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Parece apenas uma questão de tempo até assistirmos o “Duelo de Titãs” entre Google e Facebook. 


O mais novo indício da proximidade desta batalha é a notícia de que a Google está negociando com grandes empresas de desenvolvimentos de jogos, para um espaço de mídia social concorrente ao Facebook, que recentemente chegou a marca de 500 milhões de usuários.


Entre as empresas estão: Playdom, Electronic Arts, Playfish, e a Zynga Game Network, segundo relatou o jornal The Wall Street Jornal. 

Não deve ser surpresa que a Google está se reunindo com os desenvolvedores de jogos, e, principalmente, da intenção dela em lançar uma nova rede social chamada provisoriamente de "Google Me".


Dentro desse mercado, os games sociais são considerados aplicativos importantes para aumentar a linha de serviços oferecidos.


Um dos mais populares jogos de rede social, o Farmville, da Zynga, atrai 60 milhões de usuários ativos por mês. Além disso, estima-se que os jogadores na Ásia gastam bilhões de dólares em jogos. Nos Estados Unidos, segundo a ThinkEquity, a receita de games do gênero chegou a 700 milhões em 2009, com a previsão de triplicar este valor até 2012.


Esses números são atraentes não só para a Google, mas, também, para pesos pesados do entretenimento, como a Disney, que comprou a Playdom por 563 milhões de dólares.


Uma alternativa ao Facebook seria bem-vinda para muitos desenvolvedores de jogos, que buscam um acordo melhor para os seus produtos. Atualmente, a rede de Mark Zuckerberg recebe 30% das receitas feitas por games que usam seus serviços. Por isso, a necessidade de diversificar motivou um dos maiores desenvolvedores do Facebook, a Zynga, a fechar um acordo com a Yahoo e abrir suas portas para um investimento de 100 milhões dólares da Google. 


No embate que está por vir, a questão que permanece é se o Google conseguiria manter os seus próprios investimentos ao entrar na briga com o Facebook.  Informações do IDG Now



Os jogos casuais podem apontar o caminho para que o Google alcance o sucesso na arena das redes sociais, após uma série de iniciativas mal sucedidas que o deixaram à margem desse crescente mercado, amplamente dominado pelo Facebook.

Por isso, o gigante da internet está buscando talentos que ajudem nessa missão e quer formar parcerias com empresas de jogos dispostos a explorar sua grande presença na web. A Electronic Arts e a Walt Disney investiram centenas de milhões de dólares para tentar ingressar nessa área e há mais empresas à espera de oportunidades.


Ainda que o Facebook domine o mercado das redes sociais, analistas do setor afirmam que o Google tem posição favorável para desempenhar papel mais importante, ao atrair criadores de jogos interessados em veículos alternativos para seus produtos.


- É claro que muitas das companhias de jogos sociais adorariam ter acesso a mais que o Facebook - disse Timothy Chang, sócio diretor da Norwest Venture Partners, uma companhia de capital para empreendimentos que investiu na Playdom, produtora de jogos sociais que a Disney adquiriu por 563 milhões de dólares no mês passado.


Os jogos sociais gratuitos para os usuários são uma das atividades mais populares no Facebook. Em games como o FarmVille, da Zynga, os usuários interagem em fazendas imaginárias e plantam safras agrícolas para expandir suas vendas. Os jogos geram receita por meio de publicidade e da venda de ítens extra que ajudam a melhorar a performance dos jogadores.


No mês passado o site TechCrunch chegou a noticiar que o Google havia investido secretamente entre US$ 100 e US$ 200 milhões na Zynga. Nenhuma das duas empresas confirma a negociação.


Durante a conferência Techonomy, em Lake Tahoe, Califórnia, o CEO Eric Schmidt disse que a empresa está focada em integrar funções sociais a seus produtos. Ele não comentou, no entanto, nem os rumores de que o Google estaria com um novo projeto de rede social nem a parceria com a Zynga, responsável por jogos de sucesso como o FarmVille.


Depois das recentes mudanças adotadas pelo Facebook, que dificultaram para as empresas de jogos fazer negócios em sua rede social de 500 milhões de membros, Chang e outros dizem que as produtoras estão cada vez mais interessadas em ouvir o que o Google tenha a oferecer. E o líder das buscas na Web já está ampliando sua presença no setor de jogos sociais.


- Eles estão em toda parte, nas conferências que acontecem. Sabemos que estão procurando pessoas que liderem sua divisão de jogos - disse Net Jacobsson, antigo executivo do Facebook que agora dirige uma produtora de jogos sociais chamada PlayHopper.

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