Sabendo que é impossível e perigoso ignorar o peso crescente que a Internet tem na vida das pessoas e no modo como elas comunicam, cada vez mais os políticos apostam em sites, blogues e, sobretudo, nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook para se aproximarem das legislativas.
Seguindo o exemplo do presidente norte-americano, Barack Obama, o PS parece apostado em expandir-se na rede, sobretudo com o aproximar das eleições legislativas, agendadas para 27 de Setembro.
Os socialistas promovem, esta terça-feira, a conferência “Democracia interactiva: promover a participação dos cidadãos”, que vai contar com dois especialistas que criaram a interactividade Obama online e o jornalista Paulo Querido, um dos mais influentes e bem informados habitantes da rede.
À TSF, Paulo Querido explicou que para que a Internet seja uma arma poderosa na política necessita de três ingredientes: espírito de aventura para «trilhar um caminho novo», transparência, já que na web todo o discurso que é artificial é desmontado em tempo real, e «paciência» porque nas redes é preciso «construir uma reputação».
Para o jornalista, «o momento ideal» para os políticos se lançarem na aposta na Internet teria sido há «uns meses antes», mas «mais vale irem já» para não perderem «esta oportunidade».
Apesar de a Internet não chegar à quantidade de pessoas a que chega a televisão, Paulo Querido destacou que «há um enriquecimento da coisa política, quando um político e um cidadão trocam comentários ou opiniões sobre assuntos». Uma vez que «aproxima eleitos de eleitores», os políticos podem ter muito a ganhar.
Depois de Obama ter tirado muito partido da web, Paulo Querido aguarda a forma como, em Portugal, os políticos vão tentar imitar o Presidente dos Estados Unidos na utilização dos blogs, do Twitter e do Facebook.
BRASÍLIA - A utilização da internet na campanha eleitoral será um dos temas mais polêmicos na votação da proposta da reforma eleitoral, e foi criticada por muitos deputados, em plenário, no início dos debates do texto nesta terça. A pedido de vários deputados, o parecer do relator Flávio Dino (PCdoB-MA) às emendas e a votação foram transferidos para as 9h desta quarta, em sessão extraordinária. Há alegações de que o projeto é restritivo. Dino defendeu a proposta, afirmando que a tentativa foi buscar facilitar a vida dos candidatos e dos partidos. (Leia mais: Especialistas avaliam a mobilização política que ganha espaço nas redes sociais na internet)
- Liberamos o uso da internet. Mas não podemos sair do reino do não vale nada, para o reino do vale tudo. O texto prevê direito de resposta - disse Dino.
O projeto, se sancionado antes de setembro, será válido para todos os candidatos na eleição de 2010. (Leia mais: Eleições 2010: internet pode aproximar eleitor das campanhas, diz especialista)
O projeto, feito por um grupo de líderes de partidos, é fruto da consolidação de diversas propostas que tramitavam na Câmara. O texto também ganhou sugestões dos partidos e de bancadas da Casa. A tramitação, no entanto, é longa, passando por debates na Câmara e depois no Senado, que enfrenta crise em função de uma sequência de denúncias sobre a gestão da Casa. (Leia mais: internet oferece ferramentas para fiscalizar o trabalho de deputados e senadores)
- Há quem considere o projeto muito restritivo - afirmou Dino à Reuters. Ele cita como um exemplo do que poderá gerar discordâncias a proibição de propaganda paga pelos candidatos a meios de comunicação privados da rede.
Sucesso da campanha virtual de Obama alertou deputadosO sucesso da campanha eleitoral virtual do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no ano passado, alertou os deputados para o uso da internet como meio de aproximar o candidato do eleitor.
Com a nova regra, candidatos e apoiadores poderiam fazer campanha de forma espontânea e gratuita para o candidato que tiver preferência em, por exemplo, sites de relacionamento como o Orkut e o Twitter, ou até mesmo em blogs. De acordo com a legislação vigente, a conduta não é permitida. (Leia mais: Manifestação 'Fora Sarney' chega às ruas e continua sendo febre no Twitter)
Mesmo antes da aprovação desta regulamentação e apesar de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bem mais restritivas, vários políticos usam o Twitter e outros têm páginas de apoiadores no Orkut. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por exemplo, usa o Twitter, que é um blog atualizado com frases de até 140 caracteres.
O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), defende a ampliação do uso da rede mundial de computadores e julga que o instrumento é "poderosíssimo" para a participação do cidadão no processo eleitoral.
- Acho que tem que permitir o uso da internet na campanha pelo cidadão (...) como um instrumento para a cidadania - afirmou, destacando o direito do eleitor de manifestar a sua preferência de candidato na rede.
Entre outros pontos, a proposta permite doações em dinheiro para candidatos pela internet e também define outros critérios para a propaganda eleitoral antecipada e o horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
Mulheres querem ter 20% do tempo de TV na campanha eleitoralPara Dino, além do uso da internet, outros pontos que poderão ser polêmicos para a regulamentação da campanha eleitoral são a volta do uso do outdoor, a implementação de um teto para gastos de candidatos e algumas sugestões da bancada feminina.
