BRASÍLIA - A utilização da internet na campanha eleitoral será um dos temas mais polêmicos na votação da proposta da reforma eleitoral, e foi criticada por muitos deputados, em plenário, no início dos debates do texto nesta terça. A pedido de vários deputados, o parecer do relator Flávio Dino (PCdoB-MA) às emendas e a votação foram transferidos para as 9h desta quarta, em sessão extraordinária. Há alegações de que o projeto é restritivo. Dino defendeu a proposta, afirmando que a tentativa foi buscar facilitar a vida dos candidatos e dos partidos. (Leia mais: Especialistas avaliam a mobilização política que ganha espaço nas redes sociais na internet)
- Liberamos o uso da internet. Mas não podemos sair do reino do não vale nada, para o reino do vale tudo. O texto prevê direito de resposta - disse Dino.
O projeto, se sancionado antes de setembro, será válido para todos os candidatos na eleição de 2010. (Leia mais: Eleições 2010: internet pode aproximar eleitor das campanhas, diz especialista)
O projeto, feito por um grupo de líderes de partidos, é fruto da consolidação de diversas propostas que tramitavam na Câmara. O texto também ganhou sugestões dos partidos e de bancadas da Casa. A tramitação, no entanto, é longa, passando por debates na Câmara e depois no Senado, que enfrenta crise em função de uma sequência de denúncias sobre a gestão da Casa. (Leia mais: internet oferece ferramentas para fiscalizar o trabalho de deputados e senadores)
- Há quem considere o projeto muito restritivo - afirmou Dino à Reuters. Ele cita como um exemplo do que poderá gerar discordâncias a proibição de propaganda paga pelos candidatos a meios de comunicação privados da rede.
Sucesso da campanha virtual de Obama alertou deputadosO sucesso da campanha eleitoral virtual do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no ano passado, alertou os deputados para o uso da internet como meio de aproximar o candidato do eleitor.
Com a nova regra, candidatos e apoiadores poderiam fazer campanha de forma espontânea e gratuita para o candidato que tiver preferência em, por exemplo, sites de relacionamento como o Orkut e o Twitter, ou até mesmo em blogs. De acordo com a legislação vigente, a conduta não é permitida. (Leia mais: Manifestação 'Fora Sarney' chega às ruas e continua sendo febre no Twitter)
Mesmo antes da aprovação desta regulamentação e apesar de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bem mais restritivas, vários políticos usam o Twitter e outros têm páginas de apoiadores no Orkut. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por exemplo, usa o Twitter, que é um blog atualizado com frases de até 140 caracteres.
O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), defende a ampliação do uso da rede mundial de computadores e julga que o instrumento é "poderosíssimo" para a participação do cidadão no processo eleitoral.
- Acho que tem que permitir o uso da internet na campanha pelo cidadão (...) como um instrumento para a cidadania - afirmou, destacando o direito do eleitor de manifestar a sua preferência de candidato na rede.
Entre outros pontos, a proposta permite doações em dinheiro para candidatos pela internet e também define outros critérios para a propaganda eleitoral antecipada e o horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
Mulheres querem ter 20% do tempo de TV na campanha eleitoralPara Dino, além do uso da internet, outros pontos que poderão ser polêmicos para a regulamentação da campanha eleitoral são a volta do uso do outdoor, a implementação de um teto para gastos de candidatos e algumas sugestões da bancada feminina.
Uma delas é a doação obrigatória de 10% do fundo partidário para o estímulo da participação política feminina.
- Há quem ache que isso é muito dinheiro. Vai ter um destaque (proposta de mudança) contra isso - diz Dino.
O texto também prevê que 20% do tempo de rádio e TV na campanha sejam destinados às candidatas.
Para o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), designado pelo seu partido para representar a legenda no grupo que elaborou a reforma eleitoral, tais questões devem ser definidas pelo próprio partido e a sociedade faria a fiscalização.
- A minha proposta é que todo partido fosse obrigado a definir um limite mínimo (do fundo para as mulheres) e o controle social se incumbiria de fazer o juízo que o partido definiu - afirmou o deputado, no site do partido.
O projeto de reforma eleitoral muda dispositivos da Lei dos Partidos Políticos (1995) e da Lei das Eleições (1997), além de regulamentar resoluções da Justiça Eleitoral.
