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Dados públicos de 100 milhões de usuários do Facebook caíram na internet na semana passada, agrupados em um pacote facilmente encontrado em vários sites da rede. A notícia só prova algo que especialistas já sabiam: a possibilidade de qualquer informação ser coletada, agregada e analisada. O que se viu na semana passada é apenas uma pequena amostra do que pode ser feito. Os softwares que “varrem” a internet buscando e armazenando informações são chamados de “crawlers”, e é sobre eles que trata a coluna Segurança para o PC.


Como são feitos os sites de pesquisa


Se você já se perguntou como o Google, o Bing e outros sites de buscas conseguem pesquisar tantas páginas na internet, saiba que a resposta é realmente a mais simples possível: o Google visita os sites, segue automaticamente cada link e salva as páginas que acessar.


Depois entra a parte complexa do processo, que é de fato a “mágica” do Google e que permite que as páginas sejam encontradas – é aí que mora o diferencial de cada site de pesquisa.



Esse processo de visita a cada página e de seguir os links é feito por um programa chamado crawler (do inglês: “que se arrasta”, “que engatinha”). Também recebem o nome de “spiders” (“aranhas”), ou ainda, search engine spiders (“aranhas de sites de busca”), em uma brincadeira com o significado da palavra web (“teia”).


Se o crawler não visitou alguma página na internet – talvez porque ninguém fez links para ela – ou o software não conseguiu entender a informação que está em uma página, ela não será localizada pelos sites de busca. Mas os crawlers são continuamente melhorados para que todas as informações sejam coletadas.



Crawlers são usados para outros fins menos nobres. Por exemplo, spam. Crawlers visitam milhões de páginas na internet buscando por qualquer trecho que pareça um e-mail (qualquer coisa seguida de arroba seguida de ponto com; expressando de outra forma, *@*.com, sendo * um “coringa”). Ao analisarem o código das páginas, crawlers também podem encontrar falhas de segurança. Mais tarde, os sites vulneráveis encontrados podem ser invadidos em massa para um ataque coordenado.


Cem milhões de nomes


O código que coletou os dados do Facebook é muito simples. O próprio autor admitiu limitações, como, por exemplo, o fato de ele não acessar as páginas dos amigos dos perfis públicos.


Crawlers de sites de busca seguem links, mas, para isso, têm alguns pontos pelos quais eles “começam” a varrer a internet. O diretório público do Facebook é uma lista de perfis públicos da rede social e, por isso, pode ser um excelente ponto de partida, e foram exatamente esses perfis que o código analisou para compilar a lista de 100 milhões de usuários do Facebook – ou um quinto da rede social, de acordo com dados recentes.


Só o nome de cada perfil foi armazenado, embora todas as informações públicas pudessem ser copiadas. O desafio seria o volume de informação, difícil de ser processado e arquivado. Mesmo assim, o crawler usado era rudimentar.


Se você ainda não teve ideia de um ponto de partida de um crawler para Orkut, pense nas comunidades populares, que chegam a ter mais de um milhão de membros. Várias têm uma lista de membros pública e, mesmo quando esse não é o caso, é fácil conseguir acesso a essas informações. Depois de salvar todos os links dos perfis, basta analisar os perfis dos amigos e refazer o processo. Logo, o montante de perfis teria um volume respeitável.


Agregando e analisando


Depois de ter copiado os dados públicos de todos os perfis, há possibilidades infinitas a respeito de como essas informações podem ser usadas. Uma vez agregadas, é possível realizar análises, cruzar comunidades e também informações. Por exemplo, qual o curso superior mais comum entre quem está em determinadas comunidades de informática? Tendo os dados agregados, essa pergunta poderia ser facilmente respondida.


Se você não vê utilidade para isso, confie na criatividade dos criminosos e dos especialistas. Só os nomes registrados nos perfis do Facebook já serão suficientes para servir de complemento a um software que quebra senhas. Com os dados, o especialista conseguiu determinar quais os nomes mais comuns. Isso é útil para ataques do tipo dicionário, que tentam quebrar senhas usando listas de expressões pré-determinada. Ou seja, sabendo quais os nomes mais comuns, será possível testar primeiro as combinações de usuário/senha com esses nomes, aumentando as chances de conseguir acesso não autorizado em poucas tentativas.


