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As mídias sociais, como Twitter e Orkut, deverão crescer mais em receita que os meios de comunicação tradicionais, como a TV e o rádio, diz o pensador alemão Gerd Leonhard, considerado pelo "Wall Street Journal" como um dos mais importantes futurólogos do mundo.

 

Segundo ele, as mídias sociais também alteram o molde original da publicidade: em vez de anúncios estáticos, o conteúdo de games, aplicativos e widgets dá o tema para as propagandas bem-sucedidas.

 

Autor de "Friction is Fiction: The Future of Content, Media & Business" (2009), "Music 2.0" (2008), "The End of Control" (2008) e "The Future of Music" (2005), Leonhard está hoje em São Paulo, onde participa de uma conferência para convidados. Ele também será entrevistado pelo programa "Roda Viva", da TV Cultura.

 

Na semana passada, Leonhard, 49, deu entrevista e falou sobre mídia, internet, consumo, pirataria e direitos autorais.

Confira a entrevista na íntegra.

 

Qual é o papel das mídias sociais (como o Twitter e o Facebook) hoje?

 

Gerd Leonhard - Twitter, Facebook e Google Buzz são um pouco como redes sociais de notícias. São mais descentralizados e fazem uma companhia perfeita para a mídia tradicional. A TV e o rádio têm largo alcance, mas eles deverão ter que lidar com uma fragmentação completa da sua audiência, e eles realmente terão que abraçar a mídia social (e a troca de ideias que ocorre ali) ou deixarão de ser importantes, cedo ou tarde.

 

Todo o crescimento será na mídia social, móvel, em tempo real e de vídeo, não na TV e no rádio; meu prognóstico é um aumento em 50% na receita nesta direção. Levou muito tempo, mas quando isso acontecer (entre 18 e 24 meses) será muito maior do que qualquer coisa que nós antecipamos.

 

Para negócios, a mídia social é simplesmente uma gestão de relacionamento com o cliente, isto é, a maioria do marketing, das relações públicas e das operações tradicionais desse serviço vão ser substituídas pelas mídias sociais.

 

Marcas vão conversar com seus consumidores via Twitter, Facebook, Buzz ou Orkut. No lugar da comunicação em massa cara, regada por campanhas, a maioria das empresas vai mudar para o marketing de engajamento, atraindo pessoas com valores vigentes, e a mídia social é perfeita para esse tipo de ação!

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Como as mídias sociais influenciam na mudança de conteúdo das mídias tradicionais?

Leonhard - O fato de estarmos conectados agora e de que nós podemos falar uns com os outros, compartilhar facilmente conteúdo (imagens, relatos, música, links), traz grandes mudanças para as indústrias de mídia em todo o mundo.

 

Esta mudança é quase tão grande quanto a mudança que aconteceu com a invenção da mídia gravada, rádio ou TV. Consumidores conectados são inerentemente diferentes, mais fragmentados, menos fáceis de agradar, mais exigentes, mais obcecados com seu próprio controle, e têm muito mais poder.

 

Mídias tradicionais devem perceber que este poder está se deslocando para os usuários --antes conhecidos como consumidores-- e qualquer um que se recuse a ver este novo paradigma será considerado inútil (veja o caso das grandes gravadoras).

 

Dito isso, as mídias de massa vão continuar a ser importantes em conjunto com as mídias sociais --um alimenta o outro; mas os dias de "controle de audiência" estão acabados. Agora, é sobre confiança e compromisso; e sobre converter a atenção em receitas reais.

 

Como você enxerga a coexistência entre as mídias sociais e as mídias tradicionais no futuro?

 

Leonhard - Como TV e internet: convergência completa. A diferença está apenas nas nossas mentalidades: já não somos (apenas) diretores: nós somos conectores.

 

O futuro pertence àqueles que podem se envolver, criar poderosas histórias cross-media [marketing em todas as plataformas, on-line ou não], e jogar com a audiência.

 

O que muda na publicidade e no marketing com as mídias sociais?

 

Leonhard - Tudo, na verdade. Alguns argumentariam que nós precisamos apenas de publicidade tradicional porque não havia internet, porque não estávamos conectados --e há um pouco de verdade nisso. Consumidores conectados são relutantes a interrupções e têm valores incompatíveis com isso, e vão ignorar tudo que seja desta natureza.

 

É por isso que propagandas baseadas no CPM [custo por mil, forma de cálculo das mídias tradicionais] na internet nunca vão funcionar da mesma forma que nas propagandas de televisão.