No Brasil, o uso da internet como ferramenta eleitoral ainda está em fase de aceitação —o projeto já passou pela Câmara dos Deputados e agora precisa de aprovação dos senadores, que temem que a prestação de contas e o registro eleitoral dos candidatos perca o controle, para só depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se isso acontecer até outubro, a reforma eleitoral já vai valer para as eleições de 2010.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi o primeiro político a falar pelas diferentes ferramentas da web. Foram posts em blogs, Twitter, campanhas em vídeos do Youtube, participação ativa nas diversas comunidades e, sobretudo, regularidade e atualização de sua agenda, compromissos, campanhas e ideais políticos.
E isso tudo foi antes da eleição. Uma vez presidente, Obama lançou mão dos recursos da web para reunir sugestões, realizar enquetes, alavancar sua popularidade, aproximar o governo do público com vídeos e canais participativos, além de incentivar trabalhos e serviços voluntários.
Políticos nacionais online
Já no Brasil, mesmo sem valer a lei do uso da internet como campanha, alguns políticos já usam as ferramentas online. No Twitter, por exemplo, dos 81 senadores, apenas 16 marcam presença. Dos deputados federais, 73 são ativos no microblog, mas nem todos postam diariamente.
"A veiculação de atividades parlamentares que existe hoje é um treino para a campanha eleitoral do próximo ano. O caminho das redes sociais é o mais interessante, pois os políticos chegam a um público jovem, acostumado com a linguagem dinâmica da internet", afirmou Gaudêncio Torquato, cientista político da Universidade de São Paulo.
E o assunto no Twitter não é tão variado assim. Projetos e propostas que foram aprovados e passaram pela Câmara são os temas mais abordados. Os posts também vêm recheados de opiniões e críticas a outros deputados ou senadores. "O político precisa se manifestar nas grandes polêmicas da sociedade. Tem que dizer o que pensa e conquistar o eleitorado com defesas e ataques", salientou Torquato.
No entanto, apesar de ser uma ferramenta de comunicação, senadores e deputados não costumam repassar posts de seguidores ou responder a alguma pergunta. "Um canal interativo é essencial para o sucesso nas redes sociais", alertou Torquato.
Serra e César Maia saem na frente
Às vezes, algum político faz comentários sobre outros assuntos, como futebol, por exemplo. É o caso do governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, um dos mais ativos nas redes sociais e o único governador a ter e atualizar um perfil no site de microblog. Palmeirense de coração, Serra tem cerca de 47 mil seguidores. No meio de tantos posts alviverdes, ele arruma espaço para passar detalhes de seu mandato e novos projetos para a cidade.
Quem também se destaca nas redes sociais é o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, do DEM, um dos pioneiros no uso de blog, Orkut, Youtube e Twitter.
"Maia e Serra são os políticos que melhor fazem uso do boletim eletrônico para conquistar espaço na mídia", disse Torquato.
Já o presidente Lula está prestes a estrear um blog e um canal de vídeos. O prazo era julho, mas nada ainda do presidente ficar online.
"Estamos vivendo uma carência de posições e de ideologias e essas ferramentas possibilitam estimular o debate com a sociedade", diz o deputado federal Eliseu Padilha, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, que capitaneia a discussão sobre o uso das redes sociais pelo PMDB. Por ora, o PV é a única legenda presente em cinco redes. DEM e PT ainda não definiram como será a participação dos seus candidatos na web em 2010, embora expoentes das agremiações já estejam em ação nos espaços virtuais.
A posição dos tucanos também é reticente: "A minha avaliação pessoal é que tudo isso será menos importante do que se acredita porque a cultura brasileira de participação é diferente da americana e da europeia", afirma Eduardo Jorge, vice-secretário executivo do PSDB e líder de estudo interno da legenda sobre o uso das redes sociais.
Um dos canais favoritos dos políticos brasileiros é o Twitter, microblog que aceita textos de no máximo 140 caracteres e que tem se popularizado pela facilidade de postagem de mensagens a partir de computador ou celular. De acordo com o Politweets, ferramenta que contabiliza a participação de políticos no Twitter, até o momento um governador, 13 senadores, 27 deputados federais e quatro deputados estaduais utilizam o microblog.