É possível também pensar em ataques mais pessoais: quais são as comunidades mais comuns entre seus amigos? Qual o colégio mais comum? Essas informações seriam muito relevantes para um ataque mais sofisticado de engenharia social (enganação, fraude).


Outro detalhe é que, se crawlers ficarem comuns, informações públicas não poderão ser retiradas da rede, já que, uma vez coletadas, apagá-las na rede social não vai eliminá-las permanentemente da rede.


O que as redes sociais podem fazer


Visitar três milhões de perfis do Orkut certamente cria alguma movimentação – certamente tornaria o crawler o usuário mais assíduo da rede social. É difícil passar despercebido criando esse volume de acessos. Mas crawlers podem ser configurados para fazer alguns poucos acessos por dia. Criminosos com mais recursos podem usar computadores diferentes, em locais diferentes, para distribuir a carga e parecer que os robôs coletores de dados não pareçam mais ativos do que os outros usuários.


Embora as redes sociais possam tardar o efeito dos crawlers, limitando o número de acessos que um mesmo IP pode realizar, realmente há muito pouco que pode ser feito. Complicar a vida dos crawlers é receita para também complicar a vida dos internautas comuns, já que os crawlers maliciosos se disfarçam, copiando, inclusive, os padrões adotados por algum navegador web, de modo a parecer idêntico ao software comum e não ser bloqueado.


O que você pode fazer


Quanto mais informações você disponibilizar publicamente na rede social, mais fácil outras pessoas poderão encontrá-lo – e isso inclui também os crawlers. Simplesmente não há solução fácil: qualquer informação ou comunidade que você participar é informação pública e um crawler vai poder coletar isso.


A criação de um crawler para muitas redes sociais ainda não passa de uma hipótese. Mas, conforme as velocidades de conexão aumentam e o hardware de armazenamento fica mais barato, a tendência é que esse tipo de coisa pareça cada vez mais real e possível.


Se você colocar uma informação na rede, considere-a pública de verdade, como se exposta permanentemente em uma vitrine de um grande centro urbano. Para evitar isso, use os controles de privacidade da rede social e entre apenas em comunidades que você realmente precisa.

Se for uma opção, considere perfis vazios ou o total abandono das redes sociais. Os riscos envolvidos na participação de uma rede

social têm aumentado; você ainda pode usá-las para manter contato com amigos, mas tome cuidado ao expor informações. Talvez você nunca mais consiga tirá-las da rede. Informações G1.


Recentemente, houve a estreia, no Brasil, do filme A Rede Social, baseado no livro Bilionários por acaso – A criação do Facebook, de Ben Mezrich. Tal obra deixa claro o quanto as redes sociais e a internet como um todo têm agido como fortes meios de comunicação, além de terem crescido e se tornado mais importantes na vida de seus usuários, principalmente daqueles ligados à educação.

Pense um pouco: há poucos anos, para se desenvolver uma rede de contatos, eram necessários encontros presenciais, amigos em comum ou um período de relacionamento através de telefonemas ou e-mails. Para realizar pesquisas, recorria-se a livros impressos, enciclopédias, com o auxílio de pais e docentes.  Desde meados de 2004, com a popularização da internet, as redes sociais tornaram-se parte do processo de inclusão digital, disponibilizando informações diversas em links e hipertextos, capazes de possibilitar tanto um conhecimento mais superficial quanto a exploração dos conteúdos postados ─ tudo a gosto do usuário.

Ainda que jovens, os estudantes têm cada vez menos tempo livre em sua rotina diária; por isso, recorrerem a tais estímulos tecnológicos para obter informações necessárias ao estudo. Da mesma maneira, educadores, pais e escolas devem se adaptar, o quanto antes, a esse novo formato de educação. Devem estimular a criação de ambientes interativos, unindo diferentes recursos, tudo em prol da educação mediada em camadas de informações.

Essa nova realidade demonstra que o ato de aprender, na atualidade, significa  ir ao encontro de diferentes formas de pensar problemas e, através desses caminhos, deixar discussões abertas para que o processo, como um todo, seja engrandecedor para todos os agentes envolvidos na educação. 

