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Três dias foi quanto durou a euforia em torno do Google Buzz, serviço que parece um cruzamento entre o Twitter e o Facebook e foi lançado como sendo a próxima grande rede social. A expectativa inicial acabou por dar lugar às críticas e depois a um certo desvanecimento. O Buzz é, até agora, um fracasso da Google.

Antes do lançamento, a cada 11 segundos surgia um tweet sobre o Buzz. Chegaram a ser escritos mais de mil textos por dia em fóruns de tecnologia sobre a nova rede social que a Google lançou a 9 de Fevereiro. Mas poucos dias depois, os rankings de pesquisas e de notícias relacionadas com o Buzz mostram que o interesse caiu drasticamente para perto do zero. Ironicamente, é possível ver esta queda usando a ferramenta "Google Insights for Search", que mede todas as buscas feitas na sua rede. O gráfico é muito claro: depois da euforia, o desaparecimento.

A razão número um do insucesso foi o problema de privacidade - qualquer utilizador de Gmail aderiu automaticamente ao Buzz e começou a seguir e a ser seguido pelos contactos com quem mais troca emails. Estas relações próximas ficaram visíveis a toda a rede (algo que, em casos como o de Tiger Woods, seria claramente comprometedor), e o próprio endereço foi disponibilizado a pessoas que estavam fora da rede pessoal do utilizador. E se quisessem sair do Buzz? Não era possível.

A Google apressou-se a corrigir os problemas e as definições de privacidade, é um facto. No entanto, mesmo depois disso, a forma como o Buzz foi construído, incluindo a interface, mereceu críticas dos especialistas. E a Google até partiu com um grande ponto de vantagem para a luta com o Twitter e o Facebook, os lideres das redes sociais: tem 180 milhões de utilizadores de Gmail. É provável que quase todos estes cibernautas estejam em redes sociais. Logo, tinha uma oportunidade imperdível para entrar na guerra com milhões de utilizadores instantâneos. Em vez disso, chateou os cibernautas e decepcionou os especialistas. O Buzz foi caracterizado por um bloguer como "uma inundação total de comentários que se espalham e crescem mais rapidamente que a mais insidiosa das ervas daninhas".

Também o especialista brasileiro Maurício Salvador, que vive na Califórnia, escreveu na revista electrónica especializada "Mundo do Marketing" que "o Google Buzz não conseguiu o buzz que queria". E explicou que o Facebook é, com os seus 400 milhões de utilizadores, uma causa de insónia para os executivos da empresa.

Porquê? A Google teme que o crescimento do Facebook e do Twitter leve as pessoas a transferirem as buscas do motor de busca para a rede social. Se alguém quiser saber onde há um café com pastéis de nata, talvez vá perguntar aos amigos do Facebook em vez de ir ao Google.

O Buzz pode ter, no entanto, uma segunda oportunidade. O MySpace anunciou que vai adicionar um botão buzz e o TweetDeck também irá incluir buzzes. Resta saber se os utilizadores querem adicionar mais uma rede social às que já têm. Informações do IOnline.
O site de microblogging Twitter alcançou neste fim de semana a marca de 20 bilhões de mensagens.

O tweet foi gerado na tarde do sábado por um designer gráfico em uma agência de publicidade de Tóquio.

Sem saber, o usuário GGGGGGo_Lets_Go, um ávido torcedor de baseball, postou no serviço de microblogging uma mensagem comum sobre o seu dia-a-dia.

Momentos depois, começou a ser inundado com mensagens de parabéns provenientes de todo o mundo.

Mais tarde, GGGGGGo_Lets_Go postou uma mensagem sobre o episódio: "Parece que postei o tweet número 20 bilhões. Estou recebendo mensagens de pessoas em todo o mundo", disse.

"É assustador. Quais é a probabilidade disto acontecer? Talvez eu vá morrer." O serviço de microbloging, no qual os usuários têm de mandar o seu recado limitando-se a 140 caracteres por mensagem, tem conhecido níveis de popularidade fantásticos.

O Twitter levou quatro anos para chegar ao tweet número 10 bilhões, em março, e apenas cinco meses para dobrar o volume de tráfego.

"Será que é mais incrível que ganhar na loteria? Eu pensei que fosse uma piada", blogou GGGGGGo_Lets_Go.

Segundo informações do Twitter, os japaneses enviam 8 milhões de mensagens por dia, cerca de 12% do total do serviço. São os segundos em tráfego, atrás apenas dos americanos, que respondem por uma fatia de 25%.

O serviço também é um sucesso no Brasil - um levantamento da consultoria francesa Semiocast indica que o país é o quarto da lista, atrás da Indonésia.

Os brasileiros geram 11% dos tweets mundiais. O português é a terceira língua mais popular no serviço. Informações da BBC Brasil. Informação do Divicity.com

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