Estratégias - Estar presente nas redes sociais em 2010 não será o suficiente para colher sucesso nas urnas, adverte Fernando Barros, presidente da agência de publicidade e marketing político Propeg. "Será preciso montar estratégias criativas, inéditas e que trabalhem a customização das mensagens para públicos específicos, deixando de lado os boletins generalistas." Para ele, esse foi o grande trunfo da campanha eleitoral de Obama.
Barros já realizou um "laboratório" do que poderá ser usado por aqui no próximo ano: as eleições legislativas de Angola, em 2008, em que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) conquistou cerca de 80% dos votos. A estratégia desenvolvida pelo publicitário lá foi aproximar o candidato do eleitorado. "Quando um político comenta em uma rede social a música que está ouvindo, ele humaniza sua figura e se aproxima do eleitor", explica. "É impressionante como funcionou: o resultado foi muito superior ao esperado", avalia.
Outro ponto importante seria evitar estratégias "invasivas". Isso porque, de acordo com pesquisa realizada pela Propeg com eleitores de São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte, a maioria dos eleitores de classe C e D rejeita pop ups, e-mail marketing e newsletter de campanhas políticas.
Indignação virtual - Outro especialista em marketing político, o consultor Gaudêncio Torquato, diz que as redes sociais podem mudar a cultura de participação dos brasileiros no processo político. "Agora, existe a opinião pública virtual, que é muito influenciada pelo que circula na internet", explica. "Nunca se viu tanta propagação de mensagens de interesse político na internet: se acontece um escândalo, uma votação polêmica em Brasília, imediatamente as pessoas começam a se manifestar nos blogs e twitters."
Segundo Torquato, todas as consultorias em marketing político já estão estudando estratégias que utilizam as ferramentas da internet para as próximas eleições. "São mais de 50 milhões de pessoas utilizando a web hoje no país. Não dá para ignorar esse número."
Estado criou na última semana um Núcleo de Comunicação Digital que cuidará da gestão de perfis em sites como Twitter, Orkut, Facebook e YouTube.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro resolveu aderir às redes sociais. Para isso, criou na última semana um Núcleo de Comunicação Digital que cuidará dos novos perfis “GovRJ” no Twitter, Orkut, Facebook, de um canal de vídeos no YouTube e de uma galeria de fotos no Flickr.
Segundo informações divulgadas no site do governo carioca, a intenção deste projeto é possibilitar que a população que acessa estas redes possa se relacionar com o órgão de maneira institucional. O governo se apoia em pesquisa recente do Vox Populi, segundo a qual os sites e blogs são hoje a segunda principal fonte de informação da população, perdendo apenas para a TV. Nessa pesquisa, as redes sociais foram citadas como principal fonte de informação por 2,7% dos entrevistados, ficando à frente das versões online dos jornais (1,8%) e das revistas impressas (0,8%). Esta não é a primeira vez que um governo estadual passa a integrar alguma rede social. Em São Paulo, por exemplo, tanto o governo do Estado quanto a prefeitura da capital e suas secretarias possuem perfis institucionais nos mais diversos sites de relacionamento da internet.O tema é atual e apropriado, pois une dois assuntos que estão muito presentes no dia-a-dia de todos. Estamos em ano de eleição, o que nos faz refletir mais sobre a política. E as redes sociais, digitais que utilizam a web, estão se tornando grandes e populares veículos de comunicação e divulgação de idéias.
Atualmente, no Brasil, a febre é o Twitter, microblog para troca de mensagens rápidas que vem ganhando espaço entre celebridades e anônimos. Segundo dados divulgados pela empresa responsável pelo Twitter, o microblog tem diariamente 50 milhões de mensagens (Tweets). Cerca de 20% delas fazem referência a produtos ou marcas. O que comprova a potencialidade da ferramenta para o marketing e divulgação.
Entre as redes sociais, o Twitter é um dos meios eletrônicos de maior aceitação entre os políticos brasileiros. Segundo levantamento da Secretaria de Comunicação da Câmara Federal, dos 513 deputados federais 263 estão presentes no Twitter.