Uma delas é a doação obrigatória de 10% do fundo partidário para o estímulo da participação política feminina.
- Há quem ache que isso é muito dinheiro. Vai ter um destaque (proposta de mudança) contra isso - diz Dino.
O texto também prevê que 20% do tempo de rádio e TV na campanha sejam destinados às candidatas.
Para o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), designado pelo seu partido para representar a legenda no grupo que elaborou a reforma eleitoral, tais questões devem ser definidas pelo próprio partido e a sociedade faria a fiscalização.
- A minha proposta é que todo partido fosse obrigado a definir um limite mínimo (do fundo para as mulheres) e o controle social se incumbiria de fazer o juízo que o partido definiu - afirmou o deputado, no site do partido.
O projeto de reforma eleitoral muda dispositivos da Lei dos Partidos Políticos (1995) e da Lei das Eleições (1997), além de regulamentar resoluções da Justiça Eleitoral.
O mercado corporativo começa a usar redes sociais de forma estratégica, conforme reportagem de Computerworld, mas muitos executivos ainda têm dúvidas sobre como gerenciar bem essas ferramentas de comunicação. A utilização mais forte de Twitter, Facebook e outras ferramentas de mídia social é apontada pela consultoria Gartner como uma das principais tendências para o mercado de tecnologia da informação em 2010.
Na avaliação da empresa que desenvolve soluções colaborativas online Direct Labs, este será o ano da profissionalização do uso dessas tecnologias. O consultor de mídias sociais da Direct Labs, Diego Monteiro, diz que muitas empresas agem por impulso na hora de aderir ao uso de ferramentas de web 2.0 e acabam comentendo erros que podem comprometer sua marca. Confira sete dicas preparadas pelo especialista a respeito do uso eficiente de redes sociais pelas corporações.
1- Comece monitorando sua marca:
O primeiro passo, e também o mais fácil, é a criação de um monitoramento simples para entender o que estão falando sobre você, sua marca e/ou produtos nas mídias sociais. Essa estratégia pode trazer informações imprescindíveis para você entender qual é o status da sua marca na web.
"Dependendo do porte e da estratégia da empresa, essa etapa pode envolver também ferramentas de busca automática de dados, o que que não dispensa o trabalho manual para análise", afirma Monteiro. A partir daí, você pode pensar em ações adequadas para atuar nas mídias sociais.
2- Defina sua equipe:
Como o trabalho manual não é dispensável, é necessário ter muito bem definido quem na equipe atuará com mídias sociais. É muito importante definir quem da sua equipe atuará com as mídias sociais. Em geral, esse trabalho é destinado a profissionais de marketing e comunicação que entendam muito bem do seu negócio, que tenham disposição para falar pela empresa, sejam usuários das principais redes sociais e estejam sempre conectados.
"A dedicação integral de pessoas e o número de funcionários que vai trabalhar na área depende muito do quão estratégico o trabalho for para as operações da empresa. Respostas rápidas são um grande diferencial e exigem um cuidado maior na definição da equipe", ressalta Monteiro.
3- Defina sua linha de comunicação:
É preciso tomar cuidado na estratégia que você vai usar para interagir nas mídias sociais. Por isso, a melhor dica é seguir um padrão. Definir uma linguagem (formal ou informal) para ser usada sempre, o público-alvo, a abordagem ideal (adotando uma comunicação mais pessoal ou institucional), a periodicidade de seus posts (no blog corporativo, no Twitter, no Slideshare ou qualquer outra mídia social) e um tempo máximo para responder às interações dos usuários. A linha de comunicação define as ações que serão tomadas em casos de crises e a postura adotada diante de críticas. Em ambos os casos, transparência é essencial.
A definição da linguagem também estabelece, de certa forma, o público que vai acompanhar a companhia no Twitter, por exemplo. Por isso, deve ser bem estudada pelo plano estratégico. "Às vezes é mais importante ter 2 mil seguidores relevantes no Twitter usando determinada linguagem do que possuir 20 mil seguidores sem relevância para a estratégia da corporação", observa o especialista.
4- Crie seus canais sociais (Twitter, Blog, Youtube, Flickr, etc.):
Muitas empresas tomam esse passo muito antes do que deveriam. O conceito base aqui é "estar presente onde seus clientes estão". Se os usuários gastam a maior parte do tempo visitando canais sociais, estar presente nesses locais é essencial. Um detalhe importante é que tais canais devem ser criados seguindo uma premissa: você realmente estará presente diariamente neles, atualizando e se relacionando. Canais sociais deixados de lado definitivamente não são bem vistos pelos usuários, assim como interações não-respondidas.
5- Relacione-se, interaja:
O mais importante quando você insere sua empresa/marca nas mídias sociais é interagir com o usuário. Isso é essencial para que ele se sinta ouvido e para que entenda o quanto a opinião dele é importante para você. Todo o tipo de interação relevante do usuário deve ser respondido o mais rápido possível. Dê atenção especial para seus usuários mais ativos: os evangelizadores e destruidores de sua marca.