A busca pela compreensão da internet e de seus vastos caminhos pode significar a mudança de paradigmas já estabelecidos pela sociedade. A atual influência que as redes e mídias sociais podem exercer na rotina dos estudantes, por exemplo, faz com seja mobilizada uma gama variada de informações, em razão de haver, nesses sites, a possibilidade de inserção de conteúdos diversos ─ como textos, músicas, imagens ─ acessíveis de forma rápida e dinâmica.  

O Brasil se configura como o país que tem maior número de acessos à web e frequência de atividades diárias nas redes sociais. É importante estarmos atentos, pois as atuais tendências apontam para uma busca progressivamente mais acelerada em direção ao conhecimento, através da tecnologia aplicada à educação.

Avatar FakeQuem ama o fake, bonito lhe parece. A criação de perfis falsos em mídias sociais, como no Twitter e no Facebook, é daqueles fenômenos de internet que inspiram amor e ódio. Agora, criar na web uma conta falsa, com efeito de difamação, acaba de virar crime específico no estado norte-americano da Califórnia e inspira a formatação de um projeto de lei, com mesmo objetivo, que dever ser proposto no Brasil já este mês. Enquanto isso, a cultura de perfis que retratam celebridades de mentirinha ganha seguidores em ritmo frenético, especialmente no Twitter.

O terreno do microblog jamais foi teclado por figuras como Hebe Camargo e Victor Fasano. Mesmo assim, o perfil da apresentadora tem mais de 35 mil seguidores e as tuitadas do modelo e ator são acompanhadas por quase 76 mil pessoas. Bordões como “Ma che” e “Vamos acompanhar”, próprios ao léxico do fake de Nair Bello, são replicados por seus 78 mil seguidores. O sucesso é tanto que os autores dos perfis começam a perder o medo e a sair do anonimato, para defender o que chamam de “homenagem”.

Complexidade
O autor do perfil de Nair, o empresário Gustavo Braun, cita a Nonna (como a personagem é chamada por seus seguidores) para justificar: “A Nonna sempre diz no Twitter: ‘Quem morre some dos olhos, mas não do coração’. Tenho pena de quem diz que a pessoa que morreu tem que ser deixada em paz. Se a pessoa é incrível, tem que ser homenageada sempre, não pode ser esquecida”. Para ele, “estar no Twitter mantém Nair um pouco mais viva.”

Mas a homenagem nem sempre é encarada com bons olhos, especialmente em casos que envolvem o uso de personagens com direitos autorais reservados. Em questões polêmicas e complexas como essas, muitas vezes confundem-se os limites entre liberdade de expressão e propriedade intelectual. O caso da personagem Magali, criada por Maurício de Souza, usada por uma dançarina que virou hit no YouTube, mereceu resposta do autor da Turma da Mônica. Em comunicado publicado no Twitter, ele comentou, inclusive com muita condescendência, o sucesso da moça, mas observou: “Vi traços de um personagem meu usados indevidamente em uma publicidade de rua”.

Piada ou ofensa
Fakes são perfis falsos criados em redes de relacionamento na internet. Normalmente, publicam conteúdo de forte teor humorístico, embora, muitas vezes, o limiar entre piada e ofensa seja tênue. Informação do Estado de Minas.

O relatório divulgado pela comScore confirmou a liderança disparada do Orkut entre as redes sociais no Brasil. A rede controlada pelo Google é acessada por 78% dos internautas brasileiros, o que equivale a 31,2 milhões de usuários mensais, contra 12,1 milhões do Facebook.

Outra tendência detectada anteriormente pela comScore, o forte crescimento do Facebook foi confirmado no estudo publicado hoje. A rede de Mark Zuckerberg cresceu 278% em 2010, contra 28% do Orkut.

Mas o estudo revelou também dados sobre um fenômeno menos debatido: a lenta migração dos usuários do Orkut para o Facebook. Segundo a comScore, em 2009, apenas 13% de todas as pessoas que acessavam o Orkut navegavam também no Facebook. Já no fim de 2010 esse valor aumentou para 33%.

Já entre o total de usuários do Facebook o fenômeno é inverso. Em 2009, 95% das pessoas que acessavam o Facebook também entravam no Orkut. Em 2010 esse percentual caiu para 88%.

