Falta princípio de realidade ao projeto aprovado pela Câmara que tenta disciplinar a internet durante as campanhas eleitorai.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que faz 173 mudanças na Lei Eleitoral. Dessas, 22 tratam do uso da internet nas eleições e podem ser divididas em dois blocos.
No primeiro estão as regras liberalizantes. Elas ampliam, por exemplo, o espaço na rede em que é permitido fazer campanha eleitoral, hoje restrita aos sites dos próprios candidatos.
Pelo projeto, os políticos podem passar a usar blogs, redes sociais e e-mails.
O restante das medidas é autoritário e está em descompasso com a realidade. Elas equiparam sites de veículos de comunicação e portais a emissoras de rádio e TV, como se os primeiros fossem também concessões públicas e, portanto, sujeitos a supervisão estatal. Não são, fique claro.
No projeto, há uma regra que diz que sites e portais devem dar o mesmo tratamento a candidatos e partidos, sob pena de ser multados, e outra que chega a ser mais rígida com a internet do que com os veículos impressos. Veda a propaganda paga na rede, hoje permitida em jornais e revistas. Os deputados também querem proibir a veiculação de vídeos e áudios com montagens que ridicularizam candidatos.
É uma tolice que cairá no vazio. Muitos dos sites que divulgam esse tipo de material têm sede no exterior e não são regidos pelas leis brasileiras.
Especialista em legislação de internet, o advogado Renato Opice Blum diz que os deputados tentam tolher a liberdade de expressão. "Muitos artigos do projeto não fazem sentido, como o que exige que todos os políticos tenham idêntico tempo ou espaço na rede. Ora, como isso é possível num meio que prima pela instantaneidade e por abrigar milhões de opiniões individuais?", espanta-se Blum.
O relator da medida, Flávio Dino (PCdoB-MA), rebate: "Não podemos aceitar que a internet seja um território sem regras". Trata-se de uma opinião dinossáurica, só compartilhada por ditadores chineses, iranianos, cubanos e norte-coreanos, que tentam controlar a rede de computadores.
Nas democracias dignas desse nome, a internet é indisciplinada porque sua natureza é indisciplinável. O deputado Dino, tão rígido em relação ao que vai pela rede, mostrou-se flexível em temas mais próximos aos parlamentares.
Ele foi favorável a que políticos "ficha-suja", que respondem a processos criminais, possam se candidatar e também oficializou as "doações ocultas", feitas aos partidos para esconder o vínculo do doador com o candidato.
Possibilitou ainda que erros em prestação de contas de campanha considerados "irrelevantes" sejam perdoados. Como não especificou o que entende por esse adjetivo, abriu uma estrada para absolver políticos que fraudam contas eleitorais. Espera-se que, no Senado, o projeto aprovado na Câmara sofra alterações e perca as tintas do teatro do absurdo.
Fonte: Blog do Noblat
O Twitter está prestes a lançar páginas especiais para marcas, que, seguindo o modelo já implementado pelo Facebook, permitirão ambientes mais amigáveis à publicidade. De acordo com o Business Insider, o novo projeto deve ir ao ar nesta quarta-feira (1).
A ideia da plataforma é dar às marcas maior flexibilidade quanto aos formatos publicitários, permitindo, por exemplo, que usuários joguem online e façam compras. O lançamento pode ser o primeiro passo para uma modificação completa na forma como se usa a rede social hoje, abrindo caminho para o T-commerce, modelo semelhante ao F-commerce, no Facebook.
Os anunciantes ainda poderão customizar suas páginas, aumentando o tamanho do topo ou o logo, de forma que esses elementos ganhem mais visibilidade.
Em dezembro do ano passado, o site escolheu alguns seletos anunciantes , tais como Coca, Cola, AmericanExpress, Chevrolet e Dell, para testar as novas funcionalidades.
Fonte: Exame
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