De acordo com a Lei Eleitoral, até o início da campanha, no dia 5 de junho, os políticos estão impedidos de pedir votos e se apresentarem publicamente como candidatos. Contudo, os pré-candidatos têm encontrado em redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter um terreno fértil para discussões políticas visando às eleições de outubro.
O Projeto
O assunto está tão presente na vida das pessoas que o projeto Estação Pátio Savassi abordará, no mês de março, a temática sobre a política e redes sociais (digitais). Esse será o enfoque das discussões a partir do tema ‘Como pensar a política na época de redes sociais (digitais)?’. As palestras são gratuitas, aos sábados, a partir das 11h, no anfiteatro (L2) do Pátio Savassi (Av. do Contorno, 6061 Savassi).
O projeto convidou especialistas nas áreas da sociologia, filosofia e cultura para analisar e debater a política na era das redes sociais, além de instigar e esclarecer as pessoas sobre o verdadeiro pensar e fazer político.
No dia 06 de março, ‘É possível a reinvenção da política no horizonte da ética?” é tema da palestra de João Carlos Lino, Mestre em Filosofia.
No dia 20, o Doutor em Psicanálise e Mestre em Filosofia Contemporânea, Antônio Teixeira fala sobre ‘Pode-se pensar a política?”.
Encerrando a programação do mês, no dia 27, o projeto apresenta a palestra “Como pensar a mobilização política nas redes sociais?”, com o sociólogo, Daniel Perini e o especialista em Gestão de Projetos Culturais, Arthur De Lemos.
Segundo a curadora do projeto, Júlia Ramalho Pinto, coordenadora da Estação do Saber, a temática é apropriada, uma vez que o interesse pela política é mais forte em época eleitoral. “Mais do que pensar em como utilizar essas ferramentas da web 2.0 para a política, queremos dar um passo atrás e repensar a política no mundo das redes sociais (digitais). Será que a política mudou na contemporaneidade?
O homem é um ser essencialmente político, vivemos com a família, relacionamos com as pessoas no bairro, no trabalho, somos parte integrantes da cidade, pertencemos a um Estado e País, influímos em tudo o que acontece em nossa volta. Agora, cada vez mais conectados e em redes (digitais) será que isto influi na nossa política?” explica Júlia.
Estação Pátio Savassi
O Projeto Estação Pátio Savassi é uma realização da Estação do Saber e do Shopping Pátio Savassi, com curadoria de Júlia Ramalho Pinto. O projeto entra no quinto ano de realização contando com patrocínio da CEMIG, Governo do Estado de Minas Gerais, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Rouanet. As palestras são sempre aos sábados e gratuitas, nelas se discutem temas contemporâneos com a participação de intelectuais, escritores e profissionais renomados, numa agradável conversa nas manhãs de sábado.
As palestras poderão ser acompanhadas através do Twitter (Julia Ramalho Pinto www.twitter.com/arpjulia) com postagem de frases e comentários ao vivo das apresentações. Ainda em fase de teste, o evento está sendo transmitido via Ustream na página da Estação do Saber www.estacaodosaber.art.br.
Impressionado. Foi assim que o jornalista brasileiro Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas e professor da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, ficou ao perceber a utilização do Twitter na corrida eleitoral de 2010. "Acabo de chegar em São Paulo e noto que o Twitter parece mais importante na campanha eleitoral brasileira do que tem sido em qualquer outro lugar", escreveu Rosental em seu microblog. Em entrevista ao Terra, ele foi ainda mais longe dizendo que o uso da ferramenta é mais importante no País do que na campanha que elegeu o presidente dos EUA, Barack Obama. "Assim? Nunca vi, nem nos EUA em 2008. A internet vai ter uma importância nessa eleição como nunca teve antes", afirmou o pesquisador.
Para Rosental, o que torna a internet e, especialmente, o Twitter um
diferencial na campanha eleitoral deste ano, é o fato de o internauta
brasileiro ser mais ativo em rede social que o internauta americano.
"As pesquisas mostram isso, mas não sei exatamente a que se deve. Talvez à nossa socialização, ao nosso contato, ao nosso jeito. Um país onde há toda essa atividade, essa grande conversa, não é de se estranhar que a eleição seja dominada pela internet", explicou.