Esses dados sugerem que os usuários de Facebook aos poucos estão abandonando o Orkut, enquanto os "orkuteiros" estão cada vez mais ligados nas duas redes sociais. A longo prazo a comScore não descarta a possibilidade de que o Facebook se torne a rede social líder no Brasil. Informação do IG.

O poder das mídias sociais se consolida cada vez mais no mercado de trabalho. A tecnologia permite aos headhunters refinarem a busca por um perfil desejado e possibilita que o candidato exponha suas expertises de maneira abrangente. Um estudo recente feito pela consultoria americana Reppler, especializada em gerenciamento de imagens nas mídias sociais, mostra que 68% dos 300 recrutadores investigados na pesquisa já contrataram um profissional através das redes sociais.


Facebook, LinkedIn e Twitter são os principais sites monitorados por consultorias e empresas em busca de funcionários. E a maneira como um candidato se comporta no mundo virtual pode ajudar a definir sua carreira. O estudo da Reppler aponta que 69% dos consultores em RH rejeitaram aspirantes a uma vaga graças a fotos ou posts inapropriados. "Zelo com a imagem é fundamental neste ambiente", afirma Rogério Sepa, consultor da DBM, especializado em gestão de carreiras nas redes sociais.


Segundo Rogério, uma tendência deste canal é eliminar fronteiras profissionais. "Contratações internacionais começam a despontar. Algumas empresas americanas, por exemplo, têm encontrado brasileiros via web", diz. O consultor explica que os recrutadores começam sempre pelo LinkedIn, a principal rede social corporativa. "Em seguida, os perfis disponibilizados no Facebook e Twitter entram como pontos de referência adicionais". Saiba como construir perfis aliados da sua carreira:


Invista nos relacionamentos profissionais pela web


LinkedIn

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Principal canal de recrutamento no mundo corporativo. Para participar ativamente o candidato deve manter um perfil atualizado e completo Adicionar foto ao perfil é importante porque transmite credibilidade. Recomenda-se uma pose formal - terno e gravata é a pedida para os homens, bem como maquiagem leve para as mulheres.


Quem faz cursos de extensão ou pós-graduação no exterior deve valorizar essa informação adicionando-a tanto no resumo inicial, quanto nos campos novos, exclusivos para estudos.

Criar perfis em inglês é fundamental, especialmente entre aqueles que desejam fazer carreira internacional. Conteúdo só em português deixa o candidato invisível no exterior. Essa regra é válida para todas as mídias sociais.


Para se destacar nas buscas, o profissional deve participar de discussões e fóruns ligados à sua área de atuação.


Facebook

Bastante utilizado por recrutadores nos Estados Unidos e Europa. Para reforçar as informações profissionais, aposte nos aplicativos Branch Out e Talent.me. Essas ferramentas criam interfaces destinadas ao contato corporativo dentro do próprio site Separe seus contatos entre amigos, profissionais e colegas. Assim, os comentários pessoais irão apenas para sua rede direta de amizades.

Preserve sua imagem. Não poste ou compartilhe informações, fotos e links ofensivos, preconceituosos ou íntimos demais. Evite críticas ácidas aos atuais (ou ex) empregadores e colegas de trabalho É um ótimo canal para manter contato com seu networking internacional na volta do intercâmbio, principalmente em cursos de pós-graduação, que costumam reunir profissionais altamente qualificados


Twitter

Esta ferramenta é usada como ponto de controle entre as outras redes sociais. Muitos candidatos que mantêm a elegância no Facebook e LinkedIn podem escorregar no Twitter, gerando conteúdo questionável pelos recrutadores.


Faça uma revisão periódica e remova informações que possam prejudicá-lo. As empresas têm softwares de rastreamento capazes de encontrar qualquer dado comprometedor.


Siga pessoas e empresas interessantes, mesmo que não sejam relacionadas à sua área de atuação. Faça comentários pertinentes e posicione-se em relação a suas ações.


Neste canal os recrutadores irão compreender melhor a opinião do candidato sobre determinados assuntos e perceber se suas ideias são compatíveis com o perfil da companhia.

O Brasil foi o país líder em crescimento no Facebook em 2011, segundo um estudo independente. O número de brasileiros na rede saltou de 8,8 milhões, em 2010, para 35,1 milhões, em 2011, alta de 298%. Os dados são de um relatório assinado por Nick Burcher, chefe de redes sociais e inovação digital na ZenithOptimedia, multinacional inglesa que presta serviços de mídia.