6- Produza conteúdo:
Neste estágio, você já tem uma equipe, uma linha de comunicação, canais socias e já se relaciona com alguns usuários. Gerar conteúdo é um passo importante para estreitar a relação com essas pessoas, gerar valor, manter todos informados de novidades e mostrar que a empresa é viva, dinâmica e atualizada. Muitas empresas já geram muito conteúdo, mas deixam-no restrito ao site institucional, newsletters ou campanhas específicas.
Um trabalho de spreading (replicar o conteúdo em seus canais sociais) é muito importante para, mais uma vez, estar onde o usuário está. Não dá para esperar que o usuário visite o seu site. Nessa etapa é muito importante seguir as definições da linha de comunicação adotada. Em alguns casos é necessário voltar e refazer esse trabalho.
"Pela experiência, o que mais funciona é mostrar a cara das pessoas que representam a instituição, adotar um díalogo com informalidade, falar em primeira pessoa. Algumas empresas, como a Google, adotam essa estratégia com sucesso", opina Monteiro.
7- Fique de olho no mercado e em concorrentes:
É possível também encontrar diversas oportunidades explorando seu mercado nas mídias sociais. Uma boa maneira de fazer isso é monitorar comentários sobre palavras-chaves relacionadas ao seu negócio. Trabalhar com esses dados e se relacionar com os usuários pode render pesquisas valiosas e uma nova fonte de identificação de possíveis clientes.
Segundo Monteiro, "o trabalho de acompanhamento da concorrência dá indicadores para avaliar o próprio desempenho. Ter um crescimento de 50% no índice de menções de um mês para o outro pode não significar nada se não houver base de comparação, já que as redes sociais também estão muito sujeitas a sazonalidades".
Fonte: ComputerWorld
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Em audiência única, no entanto, o Brasil sobe. É o terceiro país, atrás apenas de Estados Unidos e Japão, com 31 milhões de usuários fazendo um networking.
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Apesar do grande número de acessos, e de horas no Brasil, o hit Orkut não é o motor do crescimento mundial das redes sociais. Dados dos Estados Unidos apontam que o Facebook é a força motriz do alto índice de acessos, passando da faixa dos 60 milhões, em dezembro de 2008, para a dos 110 milhões visitantes de 2009. Twitter é o segundo melhor desempenho nos EUA.
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Mais pessoas gastando mais tempo.
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Em 2006, numa aula de Filosofia da Comunicação, discutíamos a mudança de hábitos provocadas pela tecnologia. A preocupação, então, era com o costume de enviar e receber cartas. O e-mail mataria os velhos envelopes selados? Hoje, os números dão preocupações bem maiores aos apocalípticos da tecnologia. “Estamos trocando as conversas frente à frente pelos scraps e tweets!”
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Não necessariamente. Antes de gritar por aí que a tecnologia mata a poesia, se deve ver nas ferramentas online um novo jeito de se comunicar - e até ser poético. Afinal, as 4h30 gastas no Brasil com certeza não chegam perto das horas de bate-papo face to face.
Fonte: Infosfera
Para as empresas, mesmo as mais tradicionais, tem se tornado evidente que é preciso conhecer um pouco mais sobre o tema para fazer alguma coisa. Mas fazer exatamente o quê?
Muitos executivos e empresários vêm se sentindo incomodados com essa situação, pois percebem que é necessário se atualizar, mas decididamente, não sabem por onde começar.
Portanto, se você é um deles, saiba que não é o único! Tenho observado esse movimento de perto, tanto sobre a questão da preocupação como do desconhecimento do que e de como fazer para atuar nesse emaranhado de inovações trazidas pela web. Meu conselho é: “Não desanime e não desista”. O assunto é complexo e poucos têm tido tempo para buscar saber mais a respeito, o que leva a essa angústia.
Ouvimos na mídia alguns casos de sucesso sobre a utilização dessas ferramentas, mas pouco se fala sobre os fracassos. O ponto que se faz necessário compreender é sobre como é possível obter ganhos com a internet, ou seja, como fazer para que ela “jogue a favor” da sua marca.
De fato são muitas as ações a serem tratadas, que obviamente não caberiam em um único texto com espaço limitado, mas ressaltarei nesse e nos próximos artigos, algumas que percebo como sendo as mais importantes.
Vamos à primeira dica: procure mapear quais são as redes sociais que realmente podem ser importantes para o seu negócio. Orkut? Facebook? LinkedIn? Drimio? Enfim, tente identificar em quais delas sua marca é mencionada e de que forma é tratada. Um caminho para isso é pesquisar diretamente. Caso tenha como investir um pouco mais, contrate uma empresa especializada para esse trabalho. Feito isto, procure entender as reclamações mais frequentes e resista à tentação de reagir prontamente, pois isso seria um “crime” no mundo das redes sociais. O importante a fazer nessa etapa é analisar essas reclamações e corrigi-las na “vida real”. Por exemplo, se a reclamação é sobre o atraso frequente na entrega de mercadorias, tente melhorar isso na sua empresa, resolva a fonte dos problemas. Depois interaja diretamente com o cliente reclamante, fora da rede social. Solucione o problema e coloque-se à sua disposição. Procure “encantá-lo”, mesmo que você esteja incomodado nesse momento.