 

A publicidade deve se tornar conteúdo, a fim de ser realmente ser bem-sucedida na internet. Por exemplo, aplicativos para telefones móveis, widgets, games, etc.

 

Algumas vezes, chamo isso de ContVertising [neologismo que funde as palavras "conteúdo" e "publicidade", em inglês].

Esta mudança está acontecendo agora, guiada pela explosão da internet móvel, e pela mídia social e em tempo real, como Twitter e Google Buzz. A publicidade e o marketing estão sendo reinventados tanto quanto eu escrevo isso.

 

Desde a sua primeira obra, lançada em 2005, até então, quais foram as principais mudanças no consumo de informação (música, leitura, mídia) que você constatou? Quais as perspectivas para o futuro disso?

 

Leonhard - A maior mudança já não é realmente sobre informação --o que foi ótimo ter, há dez anos. Não se trata de música, livros e filmes gratuitos. Trata-se de mérito, qualidade, confiança e relevância.

 

Não quero apenas da gratuidade ali, quero exatamente o que eu preciso, no momento exato. Pessoas estão dispostas a pagar dinheiro real por grandes experiências, por serviços fantásticos, a entidades confiáveis.

 

É por isso que os condutores da indústria fonográfica estão guiando-a para os rochedos: eles ainda veem o mundo dos seus pontos de vista, e não a partir dos usuários ou dos artistas --eles se preocupam com a venda de cópias, não com as experiências.

 

Como você vê a questão dos direitos autorais na internet?

 

Leonhard - Os direitos autorais foram significativos para monetizar o conteúdo quando as palavras "direito" e "cópia" ainda eram oportunas. Agora, tudo o que fazemos on-line cria uma cópia.

 

Por exemplo, [simplesmente] ouvir é baixar, a leitura é cópia, de fato; e nossos "direitos" como autores devem ser revistos para permitir que o ato de copiar ainda exista na lei, mas que haja restituição de forma não-compulsória quando todo usuário conectado puder apenas clicar, copiar e colar.

 

O copyright era para dar certeza que autores e criadores fossem pagos, não para garantir que intermediários vendam discos de plástico, rastreassem downloads ou dispositivos.

 

O que nós precisamos agora é adicionar é o direito de uso no copyright, a fim de construir monetização neste acesso. É fazer dinheiro do acesso, não de cópias. Para a música, nós precisamos de uma taxa coletiva, fixa e obrigatória (não imposto!) que faça a música na internet tão legal quanto a música no rádio.

 

Para que fique claro, o copyright em si é um bom conceito --é preciso apenas adaptá-lo ao mundo atual em que vivemos, hoje!

 

Em 1º de julho de 2007, você publicou uma carta aberta à indústria fonográfica independente, citando MySpace, YouTube e Last.fm como modelos de sucesso à não-obediência aos direitos autorais. Hoje, o MySpace passa por problemas financeiros, o YouTube está se adequando às leis de direitos autorais e ao conteúdo profissional. O Last.fm cortou pessoas dos quadros e iniciou cobrança sobre conteúdos. Você ainda mantém a sua posição?

 

Leonhard - Bom ponto. O que todos os três têm provado é que você não pode inovar a indústria de música sem grandes esforços políticos, ou seja, se a estrutura de licenças, direitos autorais e permissão ficarem na mesma, você realmente não pode espalhar isso com consentimento.

 

O MySpace foi bem-sucedido porque eles começaram sem licença, sem permissão de gravadoras, e apenas faziam o que os usuários queriam: compartilhamento gratuito, reunião social em torno da música. Evidentemente, esse caminho foi condenado quando eles foram adquiridos pela News Corp/Fox, isso não podia continuar, eles tiveram que se tornar "legítimos".

 

O ponto é que, quando a única maneira de inovar significa que você tem que fazer algo ilegal (ou semilegal, como o Last.fm), então algo está errado com o sistema.

 

O sistema de licenciamento da indústria da música tem que ser completamente revisado e redefinido, para se adaptar a uma economia digital.

 

A música on-line precisa ser licenciada como o rádio, com licença rentável de compartilhamento, pública e simples, que permita legalidade às companhias desde o início.

 

Penso que o Brasil seria o lugar perfeito para começar isso --dadas as recentes propostas de uma nova lei de direitos autorais no Brasil [Marco Civil da internet]. As receitas para os criadores serão, em qualquer caso, maiores do que nunca, a partir deste tipo de licença.