O Brasil assumiu a quarta colocação em número de usuários no Facebook, atrás somente dos Estados Unidos (157 milhões), Indonésia (41,7 milhões) e Índia (41,3 milhões). Em 2008, o país contava com apenas 209.000 cadastrados na rede social; no ano seguinte, a cifra subiu para 2,4 milhões.


Entre os primeiros colocados da lista, o número de usuários americanos cresceu 8% em 2011, ante 30% na Índia, 139% na Indonésia e 67% no México, quinto colocado. Se mantiver o atual ritmo de crescimento, o Brasil pode ultrapassar a Índia e assumir a terceira posição em número de usuários já em 2012.


Fonte: G1


No dia 13 de julho de 2009, quando, pela primeira vez, demos o Facebook na capa do Link, ele nem era a maior rede social do mundo, mas já cravávamos que o site havia uma meta bem específica – e o descrevemos como sendo o principal rival do Google.


Aos poucos a comparação entre os dois se tornava mais evidente e uma teoria se formava. O Google surgiu em uma época em que as pessoas ainda estavam se entendendo com a internet e buscavam o que fazer uma vez conectadas. Comparada à saraivada de links do diretório de seu antigo site rival, o Yahoo, a homepage do Google era clean e minimalista, com um único campo de busca no meio de uma página branca, que parecia apenas perguntar que busca o usuário gostaria de fazer.


Veio a web 2.0, em que todo mundo poderia postar o que quisesse online sem a necessidade de entender de programação. Logo vieram as redes sociais e as pessoas começaram a se conectar entre si – e, num segundo momento, a compartilhar conteúdo. E aos poucos mandar uma notícia para outra pessoa, sugerir um site ou mostrar um vídeo engraçado não significava enviar um e-mail para vários destinatários ou esperar que alguém estivesse online no MSN.


Bastava publicar em seu perfil que seus contatos em determinada rede veriam quando o consultassem.


Foi aí que o Facebook floresceu. E o perfil de seus usuários logo deixava de ser uma página com informações pessoais para exibir links, fotos e vídeos, transformando o feed de notícias (área equivalente aos scraps no Orkut ou do blog no MySpace) na primeira coisa que qualquer um vê quando entra no Facebook. Com todo mundo postando sem parar, bastava entrar na rede social para saber o que fazer na internet. Isso tornou a homepage do Google obsoleta.


Esse movimento aconteceu entre 2008 e 2010, quando o Facebook deixou de ser uma aposta para se tornar uma certeza. E logo vieram as especulações a respeito de quando o Google lançaria sua própria rede social.


Mas a empresa não tinha um bom histórico nessa área. Seu caso mais bem sucedido era, até o ano passado, o Orkut, mas o site só deu certo no Brasil e na Índia. Outras tentativas deram com burros n’água. O Google Wave era complexo demais e queria “apenas” reinventar o e-mail (algo como lançar um novo modelo de automóvel com a intenção de, literalmente, reinventar a roda). O Google Buzz foi criado para aproveitar o vácuo do Twitter e até ensaiou dar certo, mas esbarrou em questões legais a respeito de invasão de privacidade. Os dois projetos deram tão errado que foram desligados.


Por isso quando começaram a especular sobre a rede social do Google para enfrentar o Facebook, seus executivos logo diziam que não estavam criando uma rede social, mas uma “camada social” que atravessaria todos os serviços que hoje oferece.


Aí veio o Google + que, por ser de quem é, foi a rede social que mais cresceu na curta história deste tipo de site. Foram 25 milhões de usuários apenas nos dois primeiros meses de atividade do site. E ao mesmo tempo em que cresceu tão rápido, nos provocava com a primeira pergunta que aflige qualquer novo usuário de qualquer nova rede social (“O que eu faço aqui?”) ao mesmo tempo em que causava celeuma entre os entusiastas do Facebook, que o considerava uma versão piorada do site de Mark Zuckerberg.


Mas, como começou a mostrar na prática na semana passada, o Google + não é a rede social do Google. A rede social do Google é o próprio Google.


