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O deputado Flávio Dino (PCdoB) é relator da reforma política na  Câmara - Luiz Xavier/Agência Câmara

BRASÍLIA - A utilização da internet na campanha eleitoral será um dos temas mais polêmicos na votação da proposta da reforma eleitoral, e foi criticada por muitos deputados, em plenário, no início dos debates do texto nesta terça. A pedido de vários deputados, o parecer do relator Flávio Dino (PCdoB-MA) às emendas e a votação foram transferidos para as 9h desta quarta, em sessão extraordinária. Há alegações de que o projeto é restritivo. Dino defendeu a proposta, afirmando que a tentativa foi buscar facilitar a vida dos candidatos e dos partidos. (Leia mais: Especialistas avaliam a mobilização política que ganha espaço nas redes sociais na internet)

- Liberamos o uso da internet. Mas não podemos sair do reino do não vale nada, para o reino do vale tudo. O texto prevê direito de resposta - disse Dino.

O projeto, se sancionado antes de setembro, será válido para todos os candidatos na eleição de 2010. (Leia mais: Eleições 2010: internet pode aproximar eleitor das campanhas, diz especialista)

O projeto, feito por um grupo de líderes de partidos, é fruto da consolidação de diversas propostas que tramitavam na Câmara. O texto também ganhou sugestões dos partidos e de bancadas da Casa. A tramitação, no entanto, é longa, passando por debates na Câmara e depois no Senado, que enfrenta crise em função de uma sequência de denúncias sobre a gestão da Casa. (Leia mais: internet oferece ferramentas para fiscalizar o trabalho de deputados e senadores)

- Há quem considere o projeto muito restritivo - afirmou Dino à Reuters. Ele cita como um exemplo do que poderá gerar discordâncias a proibição de propaganda paga pelos candidatos a meios de comunicação privados da rede.

Sucesso da campanha virtual de Obama alertou deputados

O sucesso da campanha eleitoral virtual do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no ano passado, alertou os deputados para o uso da internet como meio de aproximar o candidato do eleitor.

Com a nova regra, candidatos e apoiadores poderiam fazer campanha de forma espontânea e gratuita para o candidato que tiver preferência em, por exemplo, sites de relacionamento como o Orkut e o Twitter, ou até mesmo em blogs. De acordo com a legislação vigente, a conduta não é permitida. (Leia mais: Manifestação 'Fora Sarney' chega às ruas e continua sendo febre no Twitter)

Mesmo antes da aprovação desta regulamentação e apesar de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bem mais restritivas, vários políticos usam o Twitter e outros têm páginas de apoiadores no Orkut. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por exemplo, usa o Twitter, que é um blog atualizado com frases de até 140 caracteres.

O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), defende a ampliação do uso da rede mundial de computadores e julga que o instrumento é "poderosíssimo" para a participação do cidadão no processo eleitoral.

- Acho que tem que permitir o uso da internet na campanha pelo cidadão (...) como um instrumento para a cidadania - afirmou, destacando o direito do eleitor de manifestar a sua preferência de candidato na rede.

Entre outros pontos, a proposta permite doações em dinheiro para candidatos pela internet e também define outros critérios para a propaganda eleitoral antecipada e o horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.

Mulheres querem ter 20% do tempo de TV na campanha eleitoral

Para Dino, além do uso da internet, outros pontos que poderão ser polêmicos para a regulamentação da campanha eleitoral são a volta do uso do outdoor, a implementação de um teto para gastos de candidatos e algumas sugestões da bancada feminina.

Uma delas é a doação obrigatória de 10% do fundo partidário para o estímulo da participação política feminina.

- Há quem ache que isso é muito dinheiro. Vai ter um destaque (proposta de mudança) contra isso - diz Dino.

O texto também prevê que 20% do tempo de rádio e TV na campanha sejam destinados às candidatas.

Para o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), designado pelo seu partido para representar a legenda no grupo que elaborou a reforma eleitoral, tais questões devem ser definidas pelo próprio partido e a sociedade faria a fiscalização.