Esse é o melhor caminho. Confie. Se você conseguir fazer com que ele sinta-se bem atendido em suas insatisfações, pode ter certeza que ele mesmo voltará àquela rede e contará sobre a solução, elogiando a atuação da sua empresa.
Você deve estar dizendo que nada disso é novo, ou seja, isso é relacionamento com o cliente! É verdade, você tem razão. O que mudou é que antes, se esse cliente insatisfeito podia influenciar umas dez pessoas, agora, meu caro, ele influencia milhares de potenciais consumidores que estavam pensando em comprar o seu produto.
* Sandra Turchi é Superintendente de Marketing da ACSP - Associação Comercial de São Paulo – e Coordenadora do curso de Estratégias de Marketing Digital da ESPM
A Akamai Technologies divulgou o relatório State of the Internet do terceiro trimestre de 2009. O estudo mostra estatísticas sobre a rede, como origens de ataques e média de velocidade de internet pelo mundo, além de dados gerais sobre o acesso mundial à web.
O Brasil chegou a 10,8 milhões de IPs únicos gerados no trimestre e alcançou a nona posição entre os países que mais acessam internet, ultrapassando a Espanha. Os Estados Unidos, com 119 milhões, e a China, com 49 milhões, lideram o ranking. O total mundial de IPs gerados nos três meses finais de 2009 foi de 444 milhões.
O estudo também analisou a velocidade de internet por cidades. Na Ásia, Europa e América do Norte todas as cidades entre as 10 mais têm conexões acima de 10 Mbps. A cidade de Sandy, em Utah, nos Estados Unidos, possui a maior média de velocidade de internet, com 33 Mbps.
Na América do Sul, porém, a média mais alta está em Cucuta, na Colômbia, com 2,4 Mbps. Quatro cidades brasileiras aparecem entre as 10 maiores do continente: Curitiba, Florianópolis, Campinas e Belo Horizonte, com médias entre 1,6 Mbps e 1,9 Mbps.
A velocidade média global de internet é de 1,7 Mbps. A Coreia do Sul, com 14,6 Mbps, é o país com a maior média de velocidade do mundo, seguido por Japão (7,9 Mbps), Hong Kong (7,6 Mbps), Romênia (6,2 Mbps), e Suécia (5,7 Mbps).
Durante o terceiro trimestre, 103 dos 226 países analisados tiveram média de conexão abaixo de 1 Mbps, número menor que os 125 do trimestre anterior. Apenas sete têm média abaixo de 100 Kbps. A Ilha de Mayotte, no Oceano Índico, possui a menor média de conexão do mundo, com 43 Kbps.
Os ataques no período partiram de 207 países diferentes. Brasil e
Rússia são as duas principais fontes, superando Estados Unidos e China.
Juntos, Brasil e Rússia somam 22% dos ataques feitos durante o terceiro
trimestre de 2009. Informações do IDG Now.
O conceito de Redes Sociais de Nicho, ou Segmentadas, é familiar para todo mundo aqui? Bom, não custa nada gastar uma linha com uma definição rápida:
Redes Sociais de Nicho são formas de representação dos relacionamentos entre seres e/ou grupos que tenham interesses bem específicos.
Pois bem. As Redes Sociais de Nicho podem parecer muito bizarras. Imagine uma rede de donos de cães chihuahua do Estado de São Paulo; ela realmente não fará sentido para você que não tem e/ou não gosta de cachorrinhos desta raça. Mas, acredite, ela é um prato cheio para companhias paulistas especializadas em ração para cães de porte pequeno.
Outro obstáculo é o medo. Muitas empresas hoje olham para Facebook, MySpace, Linkedin, e pensam: "Só se eu fosse maluco me atreveria a criar uma rede social específica para meu público. Seríamos esmagados".
Não é bem por aí e eu tentarei explicar os porquês.
Benefícios, vantagens e importância das Redes Sociais de Nicho:
- Conectam pessoas que geralmente não se conhecem. Nas Redes de Massa (a.k.a Orkut e Facebook), o comum é adicionar o amigo da escola, da faculdade, do trabalho, da academia, da vizinhança... Nas redes de nicho, pessoas se conectam porque têm interesses comuns, permitindo que se desenvolva um relacionamento offline. Já ouviram a máxima "Internet: aproxima quem está longe e afasta quem está perto"? Acho que nesse contexto poderíamos falar "Redes de Nicho: aproximam quem está longe. Redes de Massa: afastam quem está perto".
- Alcançam audiências interessadas, desenvolvendo sinapses online inteligentes.
- Agregam conversações relevantes que não dão espaço para o famigerado "Oi te achei muito lindo(a), me add".
- Nicho não significa 3 pessoas. Um nicho pode ser bem populoso, ele somente não se enquadra nos merchans do Faustão e do Milton Neves.
Visto isso, alguns passos básicos devem ser seguidos no momento de concepção de uma Rede Social de Nicho:
- Engajar: Construir um relacionamento não se faz do dia para a noite. Disponha de tempo e repertório para lidar com sua comunidade.
- Ouvir e ser ouvido: Fale, mas também escute. Afinal, você criou uma rede para conhecer mais sobre os hábitos e necessidades dos participantes.