 

Nos últimos anos, surgiram vários casos de processos de grandes gravadoras contra pessoas que baixaram músicas. Como você enxerga essa situação?

 

Leonhard - Qualquer um que se proponha a desconectar pessoas porque elas estão compartilhando música on-line jamais vai ser votado novamente, e qualquer provedor de internet que implemente estas ideias vai achar que perderá usuários mais rapidamente do que a Kodak perdeu pessoas que compram rolos de filme analógico.

 

Há muita conversa em torno do conceito 3 Strikes [lei francesa que corta a conexão de internautas por download ilegal] (em grande medida, para apaziguar os lobistas e seus conglomerados internacionais), mas a aplicação será uma "missão impossível": muito cara em termos de tecnologia, muito tediosa em termos das consequências sociais e culturais, e 100% inútil na geração de dinheiro para os criadores.

 

O único benefício será para as empresas de advocacia, e claro, para os lobistas. A única solução consiste em uma licença pública, padronizada e coletiva para as pessoas que estão, com a música, na internet você não pode ter controle total e fazer dinheiro novo ao mesmo tempo!

 

Dentro desse contexto, as gravadoras podem competir com a pirataria?

 

Leonhard - Gravadoras não competem com o gratuito: elas competem com cópias gratuitas. Tudo é possível e será vendido --se eles tiverem mais uma maneira de vender mais do que a cópia, e estiverem dispostos a dar aos usuários o que eles querem: preço baixo, altamente merecido.

 

Existe um modelo rentável para o mercado musical?

 

Leonhard - Absolutamente. Os custos on-line podem ser drasticamente reduzidos (ou seja, produção, fabricação, distribuição e marketing), portanto, os preços podem ser muito reduzidos, mais consumidores podem se interessar, e muito mais produtos e serviços podem ser os mais vendidos!

 

Fonte: Folha Online

O conceito de Redes Sociais de Nicho, ou Segmentadas, é familiar para todo mundo aqui? Bom, não custa nada gastar uma linha com uma definição rápida:

Redes Sociais de Nicho são formas de representação dos relacionamentos entre seres e/ou grupos que tenham interesses bem específicos.

Pois bem. As Redes Sociais de Nicho podem parecer muito bizarras. Imagine uma rede de donos de cães chihuahua do Estado de São Paulo; ela realmente não fará sentido para você que não tem e/ou não gosta de cachorrinhos desta raça. Mas, acredite, ela é um prato cheio para companhias paulistas especializadas em ração para cães de porte pequeno.


Outro obstáculo é o medo. Muitas empresas hoje olham para Facebook, MySpace, Linkedin, e pensam: "Só se eu fosse maluco me atreveria a criar uma rede social específica para meu público. Seríamos esmagados".

Não é bem por aí e eu tentarei explicar os porquês.

Benefícios, vantagens e importância das Redes Sociais de Nicho:

  • Conectam pessoas que geralmente não se conhecem. Nas Redes de Massa (a.k.a Orkut e Facebook), o comum é adicionar o amigo da escola, da faculdade, do trabalho, da academia, da vizinhança... Nas redes de nicho, pessoas se conectam porque têm interesses comuns, permitindo que se desenvolva um relacionamento offline. Já ouviram a máxima "Internet: aproxima quem está longe e afasta quem está perto"? Acho que nesse contexto poderíamos falar "Redes de Nicho: aproximam quem está longe. Redes de Massa: afastam quem está perto".
  • Alcançam audiências interessadas, desenvolvendo sinapses online inteligentes.
  • Agregam conversações relevantes que não dão espaço para o famigerado "Oi te achei muito lindo(a), me add".
  • Nicho não significa 3 pessoas. Um nicho pode ser bem populoso, ele somente não se enquadra nos merchans do Faustão e do Milton Neves.

