para colocar a tal camada social em prática.


É que agora, quando você faz uma busca através do Google, tem duas opções de resultados: ou você vê os links que a maioria das pessoas viu quando buscou pelo termo que você acionou ou pode escolher apenas os links indicados pela sua rede de contatos, restringindo as opções de busca mas trazendo-as para seu contexto pessoal. A mudança pode ser percebida em dois ícones à direita da página, na altura do campo de busca. Clicando no ícone que é um pequeno globo, você vê os resultados gerais. Clicando no ícone que é um pequeno busto, vê o que seus amigos e conhecidos também buscaram.


Essa decisão já gerou controvérsia – a começar pelo Twitter, que afirmou que a mudança restringe o acesso às notícias que estão sendo publicadas naquele exato momento (que é a função atual da rede social dos 140 caracteres), com resultados do Twitter caindo para baixo nas buscas feitas em modo pessoal.


Outro problema é que isso restringe ainda mais a área de alcance de quem quer saber o que está acontecendo, ponto crucial de um dos melhores livros do ano passado, The Filter Bubble (ainda não lançado no País), do norte-americano Eli Parisier. Ele argumenta que, a partir do momento em que os algoritmos das redes sociais vão entendendo a forma como cada um funciona na rede, eles vão oferecendo apenas opções relacionadas ao gosto de quem clica. Isso parece ser prático em teoria – quem clica em muitas notícias de esporte, por exemplo, veria mais notícias relacionadas a esse assunto do que as outras. Mas, contudo, perderia outros assuntos que poderia se interessar, sem ao menos saber que eles estão acontecendo.


Era uma crítica quase direta ao Facebook, mas a partir do momento em que o Google adota uma prática parecida, ela cai como uma luva também para o gigante das buscas. E se você não corre o risco de trombar com algo novo, inusitado ou surpreendente, vai ficar cada vez mais preso à tal bolha-filtro concebida por Parisier.


E isso nos leva à principal dúvida em relação ao Google em 2012: e se, ao apostar em transformar-se numa enorme rede social, o site perderá a mão? E se as pessoas cansarem ou enjoarem de usar o Google? Parece apocalíptico, mas não custa lembrar a velocidade em que as coisas acontecem no mundo digital.


Fonte: Estadão

TwitterUma startup chamada Chirpify lançou nesta quarta-feira (15) uma ferramenta muito útil para as empresas que criam relacionamentos comerciais com seus clientes pelo Twitter: o T-Commerce. A novidade permite que vendas e compras de produtos, bem como a realização doações para campanhas políticas ou organizações sem fins lucrativos, possam ser realizadas no ambiente da rede social.

A plataforma, desenvolvida pela companhia Portland Ore, nasceu graças a uma parceria com o PayPal, permitindo até que transações sejam feitas em peer-to-peer. A primeira empresa a utilizar o Chirpify é a PowerBar. Fãs da marca já podem comprar produtos da empresa pelo Twitter.


Chris Teso, CEO e fundador da startup, espera que isso se estenda para outras grifes. Ele acredita que se for bem sucedido nesta primeira experiência, isso pode ajudar. "É uma forma para as companhias lucrarem com seus seguidores", declarou.


O funcionamento do recurso é bem simples: basta tuitar "@nomedamarca Buy" para comprar algo (levando-se em consideração que, obviamente, a marca em questão também tem que ter a startup habilitada em sua conta no Twitter). Para realizar doações basta digitar "@nomedaempresa Donate". A utilização da ferramenta é gratuita, e mais informações podem ser encontradas no site oficial.


Fonte: Tech Tudo


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Google versus FacebookEm seus 14 anos de existência, o Google conquistou a reputação de empresa dinâmica e inovadora. Mas James Whittaker, ex-diretor de desenvolvimento do Google, diz que o fracasso das suas múltiplas tentativas de enfrentar o Facebook na área de redes sociais deixou a empresa sem rumo e está matando a inovação nela.

Whittaker demitiu-se do Google há cerca de um mês para voltar a trabalhar na Microsoft, onde já esteve antes. Ele publicou um longo texto em seu blog, na última terça-feira, com o título “Por que deixei o Google”. Nele, o engenheiro e executivo critica duramente seu ex-empregador.

Whittaker elogia o ex-CEO Eric Schmidt que, segundo ele, sempre estimulou a inovação. De fato, trabalhar no Google costumava ser um sonho para engenheiros e programadores ambiciosos (e, para muitos, ainda é). Todos podiam dedicar 20% do seu tempo a projetos pessoais. Novas ideias eram premiadas e havia amplo acesso a ferramentas para o desenvolvimento dos projetos.

Tudo isso, é claro, era pago pela enorme receita com anúncios na web do Google. Mas a publicidade, diz Whitaker, não era o foco do trabalho dos engenheiros. Agora é, afirma ele. “O Google pelo qual me apaixonei era uma empresa de tecnologia que dava poder a seus empregados para que inovassem. O Google que deixei era uma empresa de publicidade com uma visão corporativa estreita”, escreve ele.

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A mudança, na visão de Whitaker foi causada pelas sucessivas tentativas fracassadas de competir com o Facebook. “O Google ainda põe mais anúncios em frente a mais gente do que o Facebook. Mas o Facebook sabe muito mais sobre essas pessoas. E os anunciantes valorizam tanto esse tipo de informação que chegam a colocar a marca Facebook à frente da sua própria. Exemplo: www.facebook.com/nike. Uma empresa com o poder e o charme da Nike pondo sua marca depois da do Facebook? Nenhuma companhia jamais fez isso pelo Google. E o Google ficou ofendido com isso”, diz.

Whitaker afirma que Larry Page assumiu o posto de CEO do Google, em abril de 2011, para corrigir isso. Ele colocou o Google+ no topo das prioridades da empresa e desestimulou projetos que não tivessem relação com a rede social. Também fechou o Google Labs, um espaço para novidades criativas, e restringiu o acesso a certas ferramentas. “O tempo em que o Google contratava pessoas inteligentes e dava poderes a elas para inventar o futuro tinha acabado”, escreve ele.

O engenheiro faz uma avaliação nada animadora dos esforços do Google na área de redes sociais. Embora tenha mais de 90 milhões de pessoas inscritas, o Google+ registra níveis muito baixos de atividade. Por isso, vem sendo chamado de cidade fantasma das redes sociais. “O Google era aquele garoto rico. Ele descobriu que não foi convidado para a festa e resolveu fazer sua própria festa como vingança. O fato de que ninguém veio à festa do Google se tornou um elefante na sala”, diz.

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