- Focar na comunidade e não na ferramenta: descubra o que é mais útil e acessível para seu nicho. Está perdido e quer uma dica: as comunidades Ning são suficientes na maioria dos casos.
- E agora, sim, a perfurmaria: depois de cumprir todos os passos acima, lembre-se de que o objetivo é conectar pessoas. Crie plataformas wiki, chats, fóruns, comunidades, álbum de fotos, canais de vídeos...
No mundo da web, vale tudo para não ser esquecido. Motivação que levou a relações públicas Laila Sena, 27 anos, a criar com o amigo Lula Ribeiro a rede Veia Social (www.veiasocial.com.br), que agrupa doadores e receptores de sangue. “Eu tive câncer e, durante o tratamento, precisava muito de doações. Sofri na pele o problema. Resolvemos criar o site para centralizar pedidos, dar mais veracidade à mobilização na internet”, conta Laila. A Veia Social, que entrou no ar em março passado, também funciona como um informativo online sobre o funcionamento de hemocentros e procura desfazer mitos acerca da doação de sangue e de medula óssea. “Às vezes, recebemos perguntas simples pelo Twitter, como se é permitido comer antes de doar ou onde fica o local de coleta mais perto da casa da pessoa”, conta a relações públicas.
Com um propósito bastante diferente, a rede social Beautiful People (www.beautifulpeople.com) é, como o nome já diz, o espaço virtual exclusivo para pessoas bonitas. Criada em 2002, na Dinamarca, ela chegou ao Brasil em outubro do ano passado e já conta com 32 mil usuários e 220 mil “aplicações”. Sim, porque não basta se achar bonito, é preciso que os membros da rede o achem também. Ao cadastrar seu perfil na Beautiful People, ele fica disponível durante 48 horas para que os outros membros aceitem ou não. Homens votam em mulheres e vice-versa. “A rede é fruto de uma necessidade, é uma forma mais fácil de procurar pessoas com boa posição social e aparência física. Por conta dessa seletividade, ela oferece perspectivas de relacionamentos mais satisfatórios”, defende Christian Nyyssönen, diretor da Beautiful People no Brasil e na Itália.
A professora Raquel Recuero, da Universidade Católica de Pelotas, explica que o uso das redes sociais cresceu na medida em que as pessoas perceberam o potencial dessas ferramentas. “A questão do nicho é muito forte, especialmente se o criador do site acertar o interesse de um determinado grupo. Algumas pessoas constroem uma rede bem pública, para outras, o desejo é criar uma rede mais privada. Do mesmo modo, há espaços voltados para o conhecimento, em outros, o interesse é apenas social”, observa a pesquisadora.
Autora do livro Redes sociais na internet (Cubocc), Raquel acredita que, ao agrupar pessoas, a web se tornou um espaço de ação coletiva. Laila Sena concorda, mas lembra que a mobilização virtual nem sempre reflete-se no mundo real. “Infelizmente, quando partimos para encontros ‘offlines’ nos hemocentros, a adesão é baixa. É a chamada revolução do sofá: na internet, muita gente que se mobiliza facilmente, repassa a mensagem, ajuda na convocação, mas sair do sofá em um sábado e doar sangue é muito difícil”, lamenta.
Acadêmicos unidos
A febre das redes sociais conquistou até mesmo um público por vezes conservador, mas interessado em trocar informações. Desenvolvida por um cientista da computação capixaba, a Follow Science (www.followscience.com) reúne conteúdos de interesse de professores e pesquisadores. A rede tem espaço para divulgação de eventos, criação de grupos em áreas específicas do conhecimento, biblioteca de monografias, dissertações e teses, notícias e blog. “Durante o meu mestrado (na Universidade Federal de Pernambuco), eu percebi a ausência de uma ferramenta que funcionasse de forma colaborativa, exclusiva para o pessoal da pós-graduação. A gente ficava muito limitado a pesquisas no Google para descobrir o que estava acontecendo”, conta Cleyverson Costa, 25 anos, idealizador e administrador da rede, que tem 30 mil usuários cadastrados.
Outra iniciativa “nerd” é a rede Skoob (www.skoob.com.br), voltada para amantes de literatura. Funciona assim: ao criar o perfil, o usuário descreve que livros já leu, planeja ler ou quer emprestar/doar, como se fosse uma estante virtual. O sistema cruza informações e aponta amigos que têm afinidade literária. Também é possível fazer resenhas de obras e disponibilizá-las na rede. A Skoob entrou no ar em 30 de dezembro de 2008, com 300 usuários cadastrados, convidados pelo criador da ideia, o analista de internet Lindenberg Moreira, 33 anos. Três dias depois, a rede já tinha 2 mil perfis cadastrados. Hoje são cerca de 165 mil.
Lindenberg afirma que a proposta é ampliar os serviços da página, inclusive auxiliando os usuários no cumprimento de metas de leitura. Outra possibilidade é trabalhar com indicações de livros por amigos na rede. “Nós temos até professores que usam a Skoob com seus alunos. Eles pedem que os estudantes se cadastrem na página e postem resenhas de livros na rede. A correção é feita online”, diz Lindenberg. O site atualmente se sustenta com anúncios e parcerias com editoras.