No caso dos EUA, o pesquisador observa que o microblog funcionou como
importante meio de mobilização dos correligionários de
Obama, especialmente os jovens que em outras eleições não queriam participar. "Com o Twitter e o facebook começaram a se envolver mais com a campanha".
A diferença é que no Brasil hoje, a ferramenta tem sido utilizada para disseminação de informação e tanto por eleitores como por inúmeros candidatos. "O Twitter já está muito mais maduro agora, não como uma rede social, mas como uma rede de informação e os marqueteiros políticos brasileiros perceberam a riqueza de atividade social e estão usando isso muito bem", explicou Rosental.
Ele fez questão de pontuar que o espaço aberto pela rede de computadores tem aspectos positivos e negativos e todos os pontos precisam ser avaliados. "O Twitter e as outras redes proporcionam oportunidades de uma maior participação cidadã. Você sente poder e controle sobre a informação, sabe que a sua voz está sendo escutada. O cidadão comum também pode ser escutado. Há uma cidadania espontânea que vem da cidadania do mundo real e que se potencializa na internet", apontou.
Por outro lado, o diretor do Knight Center for Journalism avalia que liberdade da internet pode ser aproveitada como arma de campanha para infiltrar notícias falsas ou espalhar rumores falsos. Mesmo assim, ele acredita que o internauta convive bem com os mundos paralelos e desenvolverá a perspicácia para se defender.
Rosental disse ainda que, apesar da dinâmica com o Twitter ser nova, muitos pesquisadores internacionais ficaram impressionados já em 2006 com os vídeos feitos por Lula e Alckmin e distribuídos pelo Orkut. "Aquilo já era um sintoma, pois as comunidades na rede social com interesse político já eram significativas em números de eleitores".
No entanto, o professor da Universidade do Texas admite que, por
enquanto, sua opinião é mais uma sensação do atual momento já que não
fez um estudo científico sobre o caso. "É preciso esperar e ver
amadurecer". Informações do Terra.

Foi lançada nesta quarta-feira no Brasil uma rede social Que TEM OBJETIVO Por estimular uma Participação dos Cidadãos nn ASSUNTOS municipais e Avaliar
A Rede Social , Que dez Apoio do Facebook, Pode serviços acessada do site Pelo myfuncity.org . O aplicativo permitirá ao Usuário Avaliar uma das Qualidade Cidades uma Partir de 12 Indicadores relacionados AO Trânsito, Segurança, Meio Ambiente, Saúde e Educação. que tem por objetivo estimular a participação dos cidadãos nos assuntos municipais e avaliar a qualidade dos espaços urbanos, a "Myfuncity Cidades Sustentáveis".
A pontuação recebida por cada indicador servirá para a elaboração de um mapa sobre a satisfação dos cidadãos com os serviços públicos, afirmou um comunicado da Myfuncity, que contou com a ajuda do movimento Rede Nossa São Paulo para lançar o projeto.
Os usuários poderão manifestar sua opinião por meio do Facebook e Orkut e também trocarão mensagens e fotos com outros participantes. Segundo a Myfuncity, o Brasil é o primeiro país do mundo a ter uma rede social com foco na participação cidadã. O objetivo é alcançar 10 milhões de usuários no Brasil e 50 milhões no mundo até fins de 2012.
"No futuro, ele será lançado na Europa e nos Estados Unidos. A internet tem um poder transformador e conecta pessoas que querem mudar a cidade em que vivem", disse o presidente do movimento, Mauro Motoryn.
Fonte: Terra
Após a eleição de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos, embalada por uma forte campanha de arrecadação e mobilização em redes sociais, o uso do Twitter virou moda entre os políticos brasileiros. Dos 513 deputados federais, 253 têm perfil ativo no site de troca de mensagens curtas. Marqueteiros e acadêmicos também passaram a especular sobre os possíveis impactos da internet nas eleições deste ano. Até agora, o que mais tem chamado a atenção dos internautas, porém, é a avalanche de gafes, grosserias e erros de português (leia alguns exemplos abaixo) . Apesar do entusiasmo, a maior parte dos políticos que aderiram ao Twitter parece completamente despreparada para lidar com a nova tecnologia.