- A minha proposta é que todo partido fosse obrigado a definir um limite mínimo (do fundo para as mulheres) e o controle social se incumbiria de fazer o juízo que o partido definiu - afirmou o deputado, no site do partido.

O projeto de reforma eleitoral muda dispositivos da Lei dos Partidos Políticos (1995) e da Lei das Eleições (1997), além de regulamentar resoluções da Justiça Eleitoral.



Fonte: O Globo
As empresas precisam de rever as suas estratégias de utilização das ferramentas de media social e estar preparadas para tirar melhor partido das redes sociais, alerta a Gartner, num estudo sobre as tendências de utilização deste tipo de ferramentas nas empresas, divulgado esta semana.

De acordo com a análise, em 2014 o recurso às redes sociais deverá substituir o email como veículo preferencial de comunciação em 20 por cento das empresas.

"O crescente uso de plataformas como o Twitter e o Facebook por utilizadores empresariais despertou o interesse das empresas na procura de plataformas sociais" para uso interno, afirma o vice-presidente de pesquisas e responsável pela área de portais, conteúdo e colaboração da Gartner, Mark R. Gilbert.

Os responsáveis pela análise estimam que, no espaço de dois anos, 50 por cento das empresas estarão a fazer uso de ferramentas de interacção social - onde os modelos de microblogging não deverão ter uma expressão superior a cinco por cento.

De acordo com os analistas, a justificação prende-se com o facto de apesar do modelo agradar às empresas, a sua popularidade junto do público advém de uma escala de utilização global, que permita aos utilizadores manterem-se informados sobre o que um grande número de conhecidos estão a publicar, funcionalidade que se perder quando aplicada a um universo mais restrito.

As iniciativas com maior potencial de sucesso nos esforços de adopção de mediasociais pelas empresas serão as que estejam envolvidas numa estratégia que vá para além do simples uso de uma plataforma tecnológica. Na maioria dos casos a Gartner defende no entanto que este será o caso. Setenta por cento das iniciativas sociais suportadas numa única plataforma de TI tendem a fracassar, devido à "orientação" seguida pelas empresas.

Apesar do esperado "boom" na utilização das redes sociais, espera-se que em 2015 ainda apenas cerca de 25 por cento das empresas estejam a recorrer, de forma regular, a media sociais como forma de melhorar o seu desempenho e produtividade.

Um estudo divulgado essa semana pelo Siemens Enterprise Communications traz um alerta para empreendedores: os empresários que não estão tirando proveito das mídias socias para aumentar as vendas e fazer contatos estão perdendo grandes oportunidades de negócio. Segundo a pesquisa, a maioria dos consumidores e funcionários prefere se comunicar com

O plano de Mark Zuckerberg de transformar o Facebook em uma plataforma de comunicação integrada parece surtir os primeiros efeitos.

A companhia francesa de TI Atos anunciou que vai abolir seu sistema de e-mail. Em vez disso, seus funcionários serão orientados a trocar mensagens por meio do Facebook e de outras redes sociais.

De acordo com o CEO da Atos, Thierry Breton, apenas 10% dos cerca de 200 e-mails que seus funcionários recebem diariamente são uteis, enquanto outros 18% são spam. Isso justificaria a aposentadoria do sistema. A mudança deve ser implementada nos próximos 18 meses.

De acordo com a ABC News, o plano da empresa é, inicialmente, utilizar o Facebook para comunicação interna e, somente depois, estender seu uso para entrar em contato com clientes e colaboradores.

De acordo com uma porta-voz da empresa, eles já reduziram a troca de mensagens internas em 20% nos últimos seis meses. A mudança tem sido bem recebida pelos funcionários.

A Atos possui 74 mil funcionários espalhados em 42 países. No último ano, a empresa teve receita de 11,5 bilhões de dólares.

Apresentado em novembro do ano passado, o sistema Messages do Facebook é capaz de integrar e-mails, SMS, chat e mensagens via rede social. Segundo Mark Zuckerberg, o objetivo da plataforma é simplificar a comunicação entre as pessoas.

Fonte: Exame

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