Ainda mais específica é a rede Orcristo (www.orcristo.ning.com), voltada para evangélicos. Com o slogan O seu santo espaço na internet, o site tem regras bastante claras: na hora do cadastro, a pessoa precisa informar em que igreja congrega. Também deve respeitar normas como não postar conteúdos ofensivos e fotos sem camisa ou em trajes de banho. “É um ambiente familiar, não toleramos apelidos jocosos ou ataques pessoais”, avisa o criador da página, o escritor Lucas Pimentel, 41 anos. A rede tem cerca de 3,8 mil usuários, grupos organizados por igrejas, versículo do dia e fóruns com temas polêmicos, como aborto e pedofilia. Diverso como toda a internet.
1 - Para bichos
Com toda essa diversidade, já inventaram até um site de relacionamentos para animais de estimação. No Orkupet (http://meupet.ning.com), é possível cadastrar o perfil de cães, gatos, peixes, roedores, répteis e todo tipo de bichinho companheiro. A rede tem mais de 3 mil cadastros, comunidades, fóruns e bate-papo. Informações do Correio Braziliense, por Carolina Vicentin.
Dados públicos de 100 milhões de usuários do Facebook caíram na internet na semana passada, agrupados em um pacote facilmente encontrado em vários sites da rede. A notícia só prova algo que especialistas já sabiam: a possibilidade de qualquer informação ser coletada, agregada e analisada. O que se viu na semana passada é apenas uma pequena amostra do que pode ser feito. Os softwares que “varrem” a internet buscando e armazenando informações são chamados de “crawlers”, e é sobre eles que trata a coluna Segurança para o PC.
Como são feitos os sites de pesquisa
Se você já se perguntou como o Google, o Bing e outros sites de buscas
conseguem pesquisar tantas páginas na internet, saiba que a resposta é
realmente a mais simples possível: o Google visita os sites, segue
automaticamente cada link e salva as páginas que acessar.
Depois entra a parte complexa do processo, que é de fato a “mágica” do Google e que permite que as páginas sejam encontradas – é aí que mora o diferencial de cada site de pesquisa.
Se o crawler não visitou alguma página na internet – talvez porque ninguém fez links para ela – ou o software não conseguiu entender a informação que está em uma página, ela não será localizada pelos sites de busca. Mas os crawlers são continuamente melhorados para que todas as informações sejam coletadas.
Cem milhões de nomes
O código que coletou os dados do Facebook é muito simples. O próprio
autor admitiu limitações, como, por exemplo, o fato de ele não acessar
as páginas dos amigos dos perfis públicos.
Crawlers de sites de busca seguem links, mas, para isso, têm alguns pontos pelos quais eles “começam” a varrer a internet. O diretório público do Facebook é uma lista de perfis públicos da rede social e, por isso, pode ser um excelente ponto de partida, e foram exatamente esses perfis que o código analisou para compilar a lista de 100 milhões de usuários do Facebook – ou um quinto da rede social, de acordo com dados recentes.
Só o nome de cada perfil foi armazenado, embora todas as informações públicas pudessem ser copiadas. O desafio seria o volume de informação, difícil de ser processado e arquivado. Mesmo assim, o crawler usado era rudimentar.
Se você ainda não teve ideia de um ponto de partida de um crawler para Orkut, pense nas comunidades populares, que chegam a ter mais de um milhão de membros. Várias têm uma lista de membros pública e, mesmo quando esse não é o caso, é fácil conseguir acesso a essas informações. Depois de salvar todos os links dos perfis, basta analisar os perfis dos amigos e refazer o processo. Logo, o montante de perfis teria um volume respeitável.
Agregando e analisando
Depois de ter copiado os dados públicos de todos os perfis, há possibilidades infinitas a respeito de como essas informações podem ser usadas. Uma vez agregadas, é possível realizar análises, cruzar comunidades e também informações. Por exemplo, qual o curso superior mais comum entre quem está em determinadas comunidades de informática? Tendo os dados agregados, essa pergunta poderia ser facilmente respondida.
Se você não vê utilidade para isso, confie na criatividade dos criminosos e dos especialistas. Só os nomes registrados nos perfis do Facebook já serão suficientes para servir de complemento a um software que quebra senhas. Com os dados, o especialista conseguiu determinar quais os nomes mais comuns. Isso é útil para ataques do tipo dicionário, que tentam quebrar senhas usando listas de expressões pré-determinada. Ou seja, sabendo quais os nomes mais comuns, será possível testar primeiro as combinações de usuário/senha com esses nomes, aumentando as chances de conseguir acesso não autorizado em poucas tentativas.
É possível também pensar em ataques mais pessoais: quais são as comunidades mais comuns entre seus amigos? Qual o colégio mais comum? Essas informações seriam muito relevantes para um ataque mais sofisticado de engenharia social (enganação, fraude).
Outro detalhe é que, se crawlers ficarem comuns, informações públicas não poderão ser retiradas da rede, já que, uma vez coletadas, apagá-las na rede social não vai eliminá-las permanentemente da rede.
