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Na era da web 2.0, a procura pelo emprego vai além do velho caderno de classificados. Produzir um vídeo-currículo, ter um blog e navegar pelo Orkut e Twitter podem aumentar as chances de ser selecionado para uma entrevista. No entanto, o bom senso no conteúdo exposto é o que pode garantir a vaga, segundo especialistas de Recursos Humanos. 

“As empresas não olham apenas onde as pessoas estão, mas de que forma participam das discussões e se seus comentários são pertinentes”, afirma a presidente da consultoria em RH, Grupo Foco, Eline Kullock. 

A busca de vagas na web pode acontecer de duas maneiras. Na primeira, navegam em busca de perfis com conteúdo relevante, consultam diretamente redes sociais voltadas executivos, como LinkedIn, ou vão atrás de informações sobre candidatos que estão em uma fase adiantada no processo de seleção.

Na outra, o nível de exposição depende do próprio internauta. Quanto maior for sua participação online, mais rápido ele saberá das oportunidades que aparecem pela web.

Seja em redes abertas ou segmentadas a visibilidade é o grande diferencial. De olho nos nichos de assuntos disponíveis, consultorias em recrutamento de diversos setores se infiltram cada vez mais na rede para encontrar potenciais candidatos. Leva vantagem quem estiver familiarizado com as tendências digitais.

Uma pesquisa divulgada no ano passado nos Estados Unidos pelo site Career Builder com 3.169 funcionários da área sobre o tema revelou que 22% deles considera redes de relacionamento locais onde é possível encontrar talentos. 

“Hoje vemos RHs que já buscam na rede. Eles mesmos tem a proatividade de ir atrás disso”, conta a gerente de Novos Negócios e Relacionamento da Career Center, Priscila D´Addio.

Mesmo com a disseminação de novas possibilidades para a prática do “marketing pessoal”, departamentos de RH ainda privilegiam a entrevista presencial, segundo gestores. O contato online é entendido como um filtro para encontrar os candidatos que serão encaminhados aos processos de seleção das empresas. “A entrevista cara a cara nunca vai ser substituita, pois é uma forma de contratação mais direta”, diz Eline.


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O Twitter entrou na rota dos selecionadores. Para achar profissionais jovens e dinâmicos, já anunciam vagas no site. "O sênior geralmente não usa as redes. Alguns têm preconceito com o Twitter, devido à exposição", avalia Claudia Monari, 44, consultora da Career Center.


Especialistas acreditam que a ferramenta será cada vez mais usada. "A maioria das vagas é voltada para o público de comunicação. Nos próximos anos também serão para profissionais como engenheiros e advogados", afirma Ana Cristina Limongi França, 57, coordenadora do curso de qualidade de vida
da FIA (Fundação Instituto de Administração).


Os jovens também estão de olho nas oportunidades da rede. Atualmente, 75% dos candidatos a trainee buscam vagas em sites de relacionamento, segundo o departamento pessoal da ALL (América Latina Logística).

"Criamos perfis nas redes sociais e publicamos informações sobre a empresa, além de direcionar o usuário para o site com as vagas", explica a responsável pelo programa de trainee da ALL, Marcela Marques Aidar.


A estudante de relações públicas Amanda Allegrini, 18, soube de uma vaga de analista de redes sociais por um anúncio no Twitter. No dia seguinte, recebeu ligação do recrutador e foi efetivada.


DICAS


O publicitário Pedro Thompson Henriques de Andrade, 26, também conseguiu emprego na rede. "Uma amiga repassou a vaga. Comecei a seguir o perfil da empresa e enviei meu portfólio. No dia seguinte fizemos contato e me contrataram."


Para tirar bom proveito da rede social, os primeiros mandamentos são apostar em informações úteis e nunca publicar mensagens de cunho negativo.


"Não contrataria alguém que escreve "que saco, hoje é domingo!" ou "hoje é sexta-feira, não aguento mais trabalhar". Isso demonstra acomodação", afirma Marynes Pereira, 49, "coaching" de carreiras da Provider Solutions.


"Deve-se tomar muito cuidado com as fotos. Não combina um executivo de regata ou uma profissional de biquíni", diz Matilde Berna, 52, diretora de transição de carreira da Right Management. Informações da Veja.

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