Explico: quando um de seus fundadores (Larry Page) assumiu o cargo de CEO (antes ocupado por Eric Schmidt) no início de 2011, ele começou a organizar a casa para fazer os inúmeros produtos do site (o navegador Chrome, o sistema operacional Android e as dezenas de sites e serviços oferecidos gratuitamente) conversarem entre si.


Uma operação interna, mas que poderia ser percebida por usuários mais atentos. Aos poucos, aparecia uma lista de links acima de sua homepage, apontando para outros serviços, como o Google Maps, a busca por imagens ou por vídeos, o Google News, entre outros. A lista virou uma barrinha, a princípio branca, que logo ganhou a cor cinza e depois escureceu ainda mais, trazendo ainda outros links para mais serviços da empresa.


E assim que o Google + foi lançado, dois itens novos surgiram nessa barra. O primeiro apareceu bem à direita e trazia a foto que o usuário escolheu para sua conta no Google seguida de seu nome, um número que mostrava se havia novidades no Google + e um campo escrito apenas “compartilhar”. Na ponta esquerda, o primeiro item deixava de ser a busca pura e simples do Google para se tornar o nome do próprio usuário, acrescido de um símbolo de adição (o + da “camada social”) à esquerda.


Essa barrinha está presente em qualquer serviço do Google. Resta agora saber se o Google irá conseguir fazer que as pessoas compartilhem conteúdo no campo específico que determinaram para isso. Enquanto isso, eles seguem tentando – e o anúncio da semana passada foi o primeiro passo para colocar a tal camada social em prática.


É que agora, quando você faz uma busca através do Google, tem duas opções de resultados: ou você vê os links que a maioria das pessoas viu quando buscou pelo termo que você acionou ou pode escolher apenas os links indicados pela sua rede de contatos, restringindo as opções de busca mas trazendo-as para seu contexto pessoal. A mudança pode ser percebida em dois ícones à direita da página, na altura do campo de busca. Clicando no ícone que é um pequeno globo, você vê os resultados gerais. Clicando no ícone que é um pequeno busto, vê o que seus amigos e conhecidos também buscaram.


Essa decisão já gerou controvérsia – a começar pelo Twitter, que afirmou que a mudança restringe o acesso às notícias que estão sendo publicadas naquele exato momento (que é a função atual da rede social dos 140 caracteres), com resultados do Twitter caindo para baixo nas buscas feitas em modo pessoal.


Outro problema é que isso restringe ainda mais a área de alcance de quem quer saber o que está acontecendo, ponto crucial de um dos melhores livros do ano passado, The Filter Bubble (ainda não lançado no País), do norte-americano Eli Parisier. Ele argumenta que, a partir do momento em que os algoritmos das redes sociais vão entendendo a forma como cada um funciona na rede, eles vão oferecendo apenas opções relacionadas ao gosto de quem clica. Isso parece ser prático em teoria – quem clica em muitas notícias de esporte, por exemplo, veria mais notícias relacionadas a esse assunto do que as outras. Mas, contudo, perderia outros assuntos que poderia se interessar, sem ao menos saber que eles estão acontecendo.


Era uma crítica quase direta ao Facebook, mas a partir do momento em que o Google adota uma prática parecida, ela cai como uma luva também para o gigante das buscas. E se você não corre o risco de trombar com algo novo, inusitado ou surpreendente, vai ficar cada vez mais preso à tal bolha-filtro concebida por Parisier.


E isso nos leva à principal dúvida em relação ao Google em 2012: e se, ao apostar em transformar-se numa enorme rede social, o site perderá a mão? E se as pessoas cansarem ou enjoarem de usar o Google? Parece apocalíptico, mas não custa lembrar a velocidade em que as coisas acontecem no mundo digital.


Fonte: Estadão

Em meio a críticas e muita desconfiança, a nova política de privacidade do Google entra em vigor depois de amanhã em todo o mundo. Ao longo dos últimos meses, a gigante norte-americana de tecnologia foi, sem alarde, solicitando que os usuários aprovassem os termos de uso modificados. Na prática, significa que o usuário está concedendo permissão para que a empresa acesse o seu histórico de navegação na internet e utilize as informações para "facilitar a experiência do usuário" que navega nos serviços do Google, como Gmail, a rede social Google+ e o YouTube.