O que as redes sociais podem fazer
Visitar três milhões de perfis do Orkut certamente cria alguma movimentação – certamente tornaria o crawler o usuário mais assíduo da rede social. É difícil passar despercebido criando esse volume de acessos. Mas crawlers podem ser configurados para fazer alguns poucos acessos por dia. Criminosos com mais recursos podem usar computadores diferentes, em locais diferentes, para distribuir a carga e parecer que os robôs coletores de dados não pareçam mais ativos do que os outros usuários.
Embora as redes sociais possam tardar o efeito dos crawlers, limitando o número de acessos que um mesmo IP pode realizar, realmente há muito pouco que pode ser feito. Complicar a vida dos crawlers é receita para também complicar a vida dos internautas comuns, já que os crawlers maliciosos se disfarçam, copiando, inclusive, os padrões adotados por algum navegador web, de modo a parecer idêntico ao software comum e não ser bloqueado.
O que você pode fazer
Quanto mais informações você disponibilizar publicamente na rede social, mais fácil outras pessoas poderão encontrá-lo – e isso inclui também os crawlers. Simplesmente não há solução fácil: qualquer informação ou comunidade que você participar é informação pública e um crawler vai poder coletar isso.
A criação de um crawler para muitas redes sociais ainda não passa de uma hipótese. Mas, conforme as velocidades de conexão aumentam e o hardware de armazenamento fica mais barato, a tendência é que esse tipo de coisa pareça cada vez mais real e possível.
Se você colocar uma informação na rede, considere-a pública de verdade, como se exposta permanentemente em uma vitrine de um grande centro urbano. Para evitar isso, use os controles de privacidade da rede social e entre apenas em comunidades que você realmente precisa.
Se for uma opção, considere perfis vazios ou o total abandono das redes
sociais. Os riscos
envolvidos na participação de uma rede
social têm aumentado; você
ainda pode usá-las para manter contato com amigos, mas tome cuidado ao
expor informações. Talvez você nunca mais consiga tirá-las da rede. Informações G1.

Redes sociais, como Facebook e Twitter, e jogos on-line, como o Farmville ou Club Penguin, já consomem um terço do tempo gasto por usuários americanos com a internet. É o que garante estudo do instituto Nielsen divulgado nesta segunda-feira. A pesquisa mostra ainda como os americanos apresentam comportamentos distintos para acessar a web em computadores e dispositivos móveis.
O levantamento monitorou em junho a atividade on-line de 200.000 usuários e comparou as informações com registros do mesmo mês do ano passado. O tempo dedicado às redes sociais cresceu quase 50% – é, individualmente, a principal atividade dos americanos na web. Em segundo lugar ficaram os jogos on-line, que ultrapassaram o uso de mensagens eletrônicas (e-mail), que caiu para o terceiro posto.
A história é diferente quando os americanos usam a internet por telefone ou tablets. Quase metade do tempo de acesso é gasto para a consulta de e-mails, sites de notícias e só então redes sociais e blogs. Nota: de acordo com a FCC, órgão regulador da área de telecomunicações e radiodifusão dos Estados Unidos, 93% da população do país possui celular.

Em dispositivos móveis, a história é diferente: o e-mail ainda domina
Proibidos em algumas empresas e órgãos públicos, sites de redes sociais começam a fazer parte da administração direta do Estado, em usos que vão além de divulgação e marketing de ações. Com funcionários responsáveis por monitorar Facebook, Twitter e Orkut, órgãos e empresas prestadoras de serviços públicos vêm conseguindo melhorar o atendimento ao cidadão.
Ao menos quatro instituições - Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Polícia Militar (PM) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) - destacaram profissionais que acumulam, entre outras funções, o monitoramento de redes sociais. A partir de janeiro de 2009 - quando São Paulo se tornou o primeiro Estado a regulamentar o uso das redes no governo -, as secretarias criaram perfis, principalmente no Twitter. A maioria, porém, para divulgação.
No caso do Metrô, o monitoramento é questão de segurança. No ano passado, a empresa incumbiu um funcionário de vasculhar as redes para, com as informações levantadas, definir ações. E o trabalho de Antônio Gonçalves de Oliveira, de 41 anos, já causa efeitos práticos.
Foi a partir de comentários em blogs e Twitter que Oliveira descobriu o planejamento do flash mob No Pants ("Sem Calças"), em maio de 2009. "Nunca havia ocorrido no Brasil. Houve discussão se poderia configurar atentado violento ao pudor", conta. "Pesquisei sobre o evento em outros países e vi que era pacífico. A partir daí, definimos uma tática." No fim, 500 pessoas participaram, acompanhadas por 16 agentes. Não houve ocorrências.
Na CPTM - que permite acesso às redes a todos os funcionários -, o efeito concreto mais emblemático do monitoramento foi a instalação, no início do mês, de um painel na estação Guaianases, na zona leste, a partir de reclamações no Orkut. "Sugeriram um painel que informasse quanto tempo falta para o próximo trem", disse o presidente da companhia, Sérgio Avelleda.
