Quando o assunto são as redes sociais, quem faz bonito entre os 30 maiores anunciantes do país? A MITI Inteligência mapeou em 22 de dezembro o desempenho das líderes em gastos em propaganda, segundo ranking do Ibope, no Twitter, Facebook, Orkut, Google +, LinkedIn, Flickr, Vimeo e Foursquare. Quem sai à frente?


Com base na quantidade de tweets escritos, é a Vivo que mais aproveita o microblog para fazer contato com o consumidor. Foram mais de 11 mil mensagens desde a inauguração do perfil. Em número de seguidores, no entanto, a companhia fica em segundo lugar, com cerca de 286 mil, bem atrás da sua concorrente Claro, na liderança com 2,6 milhões. Em terceiro lugar, aparece mais uma empresa de telefonia celular, a TIM, com 175 mil. Qual seria o segredo da Claro, então? Provavelmente sua parceria com o craque Ronaldo, responsável pelo perfil da operadora no Twitter.

Na maior rede social do mundo, só dá Coca-Cola. São mais de 36 milhões de curtidas. Muito, mais muito, atrás vem o segundo colocado, o Itaú, com 532 mil. Claro que se deve levar em consideração que a Coca é uma marca muito mais internacional do que o Itaú, mas a Coca também deixa para trás as multinacionais Nestlé, em 3°, com 280 mil, e Unilever, em 4°, com 220 mil. O Guaraná Antarctica, considerado um case de sucesso no Facebook, embora não esteja no levantamento, conta também com respeitáveis 2,9 milhões de fãs.
Orkut

No Orkut, a liderança também é da Coca-Cola. A comunidade oficial da marca tem 1,1 milhão de membros. A rede social, no entanto, está em baixa com as empresas. Entre os 30 maiores anunciantes, apenas cinco investem em presença oficial no Orkut: Coca, Casas Bahia, Sky, NET e Claro.

Ainda que com outro foco, as companhias têm usado a rede social profissional. Quem se destaca no LinkedIn é de longe a HP, com 435 mil seguidores, seguida pela P&G (144 mil) e Unilever (135,5 mil).
Google+
Apesar de já ter liberado a atuação das empresas por meio da criação de páginas, o Google+ ainda é pouco usado pelas companhias no Brasil. Dos 30 maiores anunciantes, apenas o Bradesco mantém uma Google Page.
Flickr, Vimeo e Foursquare
As empresas também ainda não sabem tirar proveito das demais redes da mesma forma em que atuam no Twitter e no Facebook. O Flickr, por exemplo, é usado apenas pela AmBev, dentre os maiores anunciantes. Já o Vimeo e o Foursquare não são utilizados por nenhum deles. Blogs também ainda não conquistaram as companhias. A postagem de informações ocorre apenas para as marcas Vivo, Claro e L’Oreal.
A sua empresa sabe usar bem as redes sociais? Opine!
Fonte: Época Negócios
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A popularidade do Facebook no Brasil explodiu no ano passado, e a empresa pode agradecer ao seu maior rival por isso.
Em sua recente apresentação da oferta pública inicial de ações, o Facebook disse que o número de usuários ativos do site no Brasil quase triplicou em 2011, colocando-o finalmente à frente do Orkut, do Google, como a rede social número um no país.
"Não consigo pensar em um exemplo onde o Facebook tem crescido tão rapidamente", disse Andrew Lipsman, vice-presidente de análise da indústria do grupo de pesquisa comScore.
No Brasil, onde nasceu o cofundador do Facebook Eduardo Saverin, a empresa encontrou um mercado preparado para o crescimento, com acesso à internet em rápida expansão, um número de computadores cada vez maior e uma demanda voraz por mídia social.
Isso pode ser creditado parcialmente ao Google, dizem analistas. Enquanto uma economia em crescimento e um acesso mais fácil a crédito deu aos brasileiros a possibilidade comprar computadores e conexões de banda larga, o Orkut deu-lhes uma razão para fazê-los.
"Até a chegada do Orkut, em 2004, o uso da internet no Brasil estava estagnado", disse o analista José Calazans, da empresa de pesquisa de mercado Ibope Nielsen, em São Paulo. "Quando as pessoas aqui começaram a comprar computadores e ir a cibercafés, era especificamente para acessar o Orkut. Agora muitas delas estão se mudando para o Facebook."
O Orkut foi a primeira rede social a fazer sucesso no país. Em uma cultura altamente social como a do Brasil, onde até reuniões de negócios terminam com abraços, o site se tornou um fenômeno nacional.
O crescimento do Orkut coincidiu com um boom econômico que tirou milhões de pessoas da pobreza, com muitos brasileiros ganhando acesso a computadores e à internet pela primeira vez.
A falha do Orkut em inovar acompanhando as expectativas dos usuários criou uma oportunidade para o Facebook entrar em cena, oferecendo novos aplicativos e games e a capacidade de se conectar com pessoas de fora do Brasil.
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HÁ ESPAÇO PARA AS DUAS REDES SOCIAIS?
O Orkut ainda mantém uma grande parcela do mercado de rede sociais no Brasil, com mais de 34 milhões de usuários, contra 36 milhões do Facebook, de acordo com a comScore. Mas seus dias podem estar contados.
"Se você pensar nos EUA, o Facebook e o Myspace eram muito competitivos por volta de 2009", disse Lipsman, da comScore. "Você pode coexistir por um tempo, mas o que tende a acontecer é as pessoas se consolidarem em torno de um ou outro."
De acordo com o Ibope Nielsen, mais de 85% dos usuários de internet ativos no Brasil usam sites de redes sociais --nos EUA, são 74%; no Japão, 77%. Os brasileiros também passam mais tempo nesses sites, com uma média de quase oito horas e meia por mês, contra seis horas e meia nos EUA e pouco mais de quatro horas no Japão.
O crescimento do Facebook no Brasil continuará a depender da atração de mais usuários do Orkut, mas ele pode ser limitado pela infraestrutura do país, onde menos de 30% das residências têm acesso à internet.
"Nem metade da população está na internet, então o Facebook tem muito espaço para crescer", disse Calazans, do Ibope Nielsen. "Mas isso também dependerá do crescimento da internet, que deve ocorrer na mesma velocidade."

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