Segundo a empresa, suas mais de 70 políticas diferentes, ou termos de uso já assinados pelos internautas, vão ser compactadas em uma principal e 12 outras. Por um lado, pode até haver um ganho de comodidade. Por exemplo: se você pesquisou no Google alguma informação sobre os Beatles, quando você entrar no YouTube serão sugeridos "automaticamente" vídeos da banda inglesa. No Gmail, você vai receber algumas ofertas de promoções de viagens para Liverpool ou produtos licenciados do grupo.

Com o tempo, no entanto, o banco de dados vai alcançar um volume gigantesco - e perigoso. Será possível mapear em detalhes seus hábitos de consumo, seus gostos, seu estilo de vida e até quem pertence ao seu círculo pessoal.

Embora a empresa garanta que não vai comercializar os dados, eles valem ouro para o mercado publicitário, que, desde sempre, sonhou em encontrar uma maneira de descobrir os reais desejos e necessidades dos consumidores.

Proteção. Para quem deseja continuar usando o Google, mas não concorda com os novos termos de privacidade, há uma maneira de, em tese, proteger suas informações. O próprio Google oferece a opção de apagar o histórico de navegação, o que deleta do sistema as informações que você busca na internet.

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Google versus FacebookEm seus 14 anos de existência, o Google conquistou a reputação de empresa dinâmica e inovadora. Mas James Whittaker, ex-diretor de desenvolvimento do Google, diz que o fracasso das suas múltiplas tentativas de enfrentar o Facebook na área de redes sociais deixou a empresa sem rumo e está matando a inovação nela.

Whittaker demitiu-se do Google há cerca de um mês para voltar a trabalhar na Microsoft, onde já esteve antes. Ele publicou um longo texto em seu blog, na última terça-feira, com o título “Por que deixei o Google”. Nele, o engenheiro e executivo critica duramente seu ex-empregador.

Whittaker elogia o ex-CEO Eric Schmidt que, segundo ele, sempre estimulou a inovação. De fato, trabalhar no Google costumava ser um sonho para engenheiros e programadores ambiciosos (e, para muitos, ainda é). Todos podiam dedicar 20% do seu tempo a projetos pessoais. Novas ideias eram premiadas e havia amplo acesso a ferramentas para o desenvolvimento dos projetos.

Tudo isso, é claro, era pago pela enorme receita com anúncios na web do Google. Mas a publicidade, diz Whitaker, não era o foco do trabalho dos engenheiros. Agora é, afirma ele. “O Google pelo qual me apaixonei era uma empresa de tecnologia que dava poder a seus empregados para que inovassem. O Google que deixei era uma empresa de publicidade com uma visão corporativa estreita”, escreve ele.

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A mudança, na visão de Whitaker foi causada pelas sucessivas tentativas fracassadas de competir com o Facebook. “O Google ainda põe mais anúncios em frente a mais gente do que o Facebook. Mas o Facebook sabe muito mais sobre essas pessoas. E os anunciantes valorizam tanto esse tipo de informação que chegam a colocar a marca Facebook à frente da sua própria. Exemplo: www.facebook.com/nike. Uma empresa com o poder e o charme da Nike pondo sua marca depois da do Facebook? Nenhuma companhia jamais fez isso pelo Google. E o Google ficou ofendido com isso”, diz.

Whitaker afirma que Larry Page assumiu o posto de CEO do Google, em abril de 2011, para corrigir isso. Ele colocou o Google+ no topo das prioridades da empresa e desestimulou projetos que não tivessem relação com a rede social. Também fechou o Google Labs, um espaço para novidades criativas, e restringiu o acesso a certas ferramentas. “O tempo em que o Google contratava pessoas inteligentes e dava poderes a elas para inventar o futuro tinha acabado”, escreve ele.

O engenheiro faz uma avaliação nada animadora dos esforços do Google na área de redes sociais. Embora tenha mais de 90 milhões de pessoas inscritas, o Google+ registra níveis muito baixos de atividade. Por isso, vem sendo chamado de cidade fantasma das redes sociais. “O Google era aquele garoto rico. Ele descobriu que não foi convidado para a festa e resolveu fazer sua própria festa como vingança. O fato de que ninguém veio à festa do Google se tornou um elefante na sala”, diz.

