Hoje vivemos a segunda geração da World Wide Web, que nos mostra cada vez mais potencial de uso, tanto pelo usuário final quanto pelo corporativo. O conceito de troca de informações em um ambiente dinâmico e interativo tomou proporções estratégicas, forçando uma mudança comportamental das empresas em relação às oportunidades de negócios e a seus colaboradores internos. No âmbito comercial, a Web 2.0 cria uma nova atmosfera, na qual consumidores e empresas desempenham em igualdade o papel de pensar produtos e serviços.
Há pouco tempo, os clientes eram passivos às inovações, ficando à espera do que viria de novidade tecnológica das grandes companhias de TI, por exemplo. Hoje, este mesmo cliente tem vias de acesso direto às empresas com as quais se identifica, dando sugestões, críticas e idéias, contribuindo e movimentando efetivamente as empresas. Esta responsabilidade também é dividida pelos funcionários das corporações, que hoje participam, de fato, do negócio ao encontrar internamente espaços abertos à criatividade e à inovação, além de meios de comunicação interativos com as lideranças.
Blogs internos e externos são as ferramentas mais “tradicionais” que compõem a Web 2.0, envolvendo clientes, comunidades e funcionários, mas há outros que têm se popularizado rapidamente, como as páginas Wikis (a Wikipedia é um exemplo) e as ferramentas de distribuição de informações RSS (Really Simple Syndication). Internamente, o uso da Web 2.0 favorece a motivação das equipes, que deixam para trás a estirpe apenas operacional de suas funções para ostentar um papel estratégico, contribuindo para o business de alguma forma e fazendo-se ouvir dentro de toda a corporação. Pensando historicamente nas hierarquias corporativas, isto era impensável até alguns anos atrás, quando era praticamente impossível um profissional da área administrativa, por exemplo, fazer uma sugestão à alta diretoria da empresa, de forma direta e compartilhada.
Na era da Web 2.0, as inovações deixam de ser mérito de grandes multinacionais ou estrategistas de peso e passam a ser resultado de uma parceria da empresa com seus funcionários, clientes e usuários, estabelecida em uma plataforma de duas vias.
Porém, tamanho avanço na comunicação também alicerça uma ameaça. A partir do momento que uma idéia interessante não é aproveitada pela empresa, ela fica à disposição da concorrência, que pode visualizar uma brecha de oportunidade e alavancar um grande novo negócio.
Outro exemplo negativo acontece quando a Web 2.0 é usada sem discernimento, com o único propósito de manipular a opinião pública e a decisão dos consumidores. O Marketing certamente encontra nos blogs e redes sociais boas oportunidades - diferenciadas e dirigidas -, mas não é fácil acertar o tom. Grandes multinacionais já amarguraram o resultado negativo de ações mal pensadas, em que o alcance da Web 2.0 levou a dimensões muito maiores.
Para se tirar o melhor proveito da atual fase da rede mundial de computadores é preciso tratá-la com seriedade e transparência e estar disposto a enfrentar de forma construtiva as críticas que certamente aparecerão. Aqui, vale a famosa reflexão: “Não faça perguntas se você não está disposto a ouvir as respostas”. Em suma, na era da Web 2.0, não adianta ser moderna e ousada se a empresa não está, de fato, preparada para encarar seus pontos fracos, dialogar e agir para contorná-los.
*Juceli Azevedo é Diretor de Comunicação da Dell Brasil
Fonte : Revista B2B
Atenção, empresas: quem ficar só no site corporativo está jogando dinheiro fora. É preciso monitorar as redes sociais e não apenas manter uma presença na web. Essas são as principais conclusões de uma pesquisa da E.Life sobre o uso de redes sociais por consumidores que querem comentar suas experiências de compra. De acordo com o estudo, neste campo, o Twitter cresceu de apenas 3,8% no ano passado para 23% em 2009, atrás apenas do imbatível Orkut, utilizado por 45,9% dos internautas com esse fim no Brasil. O Blogspot (12,5%) aparece em terceiro lugar, seguido do Reclame Aqui (8,9%) e do Yahoo! Respostas (4,2%).
Os depoimentos geralmente são de pessoas que usam as redes sociais para relatar experiências de compra positivas ou negativas. Mas o que deve gerar maior atenção, segundo Alessandro Barbosa Lima, CEO da E-Life, são os consumidores que usam os sites para decidir compras futuras.
- É aí que está a oportunidade para as empresas - diz ele. - Especialmente nas compras complexas, que trazem envolvimento emocional ou questões técnicas.
E os internautas, de maneira óbvia até, preferem comentar, comprar, tirar dúvidas e reclamar de atendimento nos fóruns $já utilizam normalmente, as redes que frequentam no dia-a-dia para se relacionar com amigos, colegas de trabalho, etc.
O site corporativo está perdendo seu peso, pois ele ainda se encontra na web 1.0. Muitas de suas funções estão sendo passadas à rede social, que é onde as pessoas estão
- O site corporativo está perdendo seu peso, pois ele ainda se encontra na web 1.0. Muitas de suas funções estão sendo passadas à rede social, que é onde as pessoas estão - afirma Alessandro.
As empresas precisam estar atentas também à forma como essa relação se dá em cada tipo de site. No Orkut as discussões se registram nas comunidades, mas não necessariamente no grupo específico de determinada marca. Já no Blogspot (e blogs em geral) encontram-se textos mais longos e elaborados:
- Nos blogs as pessoas têm mais espaço e escrevem com mais profundidade, mas não em Orkut e Twitter. No Twitter as pessoas publicam problemas mais imediatos, como os de uma fila no banco.
Numa busca no Google, experiências de consumidores narradas no Twitter ainda não são visíveis, mas o Reclame Aqui aparece bem. O site cria rankings das empresas mais e menos participativas, de acordo com o número de respostas. Como o conteúdo é aberto e não exige cadastro, buscas por problemas com produtos variados costumam levar ao site.
Fonte: O Globo
Qual será a próxima grande tendência em termos de aplicativos de negócio? Um relatório sobre as previsões para 2010, escrito pelo analista chefe da consultoria IDC, Frank Gens, aponta que deve surgir no mercado o conceito de aplicativo ‘socialytic’ (termo ainda sem tradução para o português). Trata-se de uma nova geração de soluções que utilizam as redes sociais e colaborativas para buscar informações relevantes para as empresas.
O vice-presidente de TI da rede de lojas de luxo Tiffany, Philip Alberta, acredita que esse novo tipo de aplicativo representa algo inevitável. Ele duvida, no entanto, que exista uma explosão no uso dessas ferramentas em 2010. O executivo acredita que as organizações precisam primeiro negociar novas políticas de uso das redes sociais e se acostumadar à transparência que tipo de aplicação Web 2.0 exige antes de utilizar ferramentas de análise mais sofisticadas.