Para especialistas, as redes devem ser fontes de pesquisa para estratégias de governo. "Deve ser ligada à gestão, e não à comunicação", disse Fábio Cipriani, autor de livros sobre mídias sociais. "Captura de informação nas redes é comum na Europa, e a tendência é se fortalecer aqui." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O foco principal ainda é o relacionamento com seus clientes. Mas as empresas brasileiras já descobriram outros usos para as redes sociais -- como a possibilidade de monitorar a concorrência.
O LinkedIn é uma das redes com o maior potencial nesse sentido, segundo Alessandro Barbosa Lima, presidente da consultoria E.Life, de mídias sociais. Isso porque a ferramenta registra as contratações e a movimentação das empresas.
"Se o concorrente contratou um grande número de pessoas na América Latina, por exemplo, provavelmente ele está com uma estratégia para aquele mercado", diz.
Maurício Bichara, gerente de divisão de internet do Banco do Brasil, afirma que o "benchmarking" (identificação de referenciais de excelência) feito antes nos canais presenciais alcançará também as redes sociais.
"Temos ferramentas [de monitoração] e pesquisamos as "hash tags" [símbolo do jogo da velha que indica um assunto no Twitter] que têm a ver, como nomes dos bancos, até para ver o que é que está acontecendo", explica.
Outro uso das redes sociais valioso para as empresas é a prospecção de clientes. Em junho, o Banco do Brasil realizou a primeira venda no Brasil via web 2.0.
A equipe do banco que monitora a rede captou um usuário no microblog, não correntista, com interesse em contratar um seguro de viagem. Após entrar em contato, o banco fechou a venda.
"O @BBSeguros deu um show. Contratei um seguro para minha viagem através do Twitter sem sair de casa, com um atendimento espetacular. Parabéns", tuitou o cliente à época.
Já o Santander tem um canal de educação financeira no YouTube e uma página no Formspring (de perguntas e respostas), que usa para verificar as demandas dos consumidores e adequar os seus produtos a elas.
"Esses canais servem para tirarmos as dúvidas e compartilharmos o que achamos que é melhor para esse cliente naquele momento", afirma Fernando Martins, vice-presidente-executivo de marca, marketing e comunicação corporativa do banco.
INTELIGÊNCIA
Para Lima, a inteligência das multidões é outro ponto a ser considerado, mas que as empresas ainda não aprenderam a utilizar.
"É preciso capturar um pouquinho da inteligência que os clientes trazem quando interagem para melhorar os produtos", afirma Fábio Cipriani, consultor em mídias sociais da Deloitte.
A Camiseteria, que confecciona camisetas, é um exemplo de uso da interação. O site da empresa tem um concurso permanente em que os próprios usuários enviam sugestões de estampas e votam nas melhores. As mais votadas são premiadas e depois vendidas.
"Há cerca de três lançamentos semanais e não temos uma equipe de criação, temos usuários muito criativos, isso sim", diz Fábio Seixas, um dos sócios.
Antes da internet, a divulgação da informação ficava nas mãos dos veículos de comunicação oficiais. Hoje, a divulgação da informação está em nossas mãos.
Ao passar o poder da comunicação para o cidadão comum a Internet virou uma poderosa arma de mobilização.
No Irã, logo após o resultado da eleição para presidência ter sido anunciado e a vitória do presidente eleito ser colocada em xeque por entidades internacionais, o governo restringiu o acesso de jornalistas estrangeiros em suas fronteiras e cortou a comunicação da população com o resto do mundo.
Os cidadãos iranianos foram às ruas para protestar contra o presidente eleito Mahmoud Ahmadinejad. Com câmeras fotográficas e filmadoras em mãos eles usaram as principais comunidades 2.0 da internet como canal de divulgação. Facebook, YouTube, Blogs e Twitter foram utilizados para mostrar ao mundo, em tempo real, as cenas de protestos e a repressão em que vive o povo iraniano.
As imagens que não puderam ser captadas pelos jornalistas, impedidos de cobrir o conflito no local, foram parar em jornais, revistas e TVs.
Os iranianos conseguiram burlar a censura e descobriram que podem atualizar blogs e acessar sites no anonimato. Com o avanço da tecnologia, o governo do Irã perdeu o controle total sobre o que sua população faz na internet.
Um dos softwares utilizados é o Projeto Tor que permite o acesso a sites e serviços de mensagens instantâneas bloqueados por provedores locais e, além disso, garante o anonimato de usuários que vivem em países fechados como o Irã ou a China.
O Tor nasceu em plena guerra fria. Na época o governo americano uniu o mais alto escalão da marinha e a DARPA, futura internet, para criar uma rede segura e anônima capaz de resistir a qualquer tipo de ataque. No fim da guerra fria, o projeto foi abandonado, mas não caiu no esquecimento. A “Eletronic FrontierFoundation” (EFF), fundada em São Francisco em 1990 e defensora dos direitos e da liberdade no mundo digital, encabeçou o projeto politicamente e financeiramente para garantir o anonimato na internet, já que nem os serviços de inteligência conseguem localizar de onde e de quem partiu a informação.
Texto retirado do site: http://blog.primeiramao.com.br/index.php/2009/07/07/internet-sem-rastros/