Visto isso, alguns passos básicos devem ser seguidos no momento de concepção de uma Rede Social de Nicho:

  1. Engajar: Construir um relacionamento não se faz do dia para a noite. Disponha de tempo e repertório para lidar com sua comunidade.
  2. Ouvir e ser ouvido: Fale, mas também escute. Afinal, você criou uma rede para conhecer mais sobre os hábitos e necessidades dos participantes.
  3. Focar na comunidade e não na ferramenta: descubra o que é mais útil e acessível para seu nicho. Está perdido e quer uma dica: as comunidades Ning são suficientes na maioria dos casos.
  4. E agora, sim, a perfurmaria: depois de cumprir todos os passos acima, lembre-se de que o objetivo é conectar pessoas. Crie plataformas wiki, chats, fóruns, comunidades, álbum de fotos, canais de vídeos...
Ok. Até agora fizemos comparações e suposições. Escolhi um exemplo do mundo real que me agradou bastante e me convenceu como um bom modelo a ser seguido. A IBM possui uma rede social voltada exclusivamente para Desenvolvedores, de todo o mundo, inclusive aqui do Brasil. Estamos falando da DeveloperWorks.

O poder das mídias sociais se consolida cada vez mais no mercado de trabalho. A tecnologia permite aos headhunters refinarem a busca por um perfil desejado e possibilita que o candidato exponha suas expertises de maneira abrangente. Um estudo recente feito pela consultoria americana Reppler, especializada em gerenciamento de imagens nas mídias sociais, mostra que 68% dos 300 recrutadores investigados na pesquisa já contrataram um profissional através das redes sociais.


Facebook, LinkedIn e Twitter são os principais sites monitorados por consultorias e empresas em busca de funcionários. E a maneira como um candidato se comporta no mundo virtual pode ajudar a definir sua carreira. O estudo da Reppler aponta que 69% dos consultores em RH rejeitaram aspirantes a uma vaga graças a fotos ou posts inapropriados. "Zelo com a imagem é fundamental neste ambiente", afirma Rogério Sepa, consultor da DBM, especializado em gestão de carreiras nas redes sociais.


Segundo Rogério, uma tendência deste canal é eliminar fronteiras profissionais. "Contratações internacionais começam a despontar. Algumas empresas americanas, por exemplo, têm encontrado brasileiros via web", diz. O consultor explica que os recrutadores começam sempre pelo LinkedIn, a principal rede social corporativa. "Em seguida, os perfis disponibilizados no Facebook e Twitter entram como pontos de referência adicionais". Saiba como construir perfis aliados da sua carreira:


Invista nos relacionamentos profissionais pela web


LinkedIn

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Principal canal de recrutamento no mundo corporativo. Para participar ativamente o candidato deve manter um perfil atualizado e completo Adicionar foto ao perfil é importante porque transmite credibilidade. Recomenda-se uma pose formal - terno e gravata é a pedida para os homens, bem como maquiagem leve para as mulheres.


Quem faz cursos de extensão ou pós-graduação no exterior deve valorizar essa informação adicionando-a tanto no resumo inicial, quanto nos campos novos, exclusivos para estudos.

Criar perfis em inglês é fundamental, especialmente entre aqueles que desejam fazer carreira internacional. Conteúdo só em português deixa o candidato invisível no exterior. Essa regra é válida para todas as mídias sociais.


Para se destacar nas buscas, o profissional deve participar de discussões e fóruns ligados à sua área de atuação.


Facebook

Bastante utilizado por recrutadores nos Estados Unidos e Europa. Para reforçar as informações profissionais, aposte nos aplicativos Branch Out e Talent.me. Essas ferramentas criam interfaces destinadas ao contato corporativo dentro do próprio site Separe seus contatos entre amigos, profissionais e colegas. Assim, os comentários pessoais irão apenas para sua rede direta de amizades.

Preserve sua imagem. Não poste ou compartilhe informações, fotos e links ofensivos, preconceituosos ou íntimos demais. Evite críticas ácidas aos atuais (ou ex) empregadores e colegas de trabalho É um ótimo canal para manter contato com seu networking internacional na volta do intercâmbio, principalmente em cursos de pós-graduação, que costumam reunir profissionais altamente qualificados


Twitter

Esta ferramenta é usada como ponto de controle entre as outras redes sociais. Muitos candidatos que mantêm a elegância no Facebook e LinkedIn podem escorregar no Twitter, gerando conteúdo questionável pelos recrutadores.


Faça uma revisão periódica e remova informações que possam prejudicá-lo. As empresas têm softwares de rastreamento capazes de encontrar qualquer dado comprometedor.


Siga pessoas e empresas interessantes, mesmo que não sejam relacionadas à sua área de atuação. Faça comentários pertinentes e posicione-se em relação a suas ações.


Neste canal os recrutadores irão compreender melhor a opinião do candidato sobre determinados assuntos e perceber se suas ideias são compatíveis com o perfil da companhia.

