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Quase um milhão de brasileiros já são adeptos da rede social corporativa Linkedin. De olho no crescimento do contingente de usuários, a companhia decidiu implantar uma versão do site em português, que passa a ser o quinto idioma de atuação da empresa. Responsável pelo anúncio, o vice-presidente de operações Arvind Rajan ressaltou a importância do Brasil em termos estratégicos e avisou que continuará estudando, nos próximos meses, novas possibilidades no País.

 

"O Brasil é um dos mercados de maior crescimento para o Linkedin. Não fizemos nenhum marketing local e também não estávamos disponíveis em português. Rio, São Paulo e Campinas são as maiores praças e precisamos fazer mais pelos nossos membros brasileiros", comentou Rajar, antes de afirmar que a rede social colocaria no ar a versão em português.

 

De acordo com o VP, o Brasil faz parte da estratégia da companhia pela dinâmica do segmento de internet e também pelo tamanho da população. Ele explicou que a versão em português do site era essencial para a manutenção do crescimento, já que muitos interessados que não possuem fluência no inglês acabavam não aderindo ao grupo.

 

Sem abrir números, Rajan afirmou que a empresa irá "aprender mais sobre o mercado brasileiro nos próximos meses e também sobre as oportunidades para entender o caminho a seguir." O executivo se mostrou entusiasmado com o que tem visto neste momento.

 

"Temos uma grande expectativa de crescimento com a versão em português. Veremos o que irá acontecer. Todo mercado que entramos é diferente. Na Índia, o uso explodiu no ano passado. Temos uma grande massa crítica (no Brasil), precisaremos de tempo para ver o que acontece."

 

Inovação

 

Rajan, durante a coletiva de imprensa, lembrou que desde o ano passado a companhia liberou um API para que desenvolvedores pudessem criar aplicativos para a rede social no mesmo modelo que ocorre no Facebook, Orkut e outros sites de relacionamento. E, para surpresa dos jornalistas que ouviam a webconferência, ele afirmou que Brasil e Índia são os dois mercados de onde tem vindo grande parte da inovação nesta área.

 

A versão em português, pelo menos no que deu a entender, não receberá nenhuma campanha de marketing específica. O Linkedin comunicará seus usuários por e-mail e, com isso, espera reverter em novos assinantes.

 

Quem tiver interesse em ver, neste momento, o site em português pode acessar em www.linkedin.com/portugues. No topo da página para quem fez o acesso tradicional, haverá a possibilidade de alterar o idioma.

 

Rajan observou também o crescimento grande de companhias interessadas na rede social e destacou como maiores usuários no Brasil a IBM, Petrobrás e Accenture, nesta ordem.

 

Fundada em 2003, a rede social corporativa parece ter encontrado também uma forma de torna o negócio lucrativo. A receita, como explicou Rajan, tem vindo de companhias que utilizam o Linkedin como ferramenta para busca de talentos, publicidade online (o executivo disse que as companhias anunciam em busca da audiência qualificada) e também das assinaturas pagas, que oferecem serviços diferenciadas e custam entre US$ 25 e US$ 500.

O Multiply é a mais nova rede social de alcance mundial a disponibilizar uma versão em português de seu site. A ferramenta, voltada à criação de álbuns de compartilhamento de vídeos e fotos, anunciou a mudança, focada no público brasileiro.

O LinkedIn, rede destinada a contatos profissionais, também lançou a tradução de suas páginas para o idioma usado no Brasil. Tanto no caso do Multiply quanto do LinkedIn, a decisão de aproximar as ferramentas dos internautas brasileiros foi tomada com base no grande público que os sites têm por aqui.

No LinkedIn, antes mesmo da tradução do conteúdo para o português, mais de um milhão de brasileiros já tinham o currículo profissional cadastrado. Já no Multiply, mensalmente, mais de dois milhões de brasileiros visitavam o site, ainda na versão em inglês.


"O Multiply já é o destino preferido dos brasileiros para armazenarem, compartilharem e fazerem muito mais com as suas fotos e vídeos valiosos do que em sites sociais tal como Facebook ou Orkut, e temos orgulho de disponibilizarmos o site em sua língua nativa", disse o fundador e CEO do Multiply, Peter Pezaris, em nota enviada à imprensa.


Estudo da consultoria Nielsen divulgado em março estima que o brasileiro gasta, em média, 4 horas e 27 minutos por dia navegando em redes sociais. No Orkut, embora a parcela de usuários do Brasil tenha caído nos últimos anos, mais da metade (50,6%) de todos os perfis cadastrados são de internautas daqui. No Facebook, rede social mais popular do mundo, o Brasil aparece na 20ª posição em número de usuários, com mais de 4 milhões de pessoas cadastradas.

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