Jovens empreendedores que lançam mão das redes sociais para alavancar seus projetos e empresas, criando materiais de divulgação e fazendo interações que ajudam a divulgar suas marcas, produtos e serviços.


Cada vez mais gente está tomando essa iniciativa, até porque as redes sociais estão abrindo um caminho para captar o segmento certo de pessoas, aproveitando um formato audiovisual que dá margem a interações e experiências diversas.


— É uma trama que envolve conceito, notícia, relacionamento, experiência, troca de informação. As mídias sociais são a utopia do marketing direto — diz o consultor Felipe Cunha, da Evo.ag. — As pessoas que curtem a sua página genuinamente gostam do que você oferece.


Por isso, diz ele, para ter bons resultados na web, é necessário ter um bom produto ou serviço, entregar o que promete e gerar conteúdo que tenha conexão com o produto ou serviço.


É justamente o que fizeram os promotores das festas Coordenadas, Rock-me! e Pessoas do Século Passado.

O grupo, que criou as festas para satisfazer o próprio desejo de ouvir música boa na noite carioca, nunca imprimiu um flyer sequer. Também não anuncia em lugar algum. Seus maiores veículos de divulgação são o Facebook, um mailing (que fizeram, não compraram pronto) e a propaganda boca a boca.


— O Facebook é atual, consegue pulverizar informação para muito mais gente — diz um dos produtores, Rodrigo Caucotto. — O Orkut, que usávamos antes, não era tão eficiente, neste ponto.

Segundo Caucotto, o fato de o grupo responder, tanto por e-mail quanto pelo Facebook, a cada uma das pessoas que escreve para falar sobre as festas - seja para fazer uma crítica, um pedido ou para colocar o nome na “lista amiga” - ajuda a manter a boa reputação dos eventos e a conquistar mais adeptos. O perfil da Coordenadas, promovida desde 2007, tem 6.200 fãs.

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— Promovemos ações para multiplicar os fãs, mas não queremos só número. A ideia é manter o perfil selecionado do nosso público — explica outro produtor, Sancho Corá. — Ações do tipo "indique uma banda para tocar na festa e ganhe um ingresso" funcionam muito bem. Sorteamos os ingressos, e acabamos conhecendo melhor ainda o perfil do nosso público, e sabendo o que ele quer.


A maior prova de que a divulgação dá certo é que as festas estão sempre cheias, e conquistaram público fiel. O negócio cresceu também a ponto de o grupo contratar uma agência para fazer um novo site para a Coordenadas (www.coordenadascariocas.com.br) e criar, a partir de maio, os sites da Pessoas do Século Passado (www.festapessoas.com.br) e da Rock-me! (www.rockme.com.br).


A fotógrafa Márcia Fernandes e seu marido, Eduardo, também viram no Facebook (https://www.facebook.com/docedeleite) uma ótima maneira de tornar seu trabalho mais conhecido. Especializados em festas e books de crianças, eles já tinham um blog de sua empresa, “Doce Deleite”, desde que ela foi criada, há três anos. Mas resolveram criar um perfil no Facebook, no ano passado.


— Ajudou muito ter o perfil do Facebook, porque atinge muito mais gente, mas vai no segmento certo de público. Já fizemos anúncio em revista, já usamos Orkut, mas nada nunca deu resultado maior do que o Facebook — conta Márcia. — Muita gente indica para os outros, curte a nossa página, e as pessoas ficam sabendo da existência da empresa e nos contratam por conta disso.


Embora confesse que nunca pensou propriamente numa estratégia para divulgar suas fotos pelas mídias sociais, Márcia conta que a sua funpage conseguiu, em um mês, mais de 1.500 seguidores. O Twitter ela diz que usa, mas não com tanta frequência.

De qualquer forma, lembra o consultor Felipe Cunha, divulgar produtos e serviços através das mídias sociais tem os dois lados. Se a empresa começar a gerar um conteúdo não relevante para os usuários, por exemplo, eles “descurtem” a página:


— Isso mostra que, além de serem uma boa ferramenta de divulgação, as mídias sociais são um termômetro para as empresas. Não há como controlar todo o conteúdo sobre sua empresa nas redes: as críticas e comparações vão acontecer, e acabam por fazer com que a competição aumente. É preciso estar antenado e saber responder aos problemas prontamente.

Fonte: O Globo


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