Página da Coca Cola no TwitterO Twitter está prestes a lançar páginas especiais para marcas, que, seguindo o modelo já implementado pelo Facebook, permitirão ambientes mais amigáveis à publicidade. De acordo com o Business Insider, o novo projeto deve ir ao ar nesta quarta-feira (1).

A ideia da plataforma é dar às marcas maior flexibilidade quanto aos formatos publicitários, permitindo, por exemplo, que usuários joguem online e façam compras. O lançamento pode ser o primeiro passo para uma modificação completa na forma como se usa a rede social hoje, abrindo caminho para o T-commerce, modelo semelhante ao F-commerce, no Facebook.

Os anunciantes ainda poderão customizar suas páginas, aumentando o tamanho do topo ou o logo, de forma que esses elementos ganhem mais visibilidade.

Em dezembro do ano passado, o site escolheu alguns seletos anunciantes , tais como Coca, Cola, AmericanExpress, Chevrolet e Dell, para testar as novas funcionalidades.

Fonte: Exame


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A popularidade do Facebook no Brasil explodiu no ano passado, e a empresa pode agradecer ao seu maior rival por isso.


Em sua recente apresentação da oferta pública inicial de ações, o Facebook disse que o número de usuários ativos do site no Brasil quase triplicou em 2011, colocando-o finalmente à frente do Orkut, do Google, como a rede social número um no país.


"Não consigo pensar em um exemplo onde o Facebook tem crescido tão rapidamente", disse Andrew Lipsman, vice-presidente de análise da indústria do grupo de pesquisa comScore.

No Brasil, onde nasceu o cofundador do Facebook Eduardo Saverin, a empresa encontrou um mercado preparado para o crescimento, com acesso à internet em rápida expansão, um número de computadores cada vez maior e uma demanda voraz por mídia social.


Isso pode ser creditado parcialmente ao Google, dizem analistas. Enquanto uma economia em crescimento e um acesso mais fácil a crédito deu aos brasileiros a possibilidade comprar computadores e conexões de banda larga, o Orkut deu-lhes uma razão para fazê-los.


"Até a chegada do Orkut, em 2004, o uso da internet no Brasil estava estagnado", disse o analista José Calazans, da empresa de pesquisa de mercado Ibope Nielsen, em São Paulo. "Quando as pessoas aqui começaram a comprar computadores e ir a cibercafés, era especificamente para acessar o Orkut. Agora muitas delas estão se mudando para o Facebook."


O Orkut foi a primeira rede social a fazer sucesso no país. Em uma cultura altamente social como a do Brasil, onde até reuniões de negócios terminam com abraços, o site se tornou um fenômeno nacional.


O crescimento do Orkut coincidiu com um boom econômico que tirou milhões de pessoas da pobreza, com muitos brasileiros ganhando acesso a computadores e à internet pela primeira vez.


A falha do Orkut em inovar acompanhando as expectativas dos usuários criou uma oportunidade para o Facebook entrar em cena, oferecendo novos aplicativos e games e a capacidade de se conectar com pessoas de fora do Brasil.


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Rede Social, Dell

HÁ ESPAÇO PARA AS DUAS REDES SOCIAIS?


O Orkut ainda mantém uma grande parcela do mercado de rede sociais no Brasil, com mais de 34 milhões de usuários, contra 36 milhões do Facebook, de acordo com a comScore. Mas seus dias podem estar contados.


"Se você pensar nos EUA, o Facebook e o Myspace eram muito competitivos por volta de 2009", disse Lipsman, da comScore. "Você pode coexistir por um tempo, mas o que tende a acontecer é as pessoas se consolidarem em torno de um ou outro."


De acordo com o Ibope Nielsen, mais de 85% dos usuários de internet ativos no Brasil usam sites de redes sociais --nos EUA, são 74%; no Japão, 77%. Os brasileiros também passam mais tempo nesses sites, com uma média de quase oito horas e meia por mês, contra seis horas e meia nos EUA e pouco mais de quatro horas no Japão.


O crescimento do Facebook no Brasil continuará a depender da atração de mais usuários do Orkut, mas ele pode ser limitado pela infraestrutura do país, onde menos de 30% das residências têm acesso à internet.


"Nem metade da população está na internet, então o Facebook tem muito espaço para crescer", disse Calazans, do Ibope Nielsen. "Mas isso também dependerá do crescimento da internet, que deve ocorrer na mesma velocidade."


Infográfico das redes sociais no Brasil


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