A falta de intimidade no uso da internet pode causar também problemas com a Justiça Eleitoral. A legislação eleitoral, aplicada também ao Twitter e a outras redes sociais, só permite a campanha na internet a partir do dia 5 de julho. “Até essa data, o político só pode usar a internet para divulgar suas ideias e promover debates”, afirma o advogado Torquato Jardim, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Assim, políticos que fizerem referências explícitas à intenção de disputar um cargo eletivo, antes do prazo legal, correm o risco de ser multados. Foi o que ocorreu com Deda Amorim (PP-AC), condenado a pagar uma multa de R$ 5 mil por dizer no Twitter que era candidato a deputado estadual. Seu caso foi citado pelo governador de São Paulo, José Serra, como um motivo para não assumir a candidatura à Presidência no Twitter. Ciro Gomes, que outro dia disse ser “candidatíssimo a presidente”, parece menos preocupado, ou atento, com legislação.
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Para
evitar esse destino – e vacinar-se contra as gafes – alguns políticos
começam a recorrer à consultoria de empresas e profissionais
especializados. Contratam o que poderia ser chamado de ghost-twitter,
ou tuiteiro fantasma. Um exemplo é o Instituto Análise, fundado pelo
cientista político Alberto de Almeida. Há cinco meses, ele criou um
departamento que controla os perfis virtuais de políticos. Já tem 19
clientes, a maioria do PSDB. Esses parlamentares seguem o exemplo de
Barack Obama: em novembro de 2009, o presidente americano admitiu que
nunca havia escrito pessoalmente em sua página no Twitter, uma das mais
visitadas do mundo. As atualizações de Obama ficam sob a
responsabilidade da empresa Blue State Digital, liderada pelo
marqueteiro Ben Self. Antecipando-se aos concorrentes, o PT contratou a
empresa de Self para atuar na futura campanha da ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, na internet. Até agora, Dilma não tem nenhum
perfil oficial em redes sociais.
Outra candidata que resolveu “terceirizar” ou “profissionalizar” sua vida virtual foi a senadora Marina Silva, do PV. Marina formou uma equipe de consultores para coordenar sua campanha digital. Entre eles está o jornalista Caio Túlio Costa, ex-presidente dos portais UOL e IG. No início de fevereiro, a equipe lançou um blog e um perfil no Twitter, ambos atualizados por Marina com a colaboração dos assessores. Serra e Ciro Gomes dizem que desenvolvem suas ações no Twitter por conta própria, embora o governador de São Paulo conte com a ajuda da assessoria para responder às perguntas e elaborar mensagens.
Mesmo com a
ajuda profissional, é difícil que os brasileiros assistam tão cedo a um
fenômeno eleitoral como o de Obama nas redes sociais. Segundo uma
pesquisa divulgada em dezembro pelo IBGE, 65,2% dos brasileiros acima
de 10 anos nunca tiveram acesso à internet. Nos Estados Unidos, é o
contrário: o número de internautas passa de 74% da população. Apesar da
relativa pouca difusão, o Twitter, dizem os especialistas, é uma
ferramenta que pode contribuir para o debate político, principalmente
por não sofrer as mesmas limitações de tempo do rádio e da TV. “É um
ambiente de comunicação mais democrático. Políticos que não têm a
oportunidade de divulgar suas ideias na mídia tradicional podem usar o
Twitter para cavar seu espaço”, diz a cientista política Alessandra
Aldé, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Até
agora, isso não tem ocorrido. Uma característica curiosa a respeito do
comportamento de alguns políticos na internet é a tendência majoritária
de ressaltar informações pessoais e irrelevantes. Quando não estão
cometendo gafes ou se autopromovendo, muitos postam comentários banais
sobre seu cotidiano. Por meio do Twitter, os internautas podem
descobrir que Geraldo Alckmin foi ao cinema com a mulher no dia 31 de
janeiro, que Ciro Gomes é fã do filme brasileiro Salve geral, que Soninha amassou a moto do vizinho na garagem e que Geddel Vieira Lima está engordando por causa do sarapatel.
A internet aproximou político e eleitor. O desafio, agora, é melhorar a qualidade dessa relação.
Grosserias, piadas de mau gosto e erros de português são comuns nos perfis de alguns políticos



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